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  • Praia do Janga: crianças passam mal em trecho apontado como impróprio

    Praia do Janga: crianças passam mal em trecho apontado como impróprio

    Colaboração editorial: Nahara Rodrigues

    A Praia do Janga, em Paulista, virou motivo de preocupação para uma família após quatro crianças apresentarem episódios intensos de vômitos e diarreia após um banho de mar, no último sábado (5). Bruna Micchelle, responsável pelas crianças, informou nas redes sociais que exames apontaram uma infecção bacteriana e que o grupo iniciou tratamento com antibióticos.

    A apuração do Portal Nova Pauta identificou que o trecho PAL-10 da Praia do Janga estava classificado como impróprio para banho pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) no período em que ocorreu o episódio. Informativos posteriores também mantiveram pontos monitorados do Janga entre os locais considerados inadequados para banho ao longo de setembro.

    A reportagem esteve na região nesta terça-feira (8), produziu fotografias, gravou vídeos e registrou a localização. Durante a visita, encontrou banhistas dentro do mar no trecho correspondente ao PAL-10, em frente à Rua Betânia.

    No percurso feito pela equipe, a reportagem não encontrou sinalização visível alertando sobre a condição da água. A constatação se restringe à área percorrida pelo Portal Nova Pauta e não representa uma avaliação de toda a extensão da Praia do Janga.

    A CPRH recebeu pedido de posicionamento e encaminhou resposta parcial. O Portal Nova Pauta também enviou questionamentos à Prefeitura do Paulista sobre balneabilidade, placas de alerta e atendimento da rede municipal. O município não respondeu dentro do prazo informado pela reportagem.

    Sintomas começaram no domingo às 23h

    Bruna relata que esteve na Praia do Janga com as crianças no sábado (5), por volta das 14h. Os primeiros sintomas apareceram às 23h do domingo (6), quando a família já estava em casa.

    Quatro crianças apresentaram episódios de vômitos e diarreia. Bruna descreveu o quadro como intenso e afirmou ter passado cerca de 24 horas sem dormir acompanhando os menores.

    Em atualizações publicadas nas redes sociais, ela informou que exames detectaram uma infecção bacteriana e que as crianças começariam tratamento com antibióticos.

    As publicações mais recentes indicam melhora no estado de saúde, embora o tratamento permaneça em andamento.

    O Portal Nova Pauta não teve acesso aos exames, laudos médicos nem documentos capazes de identificar qual bactéria teria sido detectada. A reportagem tampouco recebeu confirmação médica que estabeleça relação entre a infecção relatada e a água da Praia do Janga.

    Esse limite precisa permanecer claro na apuração. A proximidade temporal entre o banho de mar e o início dos sintomas não comprova a origem da infecção. A classificação do PAL-10 como impróprio reforça a relevância sanitária do episódio, mas não estabelece sozinha um nexo clínico.

    Bruna respondeu brevemente ao primeiro contato feito pelo Portal Nova Pauta. A reportagem perguntou qual bactéria teria sido identificada e se os médicos apontaram possível relação com o banho de mar. Ela visualizou a mensagem, mas não enviou nova resposta até o fechamento.

    Praia do Janga: Bruna afirma que desconhecia classificação do trecho

    Bruna contou nas redes sociais que passou um período morando em Brasília e retornou a Pernambuco há cerca de dois anos. Desde a volta, afirmou que ainda não havia conseguido reservar tempo para ir à praia.

    No sábado (5), ela levou as crianças ao Janga. A família permaneceu na área durante parte da tarde.

    Bruna afirmou que não sabia que pontos da Praia do Janga apareciam como impróprios para banho no boletim da CPRH. Ela relatou não ter visto placas de advertência e cobrou das autoridades a instalação de sinalização para informar os frequentadores.

    A cobrança passou a integrar um dos principais eixos da apuração do Portal Nova Pauta.

    O boletim da CPRH pode ser consultado pela internet. Para o banhista que chega diretamente à faixa de areia, a publicação digital não garante conhecimento prévio sobre a classificação microbiológica daquele ponto.

    Bruna defende avisos físicos próximos às áreas classificadas como impróprias. Na avaliação apresentada nas redes sociais, uma placa poderia informar as famílias antes da entrada no mar.

    A responsável levou as crianças para a Policlínica Amaury Coutinho, localizada em Campina do Barreto, no Recife. O deslocamento ocorreu apesar da distância entre a unidade de saúde e a região onde a família estava.

    Bruna explicou que preferiu procurar a policlínica por confiar no atendimento prestado às crianças. Ela afirmou que não buscou inicialmente unidades de Paulista nem de Olinda por acreditar que conseguiria assistência no Amaury Coutinho.

    Praia do Janga: PAL-10 já estava impróprio na data do banho

    O Informativo nº 36/2026 da CPRH, datado de 3 de setembro, classifica dois pontos monitorados da Praia do Janga como impróprios para banho entre os dias 4 e 10 de setembro.

    Um deles é o PAL-10, localizado em frente à Rua Betânia. O outro é o PAL-20, situado em frente à Rua Cláudio S. Bastos, nº 190, na altura do Condomínio Roberto Barbosa.

