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  • Crise das Casas Bahia: fechamento de lojas muda cenário para clientes

    Crise das Casas Bahia: fechamento de lojas muda cenário para clientes

    Colaboração editorial: Nahara Rodrigues

    A crise das Casas Bahia ganhou um novo capítulo em agosto de 2026. O Grupo Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo, confirmou o fechamento de 298 lojas e divulgou prejuízo bilionário no 2º trimestre. A combinação expôs a dimensão da reestruturação que reduz a presença física da varejista.

    Em Olinda, imagens registradas pelo Portal Nova Pauta mostram a unidade do Shopping Patteo com as portas metálicas abaixadas. O interior permanece visível atrás das grades, com produtos expostos e parte da estrutura preservada. O registro confirma a loja fechada no momento das imagens, sem comprovar encerramento definitivo nem vínculo formal com a lista nacional de 298 pontos.

    O pedido judicial reúne o Grupo Casas Bahia e nove subsidiárias. A petição informa cerca de R$ 17,3 bilhões em créditos sujeitos ao processo. A companhia busca reorganizar passivos, preservar caixa, manter canais de venda ativos e concentrar recursos em operações com melhor retorno. Até o fechamento desta apuração, não havia confirmação pública localizada de deferimento do processamento.

    Os números da crise exigem cuidado. A dívida líquida financeira fechou junho perto de R$ 1,2 bilhão. O pedido apresenta R$ 17,3 bilhões em créditos sujeitos à recuperação. A exposição informada supera R$ 27,8 bilhões quando entram valores classificados como extraconcursais. Cada indicador mede uma parte diferente da estrutura financeira e não deve ser apresentado como se representasse a mesma obrigação.

    O que levou as Casas Bahia a esse ponto

    O balanço do 2º trimestre de 2026 registrou prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões. Cerca de R$ 9,1 bilhões vieram de efeitos contábeis não recorrentes, sem saída equivalente de caixa naquele período. O resultado ajustado ficou negativo em R$ 978 milhões. A diferença impede uma leitura superficial do balanço e mantém evidente a fragilidade da operação.

    A companhia chegou a oito trimestres seguidos de prejuízo. O patrimônio líquido ficou negativo em torno de R$ 8,1 bilhões. A receita continuou bilionária. A geração de caixa não acompanhou a pressão dos passivos, do custo financeiro e das necessidades operacionais.

    A administração atribui parte da deterioração a juros elevados, crédito restrito, custo financeiro maior e pressão sobre o consumo. A dificuldade para concluir alternativas de liquidez agravou o quadro. Bens duráveis dependem de parcelamento, renda disponível e acesso a financiamento. Esse modelo torna o varejo de móveis e eletrodomésticos sensível a ciclos de crédito mais caros.

    Os dados nacionais ampliam a análise. O IBGE registrou crescimento de 7,5% nas vendas de móveis e eletrodomésticos em junho de 2026 frente ao mesmo mês de 2025. O segmento acumulava alta de 3,8% no primeiro semestre. O desempenho indica que a crise do grupo não pode ser explicada apenas pelo comportamento geral da categoria.

    Estoques e lojas entram no ajuste da operação

    Crise das Casas Bahia em imagem ampla da loja registrada fechada no Shopping Patteo
    Unidade das Casas Bahia registrada fechada em Olinda – Foto: Rafael Barreto/Portal Nova Pauta

    Crise das Casas Bahia: a estrutura de capital, as despesas financeiras e a necessidade de caixa formam outra parte do problema. Reposição de mercadorias e tamanho da operação física completam o diagnóstico. O grupo reduziu compras de estoque diante das limitações financeiras. O indicador de dias de estoque caiu de 95 no fim de março para 75 no encerramento de junho. A menor disponibilidade atingiu produtos, lojas e canais de venda.

    O fechamento das 298 unidades aparece dentro dessa tentativa de redimensionamento. O corte representa redução próxima de 30% na base considerada pela companhia. A direção busca concentrar capital em pontos, categorias e canais com maior contribuição econômica. A estratégia reduz despesas fixas e altera uma característica histórica da marca: a extensa presença física.

    A recuperação de 2024 não encerrou a pressão financeira

    A Casas Bahia já havia recorrido a uma recuperação extrajudicial em 2024. O processo abrangia aproximadamente R$ 4,1 bilhões em créditos financeiros. O plano reorganizou vencimentos e reduziu a pressão de pagamentos prevista para os anos seguintes.

    A recuperação extrajudicial possui alcance diferente da recuperação judicial. Ela parte de negociação estruturada com determinados credores e segue regras específicas da Lei 11.101. O processo de 2026 alcança obrigações mais amplas sob acompanhamento do Judiciário.

    O acordo de 2024 não deve ser descrito como fracasso automático. A renegociação cumpriu a função de reperfilar parte da dívida naquele momento. Entre 2024 e 2026, prejuízos recorrentes, crédito restrito e necessidade de capital voltaram a pressionar a estrutura.

    O pedido atual inclui créditos trabalhistas, valores com microempresas e empresas de pequeno porte, grande volume de créditos sem garantia e compromissos classificados fora do plano. A empresa pediu medidas destinadas a preservar recebíveis, mercadorias em trânsito e recursos necessários à operação.

    Estoque virou um dos pontos centrais da crise

    Crise das Casas Bahia: a redução dos estoques ganhou peso porque varejo sem mercadoria disponível perde venda rapidamente. Menor sortimento limita escolhas, reduz giro e pode enfraquecer a receita. Fornecedores passam a observar com maior atenção a capacidade de pagamento e a relação comercial.

    A companhia busca estruturar financiamento DIP de cerca de R$ 1 bilhão. Esse tipo de crédito pode fornecer dinheiro novo a uma empresa em recuperação, com regras próprias de prioridade e proteção. O recurso citado pela administração serviria para reforçar caixa e recompor estoques. A captação ainda não estava concluída no fechamento desta reportagem.

    A petição judicial mostra preocupação com retenções de recebíveis de cartões e Pix ligadas a contratos financeiros. A empresa afirma que um bloqueio amplo desses fluxos poderia atingir parcela relevante da entrada mensal de caixa.

