Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil de Pernambuco, o Estado lançou nesta terça-feira (31/03) o programa 197 Mulher, uma plataforma virtual criada para ampliar e facilitar o acesso de mulheres vítimas aos serviços policiais. A ferramenta funciona pelo celular, tablet ou computador, sem necessidade de instalar aplicativo.
O lançamento ocorreu durante a programação de encerramento do Mês da Mulher. A agenda contou com a presença da governadora Raquel Lyra, do secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, e do delegado-geral da Polícia Civil, Felipe Monteiro, além de outras autoridades.
Plataforma reúne atendimento e orientação
A proposta do 197 Mulher é oferecer um canal digital mais simples para mulheres que precisam buscar apoio institucional. Pela plataforma, a usuária pode registrar informações, solicitar medidas protetivas e receber orientações diretamente de forma online.
Com isso, o serviço busca reduzir barreiras no primeiro contato com a rede policial. Além disso, a ferramenta amplia o alcance do atendimento, sobretudo para mulheres que enfrentam dificuldade de deslocamento ou preferem iniciar a busca por ajuda em ambiente virtual.
Outro ponto relevante é a praticidade. Como não exige aplicativo, o acesso ocorre de forma direta pelo navegador, o que pode facilitar o uso em diferentes dispositivos.

Pernambuco reforça rede de proteção
Durante o mesmo evento, a Polícia Civil também entregou a requalificação do plantão policial da 1ª Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (1ª DEAM/DPMUL), em Santo Amaro, no Recife.
A unidade tem peso simbólico e histórico. Isso porque o local recebeu a segunda Delegacia da Mulher implantada no país. Dessa forma, a entrega reforça o protagonismo de Pernambuco na estrutura de proteção aos direitos das mulheres.
A requalificação do espaço também dialoga com a proposta do novo sistema digital. Enquanto a plataforma amplia o acesso remoto, a melhoria física da delegacia fortalece o atendimento presencial especializado.
197 Mulher: Serviço digital e atendimento presencial
A combinação entre tecnologia e estrutura física cria uma frente mais ampla de acolhimento. De um lado, o 197 Mulher oferece uma porta de entrada digital. De outro, a rede presencial segue como referência para casos que exigem atendimento imediato, escuta qualificada e encaminhamentos formais.
Assim, o lançamento tem peso além do aspecto institucional. Na prática, a iniciativa tenta tornar o acesso à proteção mais rápido, menos burocrático e mais próximo da realidade das mulheres pernambucanas.
Para quem precisa do serviço, a plataforma já está disponível no endereço oficial do programa.
Clique aqui para acessar a plataforma
Atualização — 8 de agosto de 2026: O 197 Mulher voltou a integrar ações de divulgação e orientação sobre o enfrentamento à violência contra as mulheres em Pernambuco. A ferramenta foi apresentada durante a formação “Comunicar para Transformar”, promovida pela Secretaria da Mulher de Pernambuco na sexta-feira (7), dentro da programação do Agosto Lilás. O encontro reuniu jornalistas e profissionais da comunicação e abordou, entre outros temas, o acesso aos serviços de proteção e a importância da informação responsável.
197 Mulher ganha reforço durante Agosto Lilás

Quatro meses após o lançamento, o 197 Mulher voltou a ser apresentado como uma das ferramentas disponíveis para mulheres em situação de violência em Pernambuco. O serviço integrou a formação “Comunicar para Transformar”, realizada pela Secretaria da Mulher de Pernambuco na sexta-feira (7), no Recife.
A atividade fez parte da programação do Agosto Lilás, período dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra as mulheres. Durante o encontro, representantes da área apresentaram informações sobre canais de proteção e discutiram a importância de ampliar o conhecimento da população sobre os serviços existentes.
Entre os temas abordados esteve o 197 Mulher. Lançada pela Polícia Civil em março, a plataforma permite que mulheres tenham acesso digital a serviços policiais e solicitem medidas protetivas pela internet. A Polícia Civil mantém o 197 Mulher listado entre seus serviços oficiais.
A apresentação reforça um dos objetivos anunciados desde o lançamento da ferramenta: diminuir barreiras entre mulheres em situação de violência e a rede de proteção. O acesso pode ser feito por dispositivos conectados à internet, sem necessidade de instalação de aplicativo, conforme informado pela Polícia Civil quando o programa foi lançado.
Informação também faz parte da proteção
Durante a formação, os participantes receberam uma cartilha produzida pela Secretaria da Mulher de Pernambuco com orientações sobre violência de gênero e feminicídio. O material chama atenção para a necessidade de reconhecer corretamente situações de violência e evitar expressões que possam minimizar ou romantizar crimes contra mulheres.
Entre os termos que o documento recomenda evitar estão expressões como “crime passional”, “tragédia familiar”, “drama amoroso”, “matou por amor” e “perdeu a cabeça”. A orientação é tratar os casos a partir de sua natureza e do contexto da violência de gênero.
A cartilha destaca ainda que a divulgação responsável das informações pode contribuir para que mulheres e familiares conheçam os mecanismos de proteção disponíveis e saibam onde procurar atendimento.
Onde buscar ajuda
Além dos canais digitais, mulheres em situação de violência podem recorrer à rede pública de atendimento e proteção. Em situações que exijam intervenção policial imediata, o acionamento deve ser feito pelos serviços de emergência. Delegacias especializadas e demais equipamentos da rede de atendimento também podem oferecer orientação e encaminhamento de acordo com cada situação.
No caso do 197 Mulher, a plataforma funciona como uma porta digital de acesso aos serviços da Polícia Civil, inclusive para solicitação de medidas protetivas pela internet.

Deixe um comentário