    A equipe técnica da CPRH coletou as amostras usadas no informativo nos dias 31 de agosto e 1º de setembro.

    A classificação não terminou naquela semana. O Informativo nº 40/2026 da CPRH, válido de 2 a 8 de outubro, mantém os dois pontos monitorados da Praia do Janga como impróprios para banho.

    O PAL-10, em frente à Rua Betânia, continua na lista de trechos inadequados. O mesmo ocorre com o PAL-20, localizado em frente à Rua Cláudio S. Bastos, nº 190. As amostras usadas no boletim atual foram coletadas em 28 de setembro.

    Como os informativos têm validade semanal, a condição precisa ser consultada antes de cada ida à praia. A permanência dos dois pontos na classificação atual reforça o histórico registrado desde o episódio relatado em setembro.

     

    Praia do Janga aparece no boletim da CPRH com PAL-10 classificado como impróprio
    Boletim da CPRH mostra PAL-10 como impróprio – Imagem: Print/Reprodução/CPRH

    O episódio relatado pela família ocorreu no sábado, 5 de setembro. Naquela data, o informativo que classificava o PAL-10 como impróprio já estava vigente.

    A CPRH utiliza critérios técnicos para avaliar a balneabilidade dos pontos monitorados. O documento registra a condição da água a partir de parâmetros microbiológicos definidos para esse tipo de acompanhamento ambiental.

    A classificação exige leitura precisa. O boletim se refere aos pontos monitorados pela agência, não a cada metro da Praia do Janga. Por essa razão, a reportagem concentra a análise no PAL-10, área identificada durante a apuração presencial.

    A consulta permite verificar quais pontos do litoral pernambucano aparecem como próprios e impróprios em cada período de validade.

    O boletim da CPRH é atualizado semanalmente e pode alterar a classificação dos trechos monitorados. O leitor pode consultar a relação mais recente de praias próprias em Pernambuco, com os pontos liberados e impróprios para banho no litoral.

    Portal Nova Pauta registra banhistas no PAL-10

    O Portal Nova Pauta foi à Praia do Janga nesta terça-feira (8) para verificar presencialmente a área correspondente ao PAL-10.

    A equipe percorreu a faixa de praia, produziu registros fotográficos, gravou vídeos e documentou pontos de referência próximos à Rua Betânia.

    Região do PAL-10 registrada durante apuração do Nova Pauta
    Trecho do PAL-10 visitado pela reportagem – Imagem: Print/Google Maps

    Durante a visita, a reportagem registrou um casal dentro do mar. As imagens mostram os banhistas na água durante o período em que o Informativo nº 36/2026 classificava o PAL-10 como impróprio para banho.

    O registro demonstra que havia pessoas utilizando aquele ponto durante a vigência da classificação da CPRH.

    A reportagem procurou placas, avisos e elementos visuais que alertassem os banhistas durante o percurso. A equipe não encontrou sinalização visível sobre a impropriedade da água na área percorrida.

    A afirmação se limita ao trajeto realizado pela equipe. O Portal Nova Pauta não atribui a observação a toda a orla do Janga.

    As fotografias feitas no local registraram resíduos em diferentes partes da faixa de areia. Entre os itens visíveis nas imagens estão copos, garrafas e outros descartes.

    Praia do Janga com resíduos espalhados pela faixa de areia durante apuração
    Resíduos registrados durante visita ao Janga – Foto: Rafael Barreto/Portal Nova Pauta

    A presença dos resíduos integra a descrição das condições encontradas durante a visita. A reportagem não associa esse lixo à classificação microbiológica do PAL-10, já que não dispõe de análise técnica que estabeleça essa relação.

    A ida ao local ampliou a apuração para além das publicações de Bruna. O Portal Nova Pauta cruzou o relato da família com o informativo oficial, conferiu a localização do PAL-10 e produziu registros próprios da praia.

    CPRH responde parcialmente; Prefeitura não envia posição

    O Portal Nova Pauta procurou a CPRH para esclarecer os critérios relacionados ao PAL-10, a rotina de coleta das amostras, possíveis riscos aos banhistas e a responsabilidade pela sinalização dos pontos classificados como impróprios.

    Franci Palhano, gerente de Comunicação Social e Educação Ambiental da CPRH, informou que a metodologia utilizada no acompanhamento da balneabilidade e os boletins atualizados ficam disponíveis no portal institucional.

    Franci informou que o laboratório da agência mantém uma programação diária de coleta de amostras da água do mar.

    A gerente comunicou que consultaria a Gerência de Laboratório para obter respostas aos demais questionamentos enviados pelo Portal Nova Pauta.

    O prazo solicitado pela reportagem terminou às 11h desta quarta-feira (9). Até às 12h40, a CPRH não havia encaminhado as informações complementares.

    Prefeitura do Paulista não responde dentro do prazo

    O Portal Nova Pauta também procurou a Prefeitura do Paulista e encaminhou pedido formal de posicionamento. A reportagem questionou a administração municipal sobre a classificação do PAL-10, presença de placas, notificações de pessoas com sintomas gastrointestinais e providências previstas para o trecho.