    A capacidade de manter mercadorias disponíveis será um dos indicadores mais importantes para medir a recuperação operacional. Uma rede pode cortar lojas e despesas. A retomada exige sortimento, entrega, confiança de fornecedores e recorrência de clientes para gerar resultado consistente.

    A história começou com crédito popular

    A trajetória da Casas Bahia se confunde com a expansão do consumo parcelado no Brasil. Samuel Klein, imigrante polonês, chegou ao país no início da década de 1950. Ele começou vendendo produtos de porta em porta na região do ABC paulista. A primeira loja ligada à marca surgiu em São Caetano do Sul em 1957.

    O crediário virou parte central do modelo. A empresa construiu relacionamento com consumidores que tinham acesso limitado ao sistema bancário tradicional. Prestações adaptadas à renda, presença física e atendimento popular ajudaram a criar uma base extensa de clientes.

    A estratégia transformou uma operação regional em um dos nomes mais conhecidos do varejo nacional. A marca ganhou escala com móveis, eletrodomésticos, eletrônicos, campanhas publicitárias e grandes lojas. O carnê passou a simbolizar a relação da rede com famílias de diferentes faixas de renda.

    Esse passado cria um contraste com 2026. O crédito foi motor histórico do crescimento da companhia. O custo do dinheiro e a restrição financeira aparecem entre os fatores que pressionam sua estrutura atual. A área que ajudou a expandir o negócio passou a exigir disciplina maior de capital.

    O legado de Samuel Klein contém uma parte controversa. Investigações da Agência Pública reuniram relatos e documentos com acusações graves de abuso e exploração sexual atribuídas ao empresário, morto em 2014. Klein não foi condenado por essas acusações. O tema integra a história pública do fundador, sem relação direta com o desempenho atual do grupo.

    Crise das Casas Bahia: da família Klein ao controle atual

    A Casas Bahia deixou de ser uma empresa controlada pela família fundadora. A transformação societária passou por diferentes etapas. Em 2009, ocorreu a associação entre as operações de Ponto Frio e Casas Bahia. A estrutura recebeu o nome Via Varejo em 2012.

    O GPA vendeu sua participação em 2019, deixando a companhia sem controlador definido naquele momento. A empresa passou a usar a denominação Grupo Casas Bahia em 2023. A estrutura acionária mudou novamente nos anos seguintes.

    A composição acionária publicada pelo grupo informa que a Domus VII Participações detém 82,11% das ações ordinárias. A Mapa Capital aparece na documentação institucional como controladora indireta. A família Klein não exerce mais o controle societário.

    Raphael Oscar Klein, neto de Samuel Klein, permanece no Conselho de Administração. Sua presença mantém um vínculo da família com a governança, sem equivaler ao comando acionário. A distinção esclarece quem controla as Casas Bahia.

    Renato Carvalho do Nascimento preside o Conselho de Administração. Renato Horta Franklin ocupa a função de CEO. Sírley Lima assumiu a vice-presidência Jurídica, Tributária, Compliance e Controles Internos em 17 de agosto de 2026. O registro temporal não prova vínculo causal entre a mudança e o pedido de recuperação.

    Crise das Casas Bahia: recuperação judicial não significa falência

    A recuperação judicial busca criar condições para uma empresa em crise reorganizar dívidas e preservar a atividade econômica. A Lei 11.101 separa esse procedimento da falência. O simples protocolo do pedido não representa liquidação da companhia.

    O processamento depende de decisão judicial. A legislação prevê suspensão de determinadas execuções a partir do deferimento. O período de proteção dura 180 dias e admite prorrogação excepcional. O plano precisa ser apresentado em até 60 dias da publicação da decisão que deferir o processamento.

    Credores podem apresentar objeções. A negociação pode envolver prazos, descontos, venda de ativos, financiamento e capitalização de créditos. O desenho final depende do processo e das classes de credores.

    O risco não desaparece com o pedido. Uma recuperação depende de execução operacional, acesso a capital, apoio suficiente dos credores e capacidade de cumprir o plano aprovado. Uma deterioração mais profunda pode levar a cenários mais severos previstos na legislação.

    A expectativa da administração é manter a operação e reduzir a estrutura para recuperar rentabilidade. O grupo prevê foco em categorias com melhor margem, menor capital empregado e disciplina de investimentos. A eficácia dessa estratégia aparecerá nos próximos balanços, nos estoques e na geração de caixa.

    Crise das Casas Bahia em infográfico com lojas fechadas, passivos, prejuízo, dívida líquida e controle acionário
    Os principais números da crise das Casas Bahia – Arte: Portal Nova Pauta

    Fechamento de lojas muda a presença física da marca

    Crise das Casas Bahia: as 298 lojas fechadas representam uma das faces mais visíveis da reestruturação. O corte atinge uma companhia que construiu parte de sua força comercial pela capilaridade física. Milhares de trabalhadores foram desligados durante a reorganização, com números diferentes conforme o período analisado.

    A petição e declarações da gestão citam cerca de 3 mil desligamentos. Levantamentos feitos nos primeiros dias dos cortes apontaram quantidade menor, baseada em etapa anterior. O dado exige período e fonte para evitar contradição artificial.

    Em Pernambuco, o Portal Nova Pauta registrou a unidade do Shopping Patteo, em Olinda, com as portas fechadas. As imagens mostram a fachada e o interior da loja. O material não confirma encerramento definitivo, vínculo formal com a relação das 298 unidades nem número de trabalhadores afetados naquele ponto.

    A fotografia mostra um efeito concreto da reestruturação em Pernambuco. Um ponto físico fechado altera rotinas de compra, retirada, troca e atendimento. Clientes precisam identificar canais ativos da companhia quando uma loja de referência não está disponível.

    Fiz uma compra recente: o que devo fazer

    Crise das Casas Bahia: quem recebeu o produto e mantém parcelas abertas deve continuar pagando nos termos do contrato. O pedido de recuperação judicial não cancela carnê, financiamento nem outras obrigações assumidas pelo cliente. A interrupção unilateral pode gerar cobrança, juros contratuais e consequências previstas no acordo.

    Quem comprou e não recebeu precisa guardar nota fiscal, comprovante de pagamento, número do pedido, prazo prometido, prints da oferta e registros de atendimento. A documentação ajuda a comprovar as condições da compra em casos de atraso, cancelamento indevido e disputa sobre entrega.

