Colaboração editorial: Nahara Rodrigues
O Recife Resolve iniciou a segunda etapa com oito equipes em uma residência tecnológica no CESAR, no Porto Digital. Durante duas semanas, universitários vão aprimorar soluções para desafios identificados em comunidades da capital pernambucana.
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A nova fase começou na segunda-feira (27/07). A Prefeitura coordena o programa por meio das secretarias de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia e de Cidadania e Cultura de Paz. O CESAR conduz as atividades com apoio do UK-Brazil Tech Hub, programa do Governo Britânico.
Como funciona a residência tecnológica
Os Compaz Governador Eduardo Campos, Paulo Freire e Dom Hélder Câmara sediaram as Maratonas de Inovação Territorial durante a primeira fase.
Cerca de 150 estudantes universitários participaram dos encontros. Organizados em 30 equipes, os jovens identificaram problemas prioritários e elaboraram propostas voltadas às necessidades de seus territórios.
O programa selecionou oito grupos para a residência tecnológica. Os participantes terão mentorias especializadas, atividades de pesquisa, metodologias ágeis e práticas destinadas ao amadurecimento dos projetos.
Após a residência, as equipes retornarão às comunidades. Os estudantes testarão e validarão as propostas com moradores e representantes locais. A etapa permitirá avaliar a viabilidade e o potencial de impacto de cada solução.
Recife Resolve: edital destinou 35 mil libras ao programa
O UK-Brazil Tech Hub selecionou a proposta do município em um edital internacional. O parceiro destinou 35 mil libras esterlinas à iniciativa. A gestão municipal estima o investimento em cerca de R$ 250 mil.
O projeto busca estimular o empreendedorismo social, ampliar a participação dos jovens e apoiar a criação de soluções para problemas comunitários.
“O Recife Resolve materializa nossa visão de que a tecnologia e a inovação só fazem sentido quando transformam a vida das pessoas. Estamos criando oportunidades para que jovens das comunidades sejam protagonistas na construção de soluções para desafios vividos em seus próprios territórios, conectando talento, conhecimento e impacto social. É uma política pública que fortalece a inclusão, a cidadania e o desenvolvimento da cidade”, afirmou o secretário de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia, Rafael Cunha.
Parceria internacional apoia a residência
O CESAR responde pela metodologia das atividades e pela residência tecnológica. O parceiro britânico oferece financiamento, curadoria e intercâmbio de práticas internacionais.
“O Recife Resolve é mais um resultado da longa e sólida parceria entre o Governo Britânico e a cidade do Recife, refletindo nosso compromisso com a promoção da inovação inclusiva e sustentável no Brasil. O UK-Brazil Tech Hub tem orgulho de apoiar soluções que nascem nos territórios e têm potencial de inspirar outras cidades”, afirmou Gabriel Izaguirre, diretor do UK-Brazil Tech Hub.
A iniciativa também utiliza a estrutura dos Compaz. Os equipamentos ajudam a aproximar estudantes, moradores, universidades, poder público e profissionais do setor de tecnologia.
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Soluções podem chegar a outros municípios
O prefeito Victor Marques afirmou que os projetos desenvolvidos na capital podem servir como referência para outras cidades pernambucanas.
“Hoje, o Recife é referência em transformação digital. A gente está muito na frente da maior parte das outras cidades brasileiras. A tecnologia, talvez, seja a melhor forma possível de reduzir a desigualdade institucional que existe entre governos dentro do próprio Brasil. A capital pernambucana é uma cidade grande, mas uma solução desenhada aqui, inclusive pelo Recife Resolve, pode ser replicada em outros municípios pernambucanos, por exemplo”, destacou o prefeito.
A publicação oficial não apresenta indicadores que permitam comparar o desempenho tecnológico da cidade com o de outros municípios brasileiros. A avaliação sobre essa posição de destaque aparece como uma declaração do gestor municipal.
Recife Resolve: projeto propõe horta e plataforma digital
Sammuel Victor, de 19 anos, Lucas Pires, de 25, e Willams Gomes, de 22, integram uma das equipes selecionadas.
O grupo pretende criar uma horta integrada a uma plataforma digital no Alto de Santa Terezinha, na Zona Norte. A proposta busca ampliar o acesso de crianças, adolescentes e famílias a informações sobre alimentação saudável.
“A ideia é implementar uma forma de trazer o alimento saudável para dentro do âmbito familiar, levando conhecimento para jovens e pais, demonstrando que nem a falta de tempo e de recursos financeiros impedem uma alimentação saudável dentro de casa. Então, a gente espera que as famílias insiram alimentos mais saudáveis no dia a dia, demonstrando uma preocupação com a saúde, com a expectativa de uma melhora a reeducação alimentar dessas famílias”, explicaram Sammuel e Lucas.
Sammuel e Lucas participam do Embarque Digital como bolsistas. Eles cursam Sistemas para Internet e Análise e Desenvolvimento de Sistemas, respectivamente.
Prefeitura ainda não detalhou todos os projetos
A Prefeitura ainda não divulgou a relação completa dos oito projetos selecionados. O material oficial também não apresenta os critérios de pontuação usados na escolha das equipes.
A gestão municipal não explicou como aplicará os recursos. Também não informou quais indicadores medirão os resultados nem as datas dos testes em cada comunidade.
A administração não esclareceu se financiará a implantação definitiva das soluções que apresentarem resultados positivos durante a fase experimental.
Esses dados permitirão avaliar o alcance da iniciativa e as possibilidades de continuidade dos projetos após os testes.
O Recife Resolve avançou para a segunda etapa em julho de 2026. Segundo a Prefeitura do Recife, cerca de 150 estudantes participaram das maratonas de inovação realizadas nos Compaz Governador Eduardo Campos, Paulo Freire e Dom Hélder Câmara. Ao fim dessa fase, oito equipes foram selecionadas para a Residência Tecnológica no CESAR, no Porto Digital.
Durante a residência, os participantes receberam mentorias, trabalharam com metodologias de inovação e aperfeiçoaram as soluções desenvolvidas para os desafios identificados nos territórios. A etapa seguinte previa o retorno das equipes às comunidades para testar e validar os projetos.
A residência tecnológica prepara as equipes para a etapa prática. O impacto dependerá da validação das propostas, da participação dos moradores e da transformação das ideias em ações aplicáveis às comunidades.