    O prazo concedido ao município terminou às 11h desta quarta-feira (9). Até às 12h40, a Prefeitura não havia encaminhado resposta.

    O Portal informou previamente aos dois órgãos que registraria na reportagem a ausência de retorno dentro do prazo.

    A falta de manifestação da Prefeitura deixa uma questão sem esclarecimento: qual órgão deve garantir a presença de avisos físicos para orientar os frequentadores quando um ponto está classificado como impróprio para banho?

    A CPRH mantém os boletins disponíveis pela internet. Bruna afirma que desconhecia a classificação antes de levar as crianças à praia. Durante a apuração do Portal Nova Pauta, a equipe encontrou pessoas no mar e não identificou placa de alerta no trecho percorrido.

    As informações disponíveis após o episódio indicaram melhora no estado de saúde das crianças. O Portal Nova Pauta não recebeu posteriormente documentação médica que permitisse estabelecer relação direta entre a infecção relatada e a água do Janga.

    Para quem frequenta a praia, a recomendação permanece prática: consultar o boletim mais recente da CPRH antes do banho. Como a classificação muda semanalmente, o histórico registrado nesta reportagem ajuda a compreender o episódio, mas não substitui a situação atualizada de cada ponto monitorado.

    O Portal Nova Pauta mantém espaço aberto para manifestação da CPRH e da Prefeitura do Paulista. Caso os órgãos encaminhem novas respostas, a reportagem poderá receber atualização com a identificação das informações acrescentadas.

  • Praias próprias em Pernambuco: veja como consultar o boletim mais recente da CPRH

    Praias próprias em Pernambuco: veja como consultar o boletim mais recente da CPRH

    Praias próprias em Pernambuco: o novo boletim da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) aponta 13 trechos próprios e 14 impróprios para banho no litoral. O Informativo nº 40/2026 vale de 2 a 8 de outubro e reúne resultados de 27 pontos monitorados.

    As amostras foram coletadas em 28 de setembro. A classificação considera parâmetros microbiológicos e pode mudar semanalmente, por isso o banhista deve consultar o informativo vigente antes de entrar no mar.

    O banhista deve consultar o boletim mais recente publicado pelo órgão ambiental. A medida evita o uso de listas antigas e ajuda a identificar os trechos com melhores condições para recreação.

    O resultado divulgado não representa toda a extensão de uma praia. A análise corresponde ao ponto específico monitorado, o que permite classificações diferentes em áreas próximas.

    O Portal Nova Pauta acompanhou o caso de crianças que passaram mal após frequentarem a Praia do Janga, em Paulista. A reportagem reuniu dados da CPRH e destacou que a proximidade temporal entre o banho e os sintomas não comprova, por si só, relação de causa.

    Como funciona a classificação da balneabilidade

    O monitoramento segue critérios definidos pela Resolução Conama nº 274/2000. A análise considera indicadores microbiológicos usados para avaliar a qualidade da água em atividades de contato direto.

    Os pontos dentro dos padrões podem receber classificação excelente, muito boa ou satisfatória. Trechos que ultrapassam os limites estabelecidos passam à condição de impróprios.

    A avaliação semanal contribui para a prevenção de riscos à saúde. O contato com água contaminada pode aumentar a ocorrência de gastroenterites, infecções de pele e outros problemas associados à exposição.

    Praias próprias em Pernambuco: onde consultar o boletim atualizado

    A Agência Estadual de Meio Ambiente mantém uma página específica com os informativos semanais de balneabilidade. O espaço reúne os boletins publicados ao longo de 2026 e permite acompanhar a evolução dos pontos monitorados.

    A consulta deve ser feita perto da data do passeio. O leitor acessa a informação mais recente disponível para cada trecho analisado.

    Quem frequenta o litoral pernambucano pode usar os informativos como referência para planejar o banho de mar. O acompanhamento regular ajuda a identificar mudanças na qualidade da água ao longo do ano.

    A página funciona como serviço permanente para moradores e visitantes. Em vez de manter uma lista fixa de uma semana específica, o conteúdo orienta o leitor sobre onde encontrar os dados oficiais atualizados.

    13 trechos estão próprios para banho no litoral de Pernambuco

    O levantamento mais recente de balneabilidade aponta 13 pontos próprios e 14 impróprios para banho entre os 27 locais monitorados no litoral de Pernambuco. Os dados estão atualizados em 1 de outubro de 2026 e abrangem 10 municípios. A classificação corresponde ao trecho exato analisado, não à praia inteira.

     

    Praias próprias em Pernambuco: infográfico mostra 27 pontos monitorados, com 13 trechos próprios e 14 impróprios para banho no litoral.
    Infográfico reúne os trechos próprios e impróprios para banho com base no boletim mais recente da CPRH.

    Serviço

    Boletim: Informativo nº 40/2026
    Validade: 2 a 8 de outubro de 2026
    Pontos monitorados: 27
    Próprios: 13
    Impróprios: 14
    Fonte: Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH)

    📄 Documento oficial

    Acesse abaixo a íntegra do informativo da balneabilidade.


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