    O artigo 35 do Código de Defesa do Consumidor garante caminhos em casos de descumprimento da oferta. O cliente pode exigir o cumprimento, aceitar produto equivalente e rescindir a compra com restituição dos valores pagos, conforme a escolha prevista na lei.

    Compras feitas fora do estabelecimento comercial possuem direito de arrependimento em sete dias, contado nas condições previstas pelo artigo 49 do CDC. A regra alcança contratos feitos pela internet e por outros meios fora da loja física.

    A garantia do produto não desaparece com o fechamento de uma unidade. O vínculo existe com o fornecedor e segue as regras do CDC. O consumidor deve procurar os canais oficiais da empresa e manter protocolos. Consumidor.gov.br e Procons podem servir como vias de reclamação quando a tentativa direta não resolve o conflito.

    Reembolsos, indenizações e outros créditos contra empresas incluídas no processo exigem análise da data, da origem e da classificação do valor. Um crédito sujeito à recuperação pode receber tratamento previsto no plano. O cliente não deve presumir prazo de pagamento sem verificar a natureza do crédito.

    Pretendo comprar nas Casas Bahia: quais cuidados fazem sentido

    A rede continua operando em lojas remanescentes, site, aplicativo e marketplace. O quadro financeiro recomenda atenção adicional em compras de alto valor e entregas com prazo extenso. A orientação representa prudência diante da reestruturação e não configura recomendação de boicote.

    O primeiro cuidado está no estoque. O cliente pode confirmar disponibilidade, data prevista de entrega e condição de retirada. Uma mercadoria pronta para retirada apresenta dinâmica diferente de um item dependente de reposição futura. A redução dos estoques divulgada pela empresa torna essa checagem mais relevante.

    No marketplace, o nome do vendedor merece atenção. A plataforma reúne itens vendidos diretamente pelo grupo e produtos comercializados por parceiros. A identificação do responsável pela venda ajuda a definir atendimento, entrega e responsabilidades em eventual problema.

    Comprovantes precisam ficar guardados. Nota fiscal, pedido, oferta, prazo, protocolo e comunicação com o atendimento formam um histórico útil. Pagamentos devem ser feitos apenas em canais oficiais, com conferência do beneficiário e das condições apresentadas.

    Compras parceladas exigem leitura do contrato, custo total e impacto no orçamento familiar. A crise da empresa não elimina a necessidade de planejamento financeiro. O consumidor precisa comparar preço, prazo, disponibilidade e capacidade de pagamento antes de assumir dívida de longo prazo.

    Quem tem BHIA3 precisa acompanhar quais pontos

    As ações BHIA3 reagiram de forma intensa ao pedido judicial. Em 17 de agosto, os papéis fecharam com queda próxima de 33%, refletindo a percepção de risco ligada à reestruturação. A cotação muda diariamente e não deve ser tratada como indicador isolado do futuro da empresa.

    Acionistas precisam acompanhar a decisão judicial, o plano de recuperação, o financiamento DIP, a geração de caixa e a evolução dos estoques. Relação com fornecedores e próximos balanços entram no mesmo radar.

    Conversões de dívida em ações e aumentos de capital podem provocar diluição. O risco merece atenção, sem indicar que nova diluição esteja definida.

    A recuperação judicial não representa recomendação automática de compra nem de venda. BHIA3 passa a carregar riscos elevados ligados à execução do plano, à estrutura de capital e ao desempenho operacional. Qualquer decisão de investimento precisa considerar perfil de risco, horizonte financeiro e análise própria.

    O que pode acontecer com as Casas Bahia

    Um cenário envolve aprovação de uma reorganização capaz de alongar passivos, reforçar liquidez e recuperar a operação com uma rede menor. Esse caminho depende de estoques suficientes, fornecedores ativos, disciplina de custos e geração de caixa.

    Outro cenário envolve reestruturação prolongada, com venda de ativos, captações adicionais, novas negociações e ajustes na estrutura de capital. A marca seguiria em operação sob configuração mais enxuta, com peso maior dos canais digitais e dos serviços financeiros. A gestão já declarou intenção de concentrar recursos nas atividades de maior retorno.

    Um cenário de deterioração exigiria medidas mais duras caso a empresa não consiga sustentar caixa, abastecimento e compromissos definidos no processo. A legislação prevê caminhos que podem chegar à falência em casos de descumprimento de requisitos centrais. Esse desfecho não está determinado pelo pedido atual.

    A página institucional de história do Grupo Casas Bahia descreve 2026 como um “novo ciclo de expansão”. O texto cita monetização da plataforma, crédito, serviços, logística e omnicanalidade rentável. Agosto trouxe redução da rede física e pedido de recuperação judicial. O contraste revela a velocidade da mudança financeira.

    As grades abaixadas no Shopping Patteo oferecem uma imagem concreta dessa transformação. Atrás delas permanecem televisores, móveis, eletrodomésticos e uma marca reconhecida por gerações de consumidores. O futuro dependerá menos do tamanho histórico da rede e mais da capacidade de reconstruir caixa, abastecimento e confiança.

    A Casas Bahia cresceu levando crédito a famílias que buscavam acesso a bens duráveis. A primeira loja surgiu há quase sete décadas. A empresa tenta preservar o próprio negócio por meio de uma reorganização financeira profunda. O processo atual não encerra essa história. Ele abre uma fase decisiva para clientes, trabalhadores, fornecedores, credores e acionistas.

  • Férias em Recife: 10 passeios para fazer com a família

    Férias em Recife: 10 passeios para fazer com a família

    Colaboração editorial: Nahara Rodrigues

    Férias no Grande Recife têm opções para todos os estilos de família

    As Férias em Recife costumam movimentar famílias em busca de passeios seguros, educativos e acessíveis durante o período de descanso. A região reúne praias, museus, parques, centros culturais, mirantes e roteiros gratuitos que podem transformar alguns dias livres em experiências de lazer e aprendizado.

    A principal vantagem do roteiro é a diversidade. Em poucos deslocamentos, é possível combinar história, cultura popular, natureza, arte, gastronomia e atividades ao ar livre. Para quem mora na Região Metropolitana, muitas opções cabem em passeios de poucas horas, sem necessidade de uma viagem longa.

