Colaboração editorial: Carina Machado
Feminicídio no Recife terminou com a prisão em flagrante de um homem de 47 anos nesta quarta-feira (1º de julho), no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul da capital pernambucana.
Resumo rápido em áudio:
A Polícia Civil de Pernambuco aponta o homem como suspeito de matar a companheira, Renata Veras Silva, encontrada sem vida na terça-feira (30/06), no bairro de Areias, na Zona Oeste.
Equipes da Delegacia de Boa Viagem prenderam o suspeito após buscas iniciadas logo depois do crime. A corporação passou a tratar o caso como feminicídio, tipo penal aplicado quando a morte de uma mulher ocorre em contexto de violência de gênero.
A Polícia Civil não informou o nome do homem preso no material enviado à imprensa. A corporação divulgou apenas que ele tem 47 anos.
Prisão ocorreu em Boa Viagem
A equipe da Delegacia de Boa Viagem localizou o suspeito no próprio bairro de Boa Viagem, no Recife. Os policiais levaram o homem para a unidade policial, onde ele passou pelos procedimentos legais.
Segundo a PCPE, os agentes realizaram buscas contínuas até encontrar o suspeito. A corporação também registrou que ele não apresentou resistência no momento da prisão.
“Após diligências ininterruptas, a equipe policial da Delegacia de Boa Viagem, sob a coordenação do delegado Mário Melo, realizou a prisão em flagrante do suspeito, por feminicídio. Ele foi capturado no bairro de Boa Viagem, também no Recife. O homem foi detido sem resistência e conduzido para os procedimentos legais”, divulgou a PCPE.
O delegado Mário Melo coordenou a ação. A Delegacia de Boa Viagem atuou na apuração do caso e na localização do suspeito.
Feminicídio no Recife: Crime ocorreu no bairro de Areias
Renata Veras Silva estava em uma residência no bairro de Areias, na Zona Oeste do Recife, quando a polícia registrou a ocorrência. O crime ocorreu na manhã da terça-feira (30/06), um dia antes da prisão.
A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio. A legislação brasileira aplica essa tipificação quando a morte de uma mulher envolve violência doméstica, familiar, menosprezo ou discriminação à condição feminina.
A lei prevê punição mais severa para esse tipo de crime. A tipificação reconhece a gravidade da violência contra mulheres e o impacto social dessas mortes.

Adolescente presenciou o crime, informou a PM
A Polícia Militar informou que um sobrinho da vítima, de 12 anos, presenciou o momento do crime. Depois da ocorrência, a família deixou o adolescente sob os cuidados do pai e da avó.
O relato amplia a dimensão familiar do caso. Crimes desse tipo atingem a vítima direta e também afetam parentes próximos, principalmente crianças e adolescentes expostos à violência.
A reportagem não detalha a dinâmica do crime para preservar uma abordagem responsável e evitar exposição desnecessária.
Feminicídio no Recife: Investigação segue em andamento
Com a prisão em flagrante, o suspeito ficou à disposição das autoridades competentes. A investigação deve reunir depoimentos, laudos e outros elementos para esclarecer a motivação e a sequência dos fatos.
A Polícia Civil deve encaminhar a documentação do flagrante ao sistema de Justiça. O caso seguirá para análise das etapas legais previstas.
O material original enviado à reportagem não trouxe manifestação da defesa do suspeito. O Portal Nova Pauta mantém espaço aberto para posicionamento.
Caso reforça alerta sobre violência contra mulheres
O caso de Renata Veras Silva reforça a gravidade da violência contra a mulher no Recife e em Pernambuco. Feminicídios costumam envolver relações próximas, conflitos anteriores e ambiente doméstico, o que torna a prevenção mais complexa.
A presença de familiares no contexto da ocorrência amplia o impacto emocional e social. Crianças e adolescentes que presenciam violência precisam de proteção imediata e acompanhamento adequado.
O Portal Nova Pauta acompanha os desdobramentos e poderá atualizar a matéria caso a Polícia Civil divulgue novas informações sobre audiência de custódia, investigação, denúncia ou manifestação da defesa.
Atualização em 10/08/2026
197 Mulher amplia acesso à rede de proteção
Lançado em março de 2026, o 197 Mulher ampliou o acesso de mulheres aos serviços da Polícia Civil de Pernambuco. A ferramenta permite acesso digital a orientações e serviços relacionados à proteção de mulheres em situação de violência e voltou a ganhar reforço na divulgação durante as ações do Agosto Lilás.
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