    A lista reúne 10 lugares para visitar com crianças, adolescentes e familiares durante as férias escolares, recessos e fins de semana. Horários, ingressos e programação podem sofrer alterações, por isso a consulta aos canais oficiais deve ser feita antes da visita.

    Atualização do guia em 10/08/2026
    Este roteiro foi apurado originalmente para as férias de julho de 2026. Como grande parte das atrações funciona durante o ano, o conteúdo permanece como referência para outros períodos de férias e lazer. Horários, preços e condições de visita devem ser confirmados nos canais oficiais antes do deslocamento.

    1. Marco Zero e Recife Antigo

    O Marco Zero segue como um dos principais pontos de partida para quem deseja apresentar o Recife às crianças. O local permite caminhar pela área histórica, observar o movimento turístico, visitar espaços próximos e registrar fotos em um dos cenários mais conhecidos de Pernambuco.

    A região também favorece passeios curtos pelo Bairro do Recife, com opções de cafés, centros culturais e atrativos urbanos. Para famílias com crianças pequenas, o ideal é escolher horários de menor calor e manter atenção ao fluxo de veículos nas ruas próximas.

    2. Parque de Esculturas Francisco Brennand

    Férias em Recife com vista para o Parque de Esculturas Francisco Brennand, no Recife Antigo
    Parque de Esculturas Francisco Brennand, no Recife Antigo – Imagem: Japy/Pexels

    A partir do Marco Zero, o visitante pode incluir o Parque de Esculturas Francisco Brennand no roteiro. O espaço fica diante do Bairro do Recife e reúne obras em cerâmica e bronze, com destaque para a Coluna de Cristal. O parque funciona de terça a sexta, das 10h às 17h, e aos sábados e domingos, das 9h às 18h.

    O passeio combina arte, paisagem e contemplação do entorno portuário. Para crianças, o atrativo visual das esculturas ajuda a tornar a visita mais dinâmica.

    3. Paço do Frevo

    O Paço do Frevo é uma opção forte para famílias que querem unir férias e cultura pernambucana. Instalado no Bairro do Recife, o espaço funciona como centro de referência dedicado ao frevo, com exposições, atividades educativas e programação ligada à música e à dança.

    O local informa funcionamento de terça a sexta, das 10h às 17h, e aos sábados e domingos, das 11h às 18h, com última entrada 30 minutos antes do fechamento.

    4. Cais do Sertão

    Vizinho ao Marco Zero, o Cais do Sertão é indicado para famílias que desejam um passeio cultural com linguagem interativa. O museu valoriza a obra de Luiz Gonzaga, a cultura nordestina e a relação entre sertão, música, memória e tecnologia.

    O espaço informa funcionamento de terça a sexta, das 10h às 16h, e aos sábados e domingos, das 13h às 18h. A entrada é gratuita às terças-feiras.

    5. Instituto Ricardo Brennand

    Na Várzea, o Instituto Ricardo Brennand é uma das visitas mais marcantes para famílias que desejam incluir arte, arquitetura e áreas verdes no roteiro. O espaço funciona de terça a domingo, das 13h às 17h, com última entrada às 16h30.

    A visita costuma exigir mais tempo. Por isso, vale reservar parte da tarde para circular com calma, fazer pausas e aproveitar o ambiente externo.

    6. Oficina Francisco Brennand

    A Oficina Francisco Brennand, também na Várzea, oferece uma experiência diferente para quem gosta de arte, natureza e espaços contemplativos. O museu-ateliê preserva a obra de Francisco Brennand em um cenário que mistura jardins, construções e esculturas.

    A visitação ocorre de terça a domingo, das 9h às 17h, com bilheteria até as 16h.

    7. Jardim Botânico do Recife

    Para um passeio mais ligado à natureza, o Jardim Botânico do Recife pode entrar no roteiro das férias. O espaço abre ao público de terça a domingo, das 9h às 15h, com entrada gratuita.

    A visita pode ser interessante para crianças que gostam de trilhas leves, plantas, sombra e contato com educação ambiental. O ideal é levar água, usar roupas confortáveis e aplicar repelente.

    8. Parque da Jaqueira

    O Parque da Jaqueira é uma alternativa tradicional para quem busca lazer ao ar livre. O espaço favorece caminhadas, brincadeiras, passeios de bicicleta e momentos de descanso em família. A Prefeitura do Recife também utiliza o local como ponto de saída de roteiros do programa Olha Recife a Pé.

    É uma boa escolha para manhãs ou fins de tarde, principalmente para famílias que preferem um passeio gratuito e sem deslocamento longo.

    9. Praias também entram no roteiro das férias

    As férias de julho também podem incluir passeios pelo litoral, principalmente para famílias que buscam programas ao ar livre. No Recife, a Praia de Boa Viagem segue como um dos cartões-postais mais conhecidos da cidade e pode render caminhadas, fotos, passeio pela orla e momentos de lazer nos quiosques e calçadões.

    Para quem deseja ampliar o roteiro, Olinda aparece como uma opção próxima, com orla, vista histórica e programação que pode combinar praia, cultura e gastronomia. Já a Ilha de Itamaracá pode entrar como bate-volta para famílias que querem sair da capital sem fazer uma viagem longa.

    Nesses passeios, a recomendação é priorizar horários de menor calor, observar a sinalização das áreas de banho e manter atenção redobrada com crianças. Em Boa Viagem, o ideal é valorizar a orla, os pontos de convivência e os trechos liberados indicados no local.

    10. Alto da Sé une vista, história e passeio em família

    Férias em Recife com vista para o Alto da Sé, em Olinda, no Grande Recife
    Alto da Sé, em Olinda, no Grande Recife – Imagem: Paulo Purkyt/Pexels

    Em Olinda, o Alto da Sé é uma das opções mais completas para incluir no roteiro das férias de julho. O local reúne vista panorâmica, casario histórico, igrejas, lojinhas, artesanato e opções gastronômicas, como a tradicional tapioca vendida na região.

    O passeio funciona bem para famílias que desejam unir lazer e cultura em poucas horas. A visita também pode render boas fotos, caminhada pelo sítio histórico e contato com uma das paisagens mais conhecidas de Pernambuco.

    Como a área costuma receber turistas, vale escolher horários mais tranquilos, usar roupas leves e levar água. Para quem sai do Recife, o Alto da Sé pode ser combinado com uma passagem pela orla de Olinda no mesmo dia.

    Férias em Recife: Como montar o roteiro ideal

    Famílias com crianças pequenas podem priorizar parques, Jardim Botânico e espaços com menor tempo de permanência. Adolescentes tendem a aproveitar melhor museus, experiências culturais e roteiros pelo Recife Antigo.

    Uma boa estratégia é dividir os passeios por região. No mesmo dia, dá para combinar Marco Zero, Cais do Sertão, Paço do Frevo e Parque de Esculturas. Em outro momento, a Várzea pode receber um roteiro próprio com Instituto Ricardo Brennand e Oficina Francisco Brennand.

    Com planejamento simples, as férias de julho podem render lazer, aprendizado e boas memórias no Recife, em Olinda e em outros destinos próximos da Região Metropolitana.

    Perguntas frequentes sobre passeios no Grande Recife

    O que fazer com crianças no Recife nas férias?
    Parques, Jardim Botânico, museus e atrações do Recife Antigo estão entre as opções apresentadas no roteiro.

    Quais passeios gratuitos existem?
    Marco Zero, Parque da Jaqueira e Jardim Botânico estão entre as alternativas sem cobrança de ingresso mencionadas no guia, respeitadas eventuais mudanças de funcionamento.

    Dá para fazer vários passeios no mesmo dia?
    Sim. O próprio roteiro combina Marco Zero, Paço do Frevo, Cais do Sertão e Parque de Esculturas pela proximidade no Bairro do Recife.

    O que fazer em dias de chuva?
    Museus e centros culturais, como Paço do Frevo, Cais do Sertão e Instituto Ricardo Brennand, podem ganhar prioridade em relação às atrações ao ar livre.

    Como este guia foi produzido

    O Portal Nova Pauta consultou informações públicas de equipamentos culturais, parques e atrações turísticas. A redação organizou os locais por perfil de passeio e proximidade para facilitar a montagem de roteiros familiares.

  • Praça alagada e buracos expõem problemas na Rua das Tulipas em Rio Doce

    Praça alagada e buracos expõem problemas na Rua das Tulipas em Rio Doce

    Colaboração editorial: Nahara Rodrigues

    A equipe do Portal Nova Pauta registrou problemas de infraestrutura urbana na Rua das Tulipas, em Rio Doce, Olinda. As imagens mostram buracos, pontos de água acumulada, desgaste no calçamento e uma praça tomada por um grande volume de água.

    Os registros ocorreram nas proximidades da Avenida México. Durante a passagem pelo local, a reportagem identificou falhas em diferentes trechos da via. O cenário chama atenção porque os problemas aparecem ao longo da rua e afetam mais de um ponto específico.

    As fotografias e vídeos produzidos pela equipe, revelam uma combinação de situações que impactam diretamente as condições da via e de áreas públicas do entorno. O material também permite observar que parte dos problemas possui características visíveis de permanência, já que alguns trechos apresentam vegetação próxima às áreas com água acumulada.

    Problemas se repetem ao longo da Rua das Tulipas

    A equipe de reportagem encontrou diversos pontos com irregularidades no pavimento.

    As imagens revelam buracos de diferentes tamanhos distribuídos pela Rua das Tulipas. Em alguns locais, a água cobre parte das falhas existentes no solo. Essa condição dificulta a identificação da profundidade dos buracos por quem trafega pela região.

    O calçamento também apresenta sinais de desgaste. Há trechos desnivelados, áreas com pedras soltas e pontos onde a água permanece acumulada sobre a superfície.

    Em determinados locais, motoristas precisam reduzir a velocidade para atravessar a rua. Motociclistas e ciclistas também podem enfrentar dificuldades em razão das irregularidades observadas pela equipe.

    Além dos buracos, a reportagem encontrou entulho utilizado como sinalização improvisada em uma das áreas danificadas. O material parece funcionar como alerta para condutores que circulam pelo trecho.

    Rua das Tulipas apresenta trecho com calçamento danificado e abertura no pavimento em Rio Doce, Olinda.
    Trecho da Rua das Tulipas registra danos no calçamento e abertura no pavimento durante fiscalização realizada pela nossa equipe de reportagem em Rio Doce, Olinda. Foto: Portal Nova Pauta.

    O conjunto de situações registradas demonstra a necessidade de avaliação técnica sobre as condições estruturais da via.

    Rua das Tulipas: Água escorrendo desperta questionamentos

    Outro ponto que chamou atenção da equipe, foi a presença de água escorrendo nas proximidades de uma tampa de inspeção instalada no pavimento.

    Buraco com água acumulada na Rua das Tulipas em trecho localizado em Rio Doce, Olinda.
    Buraco tomado por água acumulada chama atenção em trecho da Rua das Tulipas durante registro realizado pela equipe do Portal Nova Pauta em Rio Doce, Olinda. Foto: Portal Nova Pauta.

    A reportagem registrou o local por meio de fotos e vídeos. A equipe não realizou análise técnica nem recebeu informações oficiais sobre a origem do líquido encontrado no trecho.

    Por esse motivo, o Portal Nova Pauta não atribui qualquer causa específica à ocorrência observada. O registro limita-se aos fatos constatados visualmente durante a passagem pela região.

    A presença contínua de água sobre o pavimento pode contribuir para o agravamento de danos já existentes na infraestrutura da rua. O contato frequente da água com o calçamento, também pode acelerar processos de desgaste ao longo do tempo.

    Praça apresenta o cenário mais impactante

    Entre todos os registros realizados pela equipe, a situação da praça localizada na Rua das Tulipas aparece como o ponto de maior destaque.

    As imagens mostram um grande volume de água ocupando boa parte da área pública. O acúmulo modifica completamente a aparência do espaço e reduz as condições normais de utilização do local.

    Em alguns pontos, a vegetação surge parcialmente cercada pela água. O cenário registrado cria a impressão de que parte da praça foi incorporada pela área alagada.

    As fotografias também revelam reflexos sobre a superfície da água, evidenciando a dimensão do acúmulo encontrado durante a visita da reportagem.

    A situação levanta questionamentos sobre drenagem urbana, escoamento das águas e manutenção do espaço público. A equipe não identificou durante a passagem pelo local, quais fatores contribuíram para a formação da área alagada.

    Rua das Tulipas apresenta praça alagada com grande acúmulo de água em Rio Doce, Olinda.
    Praça alagada na Rua das Tulipas, em Rio Doce. Foto: Portal Nova Pauta

     

    Praça alagada em Rio Doce, Olinda, com grande volume de água acumulada próximo a área de convivência
    Praça na Rua das Tulipas apresenta grande acúmulo de água em área utilizada por moradores de Rio Doce, em Olinda. Foto: Portal Nova Pauta

     

    Infraestrutura urbana influencia a rotina da população

    Problemas relacionados ao pavimento e ao acúmulo de água, costumam impactar diretamente a rotina de quem utiliza as vias urbanas.

    Buracos podem aumentar riscos de danos a veículos e dificultar a circulação diária. Áreas com água acumulada também reduzem a visibilidade das condições reais do pavimento.

    Quando esses fatores aparecem de forma simultânea, a mobilidade tende a ficar mais comprometida. Situações desse tipo exigem acompanhamento constante dos órgãos responsáveis pela manutenção da infraestrutura urbana.

    No caso da Rua das Tulipas, a reportagem encontrou diferentes ocorrências concentradas em uma mesma área. Esse conjunto reforça a importância de uma avaliação técnica detalhada.

    Local apresenta buracos, desgaste do calçamento e pontos de água acumulada em Rio Doce, Olinda.
    Trecho da Rua das Tulipas registra buracos, acúmulo de água e desgaste no calçamento nas proximidades da Avenida México, em Rio Doce, Olinda. Foto: Portal Nova Pauta.

     

    Rua apresenta água escorrendo pela via e pontos de acúmulo próximo a residências em Rio Doce, Olinda.
    Água escorre pela Rua das Tulipas e se acumula em diferentes pontos da via durante registro realizado pela equipe do Portal Nova Pauta em Rio Doce, Olinda. Foto: Portal Nova Pauta.

    Portal Nova Pauta vai procurar a Prefeitura de Olinda

    Diante da situação observada, o Portal Nova Pauta entrará em contato com a Prefeitura de Olinda, para solicitar esclarecimentos sobre as condições da Rua das Tulipas.

    A reportagem encaminhará questionamentos sobre os buracos identificados ao longo da via, o estado do calçamento, a presença de água acumulada e a situação encontrada na praça.

    O Portal Nova Pauta também solicitará informações sobre possíveis ações de manutenção, recuperação da infraestrutura e intervenções voltadas para drenagem urbana na região.

    Por fim, o espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura de Olinda. Caso o município encaminhe resposta oficial, a reportagem fará atualização com os esclarecimentos enviados pelos órgãos responsáveis.

    A equipe do Portal Nova Pauta continuará acompanhando o caso e verificará eventuais desdobramentos relacionados à situação encontrada na Rua das Tulipas, em Rio Doce.

    As condições observadas e constatada pela reportagem, reforça a importância da manutenção contínua da infraestrutura urbana, especialmente em áreas residenciais com grande circulação de pedestres e veículos. Enquanto aguarda o posicionamento oficial da administração municipal, o Portal Nova Pauta seguirá acompanhando as demandas da comunidade local, buscando dar visibilidade às reivindicações dos moradores e contribuir para o debate sobre melhorias necessárias na região.

     

    Atualização – 10 de junho de 2026

    Após contato da reportagem, a Prefeitura de Olinda, por meio da Secretaria de Gestão Urbana, encaminhou posicionamento oficial sobre a situação observada na Rua das Tulipas, em Rio Doce.

    Na resposta enviada ao Portal Nova Pauta, a administração municipal informou que o problema registrado no local está relacionado à rede de esgotamento sanitário, cuja responsabilidade seria da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa).

    O município afirmou que já comunicou formalmente a ocorrência à concessionária e solicitou a adoção das providências necessárias para a realização dos reparos e normalização do serviço.

    A Prefeitura informou ainda que executou serviços de limpeza e manutenção do sistema de drenagem da localidade, além de seguir realizando intervenções de competência municipal com o objetivo de minimizar os transtornos à população e garantir o adequado funcionamento da infraestrutura urbana.

    Por fim, a gestão municipal declarou que permanece acompanhando a situação e mantendo contato com a Compesa até que o problema seja devidamente solucionado.

    O Portal Nova Pauta buscará um posicionamento da Compesa sobre o caso e atualizará esta reportagem caso haja novos desdobramentos.

    Veja abaixo a íntegra do posicionamento encaminhado pela Prefeitura de Olinda sobre a situação registrada na Rua das Tulipas, em Rio Doce.

    📄 Documento oficial

    Acesse abaixo a íntegra do documento citado na matéria.


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    Atualização – 29 de junho de 2026

    Compesa informa que realizou vistoria na Rua das Tulipas e diz não ter identificado extravasamento de esgoto

    Após novo pedido de posicionamento feito pelo Portal Nova Pauta, a Ouvidoria da Compesa encaminhou resposta sobre a situação da Rua das Tulipas, em Rio Doce, Olinda. O retorno foi enviado com base em informações repassadas pela Gerência de Monitoramento de Desempenho e pela BRK Ambiental.

    De acordo com a resposta, uma equipe da BRK esteve no local no dia 19 de junho de 2026 para verificar a demanda. Na vistoria, a concessionária informou que a Rua das Tulipas possui rede coletora de esgoto operada e que, naquele momento, não foram encontrados indícios de extravasamento.

    A empresa também afirmou que não foram identificadas irregularidades relacionadas ao funcionamento da rede coletora de esgoto durante a inspeção. Ainda segundo o posicionamento encaminhado pela Compesa, a BRK informou que permanece acompanhando as solicitações registradas na localidade e que adotará medidas preventivas e corretivas, caso sejam necessárias.

    Um ponto novo no caso chama atenção. Embora a Prefeitura de Olinda tenha informado anteriormente ao Portal Nova Pauta que a demanda seria de responsabilidade da Compesa e que a situação da rua já teria sido repassada para a companhia, a resposta enviada agora aponta outra versão. Segundo a BRK Ambiental, a concessionária não recebeu comunicação formal por parte da Prefeitura de Olinda sobre a ocorrência relatada.

    A BRK reforçou ainda que os moradores podem registrar solicitações pelo canal de teleatendimento 0800 081 0195, disponível 24 horas. Segundo a empresa, os pedidos feitos por esse canal entram diretamente no sistema de atendimento e passam a ter prazo de execução contado a partir da geração da ordem de serviço.

    O Portal Nova Pauta segue acompanhando o caso.

  • Mato alto em Rio Doce terá limpeza após cobrança; veja prazo

    Mato alto em Rio Doce terá limpeza após cobrança; veja prazo

    O acúmulo de mato, lixo e animais soltos em um trecho da Rua Treze, na 4ª Etapa de Rio Doce, em Olinda, motivou uma cobrança do Portal Nova Pauta à Prefeitura. A reportagem registrou a situação em imagens feitas no local e, além disso, formalizou o caso na Ouvidoria Municipal.

    No trecho, a equipe encontrou vegetação alta às margens da via, resíduos espalhados em alguns pontos e animais circulando pela área. Por isso, moradores e pessoas que passam pela rua convivem com uma sensação de abandono urbano, sobretudo no período da noite.

    Após o pedido de posicionamento, a Prefeitura de Olinda respondeu ao Portal Nova Pauta. Segundo a gestão municipal, o serviço de capinação e limpeza deve ocorrer no próximo sábado, dia 02/05.

    Problema ocorre na Rua Treze, em Rio Doce

    O trecho fica na Rua Treze, na 4ª Etapa de Rio Doce. A via recebe circulação de moradores, pedestres e veículos. Nas imagens, a vegetação aparece avançando sobre parte do entorno da rua.

    Além disso, há lixo acumulado em alguns pontos. Esse cenário preocupa porque áreas com mato alto e descarte irregular podem favorecer pragas urbanas e animais peçonhentos.

    Também há registro de animais soltos circulando pelo local. Em uma das imagens, cavalos caminham pela rua, próximos ao trecho com vegetação e resíduos.

    Dessa forma, o problema envolve limpeza urbana, manutenção da via e segurança da população.

    Mato em Rio Doce aparece acumulado às margens da Rua Treze, na 4ª Etapa de Olinda, com lixo em alguns trechos.
    Mato alto em trecho da Rua Treze, em Rio Doce. Foto: Portal Nova Pauta

    Situação entrou na Ouvidoria Municipal

    Antes da publicação da reportagem, o Portal Nova Pauta registrou o caso na Ouvidoria Municipal de Olinda. O sistema gerou o protocolo 3010695, aberto em 26 de abril de 2026, às 15h33.

    A manifestação seguiu para a Secretaria de Gestão Urbana/Sesp, com o assunto Limpeza Urbana. No registro, a solicitação pediu capinação, retirada de resíduos e fiscalização contra descarte irregular.

    Além disso, o pedido questionou se existe cronograma regular de manutenção para a Rua Treze e outras vias da 4ª Etapa de Rio Doce.

    Mato em Rio Doce: Prefeitura informou prazo para limpeza

    Em resposta ao Portal Nova Pauta, a Secretaria de Comunicação de Olinda informou que a Rua Treze já consta na programação regular de manutenção urbana do município.

    Segundo a gestão municipal, as equipes devem realizar capinação e limpeza no trecho no próximo sábado, dia 02/05.

    A Prefeitura também afirmou que remove semanalmente entulhos descartados de forma irregular na localidade.

    “A Prefeitura de Olinda, por meio da Secretaria de Gestão Urbana, informa que a via já consta na programação regular de manutenção urbana do município. Inclusive, está prevista para o próximo sábado (02/05) a realização de serviços de capinação e limpeza no trecho. Além disso, a Prefeitura realiza semanalmente a remoção de entulhos descartados de forma irregular na localidade.”

    Descarte irregular exige fiscalização

    Outro ponto citado pela Prefeitura envolve o descarte irregular de resíduos. A gestão municipal reforçou que a população precisa colaborar com o descarte correto do lixo comum e dos entulhos.

    De acordo com a resposta oficial, o município adotou, em 2026, uma legislação mais rigorosa para enfrentar esse tipo de problema. As multas podem chegar a R$ 200 mil para pessoas físicas e jurídicas.

    A Prefeitura informou ainda que intensificou a fiscalização em vias públicas, canais e terrenos baldios. A ação conta com apoio da Secretaria de Meio Ambiente e da Guarda Civil Municipal.

    Portanto, além da capinação, o trecho precisa de fiscalização contínua. Afinal, sem controle do descarte irregular, o mato e o lixo podem voltar a se acumular.

    Mato em Rio Doce aparece ao lado de animais soltos na Rua Treze, em Olinda, com lixo e vegetação alta às margens da via.
    Animais circulam em área com mato alto na Rua Treze. Foto: Portal Nova Pauta

    Iluminação também será analisada

    A reportagem também questionou a Prefeitura sobre a iluminação no trecho. Durante a noite, a área aumenta a sensação de insegurança por causa da vegetação alta e da baixa visibilidade.

    Sobre esse ponto, a gestão informou que enviará uma equipe técnica ao local. O objetivo será analisar a situação no período noturno.

    Depois da vistoria, segundo a Prefeitura, o município deve adotar as medidas necessárias para melhorar o serviço.

    “Sobre a iluminação pública, uma equipe técnica também será encaminhada ao local para realizar análise da situação no período noturno e, a partir da vistoria, adotar as medidas necessárias para melhoria do serviço.”

    Mato em Rio Doce: O que deve acontecer agora

    Com a resposta oficial, a expectativa é que a Rua Treze receba capinação e limpeza no próximo sábado. A Prefeitura também afirmou que seguirá acompanhando a situação.

    No entanto, moradores e pessoas que passam pela área devem continuar atentos. Caso o serviço não ocorra no prazo informado, novos registros podem reforçar a cobrança.

    Além disso, o protocolo da Ouvidoria permite acompanhar a tramitação do pedido dentro da Prefeitura. Assim, a solicitação ganha força documental e facilita novas cobranças.

    Serviço ao leitor

    Local do problema: Rua Treze, 4ª Etapa de Rio Doce, Olinda
    Órgão responsável: Secretaria de Gestão Urbana/Sesp
    Protocolo da Ouvidoria: 3010695
    Data do registro: 26/04/2026, às 15h33
    Previsão informada pela Prefeitura: sábado, dia 02
    Serviço previsto: capinação e limpeza urbana
    Outro ponto informado: vistoria técnica sobre iluminação pública

    Cobrança deve continuar até a execução

    O caso da Rua Treze mostra como a manutenção urbana precisa de acompanhamento permanente em bairros populosos como Rio Doce. A capinação resolve parte do problema imediato. Porém, o descarte irregular exige fiscalização, orientação e colaboração da população.

    A Prefeitura informou que incluiu a área no cronograma de manutenção. Agora, a cobrança se concentra no cumprimento do prazo e na continuidade dos serviços.

    O Portal Nova Pauta seguirá acompanhando o caso.

    Atualização em 07/05/2026:

    A Prefeitura de Olinda informou ao Portal Nova Pauta que a capinação e limpeza previstas para a Rua Treze, em Rio Doce, não ocorreram no sábado, dia 02/05, por causa das fortes chuvas. Segundo a gestão, as equipes precisaram atuar em áreas mais afetadas, como Peixinhos. A nova previsão é que recolhimento de lixo e entulhos, capinação e vistoria da iluminação sejam realizados no sábado, dia 09/05.


    Serviço ao leitor atualizado

    Local do problema: Rua Treze, 4ª Etapa de Rio Doce, Olinda
    Órgão responsável: Secretaria de Gestão Urbana/Sesp
    Protocolo da Ouvidoria: 3010695
    Previsão inicial: sábado, dia 02/05
    Motivo do adiamento: fortes chuvas e deslocamento das equipes para áreas mais afetadas
    Nova previsão informada: sábado, dia 09/05
    Serviços previstos: recolhimento de lixo e entulhos, capinação e vistoria da iluminação pública

    Atualização em 09/05/2026: 

    A Prefeitura de Olinda realizou, neste sábado (09/05), a capinação e limpeza urbana na Rua Treze, na 4ª Etapa de Rio Doce. O serviço ocorreu após cobrança do Portal Nova Pauta e depois de remarcação por causa das fortes chuvas. Imagens feitas no local mostram equipes atuando na manutenção da via.

    Capinação em Rio Doce mostra equipes realizando limpeza urbana na Rua Treze, em Olinda, após cobrança do Portal Nova Pauta.
    Capinação na Rua Treze, em Rio Doce. Foto: Portal Nova Pauta

     

    Capinação em Rio Doce mostra trabalhadores fazendo limpeza urbana na Rua Treze, em Olinda, após cobrança por mato alto.
    Serviço de capinação na Rua Treze, em Rio Doce. Foto: Portal Nova Pauta

     

    Capinação em Rio Doce mostra equipes da limpeza urbana atuando na Rua Treze, em Olinda, após cobrança por mato alto e lixo.
    Equipes fazem capinação na Rua Treze, em Rio Doce. Foto: Portal Nova Pauta

     

  • Praias próprias em Pernambuco: veja como consultar o boletim mais recente da CPRH

    Praias próprias em Pernambuco: veja como consultar o boletim mais recente da CPRH

    Praias próprias em Pernambuco: o novo boletim da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) aponta 13 trechos próprios e 14 impróprios para banho no litoral. O Informativo nº 40/2026 vale de 2 a 8 de outubro e reúne resultados de 27 pontos monitorados.

    As amostras foram coletadas em 28 de setembro. A classificação considera parâmetros microbiológicos e pode mudar semanalmente, por isso o banhista deve consultar o informativo vigente antes de entrar no mar.

    O banhista deve consultar o boletim mais recente publicado pelo órgão ambiental. A medida evita o uso de listas antigas e ajuda a identificar os trechos com melhores condições para recreação.

    O resultado divulgado não representa toda a extensão de uma praia. A análise corresponde ao ponto específico monitorado, o que permite classificações diferentes em áreas próximas.

    O Portal Nova Pauta acompanhou o caso de crianças que passaram mal após frequentarem a Praia do Janga, em Paulista. A reportagem reuniu dados da CPRH e destacou que a proximidade temporal entre o banho e os sintomas não comprova, por si só, relação de causa.

    Como funciona a classificação da balneabilidade

    O monitoramento segue critérios definidos pela Resolução Conama nº 274/2000. A análise considera indicadores microbiológicos usados para avaliar a qualidade da água em atividades de contato direto.

    Os pontos dentro dos padrões podem receber classificação excelente, muito boa ou satisfatória. Trechos que ultrapassam os limites estabelecidos passam à condição de impróprios.

    A avaliação semanal contribui para a prevenção de riscos à saúde. O contato com água contaminada pode aumentar a ocorrência de gastroenterites, infecções de pele e outros problemas associados à exposição.

    Praias próprias em Pernambuco: onde consultar o boletim atualizado

    A Agência Estadual de Meio Ambiente mantém uma página específica com os informativos semanais de balneabilidade. O espaço reúne os boletins publicados ao longo de 2026 e permite acompanhar a evolução dos pontos monitorados.

    A consulta deve ser feita perto da data do passeio. O leitor acessa a informação mais recente disponível para cada trecho analisado.

    Quem frequenta o litoral pernambucano pode usar os informativos como referência para planejar o banho de mar. O acompanhamento regular ajuda a identificar mudanças na qualidade da água ao longo do ano.

    A página funciona como serviço permanente para moradores e visitantes. Em vez de manter uma lista fixa de uma semana específica, o conteúdo orienta o leitor sobre onde encontrar os dados oficiais atualizados.

    13 trechos estão próprios para banho no litoral de Pernambuco

    O levantamento mais recente de balneabilidade aponta 13 pontos próprios e 14 impróprios para banho entre os 27 locais monitorados no litoral de Pernambuco. Os dados estão atualizados em 1 de outubro de 2026 e abrangem 10 municípios. A classificação corresponde ao trecho exato analisado, não à praia inteira.

     

    Praias próprias em Pernambuco: infográfico mostra 27 pontos monitorados, com 13 trechos próprios e 14 impróprios para banho no litoral.
    Infográfico reúne os trechos próprios e impróprios para banho com base no boletim mais recente da CPRH.

    Serviço

    Boletim: Informativo nº 40/2026
    Validade: 2 a 8 de outubro de 2026
    Pontos monitorados: 27
    Próprios: 13
    Impróprios: 14
    Fonte: Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH)

    📄 Documento oficial

    Acesse abaixo a íntegra do informativo da balneabilidade.


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