Tag: polícia civil

  • Tentativa de feminicídio em Santo Amaro: homem é preso no Recife

    Tentativa de feminicídio em Santo Amaro: homem é preso no Recife

    Colaboração editorial: Nahara Rodrigues

    Uma tentativa de feminicídio em Santo Amaro, área central do Recife, terminou com a prisão em flagrante de um homem de 32 anos. A vítima, de 34 anos, sofreu golpes de faca no domingo (23). O caso está sob investigação do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

    A Polícia Militar informou que uma equipe fazia rondas na região. O próprio suspeito abordou os agentes, declarou que havia atacado a companheira e indicou o endereço onde a agressão ocorreu.

    Os militares foram até o local indicado. A vítima já havia recebido socorro. O Diario de Pernambuco informou que a Policlínica Amaury Coutinho recebeu a paciente para atendimento. O estado de saúde atualizado não constava no material disponível.

    Suspeito se entrega aos agentes e indica endereço

    O homem apresentou aos agentes uma versão para os fatos. Ele afirmou que acessou o celular da companheira e encontrou mensagens trocadas com um ex-companheiro. O suspeito relatou que questionou a vítima e a atacou com uma faca.

    A informação sobre as mensagens integra o relato do investigado e não representa justificativa para a violência. A apuração deverá esclarecer as circunstâncias do crime e reunir os elementos necessários para o inquérito.

    Uma amiga da vítima aparece no relato divulgado sobre a ocorrência. Ela teria tentado intervir para defender a companheira do investigado, e os golpes quase a atingiram. O Portal Nova Pauta pediu esclarecimentos à assessoria da Polícia Civil de Pernambuco sobre a possibilidade de uma segunda vítima ter sofrido ferimentos.

    A corporação registrou a prisão em flagrante por tentativa de feminicídio, ameaça e lesão corporal em contexto de violência doméstica e familiar. O investigado foi encaminhado ao DHPP. A nota oficial informa que ele passou pelos procedimentos cabíveis, participou de audiência de custódia e ficou à disposição da Justiça. O documento não detalhou a decisão judicial.

    Tentativa de feminicídio: atendimento à vítima e canais de proteção no Recife

    O Portal Nova Pauta procurou a PCPE para confirmar a condição processual do investigado, a decisão da audiência de custódia e o andamento da apuração. A Secretaria de Saúde do Recife recebeu pedido de confirmação sobre o atendimento da paciente e seu estado de saúde. No fechamento desta matéria, não havia retorno dos dois órgãos.

    Sem atualização médica oficial, não é possível classificar a gravidade dos ferimentos. O estado de saúde da vítima ainda não foi informado oficialmente. A reportagem aguarda a confirmação da rede municipal para atualizar esse ponto.

    Vítimas de violência no Recife podem buscar acolhimento no Centro de Referência Clarice Lispector, na Rua Doutor Silva Ferreira, 122, em Santo Amaro. O serviço funciona 24 horas, tem atendimento gratuito e conta com equipe formada por psicólogas, assistentes sociais, advogadas e educadoras sociais.

    A corporação mantém o 197 Mulher, plataforma digital criada para ampliar o acesso aos serviços policiais. A ferramenta permite registrar informações, solicitar medidas protetivas e receber orientação pela internet, sem instalação de aplicativo. O Portal Nova Pauta publicou um guia com detalhes sobre o serviço e a forma de acesso.

    A Prefeitura do Recife mantém o Liga Mulher pelo telefone 0800 281 0107 e plantão de WhatsApp no número (81) 99488-6138.

    O Ligue 180 funciona gratuitamente durante 24 horas por dia em todo o país. O canal presta orientações, informa serviços da rede de atendimento e registra denúncias de violência contra mulheres. Em casos de emergência, acione a PM pelo 190.

    A reportagem será atualizada caso os posicionamentos solicitados sejam atendidos.

  • Clube de tiro tem 15 pistolas levadas em invasão no Grande Recife

    Clube de tiro tem 15 pistolas levadas em invasão no Grande Recife

    Um clube de tiro localizado em São Lourenço da Mata, no Grande Recife, teve 15 pistolas levadas durante uma invasão na madrugada da quarta-feira (5), conforme informações divulgadas sobre o caso. A ação ocorreu no Centro de Treinamento Tático de Pernambuco (CTTPE), às margens da BR-408, no bairro de Penedo. A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) abriu inquérito para apurar a ocorrência.

    Cerca de dez homens teriam participado da invasão no clube de tiro. O proprietário do estabelecimento relatou à TV Globo que o grupo chegou ao clube por uma área de mata. Antes de entrar no imóvel, os invasores cortaram o fornecimento de energia e desativaram o sistema interno de segurança. A situação provocou o acionamento da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE).

    O grupo arrombou um dos cofres do estabelecimento e teve acesso às pistolas e a outros materiais controlados. As armas possuem registro e pertencem tanto ao CTTPE quanto a associados do centro de treinamento.

    Equipes da Polícia Militar seguiram para o endereço após o acionamento. No local, os agentes perceberam que um motorista tentava deixar a área e efetuaram a prisão em flagrante. Dentro do veículo, os policiais encontraram munições e aparelhos celulares.

    VEJA: Operação Mirage prende 13 suspeitos de fraude no Grande Recife

    Em depoimento, o motorista afirmou que receberia R$ 150 para transportar três pessoas que teriam participado da ação. A declaração passou a integrar a investigação conduzida pelas autoridades.

    Após o episódio, o CTTPE suspendeu temporariamente as atividades. Informações publicadas pelo Portal de Prefeitura indicam que o centro também reforçou protocolos internos de segurança e adotou medidas administrativas. A instituição informou que mantém colaboração com os órgãos responsáveis pela apuração.

    A quantidade de armas exige uma ressalva. As informações divulgadas pela imprensa apontam que 15 pistolas foram levadas, mas a Polícia Civil ainda não havia apresentado um balanço oficial com o número exato dos itens subtraídos. A corporação trabalha para identificar outros envolvidos e recuperar o material.

    O CTTPE também aparece em registros oficiais relacionados às forças de segurança de Pernambuco. Em março de 2025, o espaço sediou uma competição de tiro policial alusiva aos 200 anos da Polícia Militar de Pernambuco. A atividade integra o histórico de eventos institucionais realizados no centro de treinamento.

    Em nota, o CTTPE afirmou que colabora com as autoridades e adotará cautela na divulgação de novas informações durante as investigações. A instituição declarou que permanece à disposição dos órgãos competentes para contribuir com o esclarecimento dos fatos.

    A Polícia Civil mantém diligências para identificar e localizar os demais envolvidos. Até as últimas informações disponíveis, as autoridades não haviam confirmado novas prisões nem a recuperação das armas.

  • Operação Mirage prende 13 suspeitos de fraude milionária no Grande Recife

    Operação Mirage prende 13 suspeitos de fraude milionária no Grande Recife

    A Operação Mirage resultou na prisão de 13 pessoas suspeitas de integrar um esquema de fraude com investimentos no Grande Recife. A Polícia Civil de Pernambuco realizou diligências no Recife e em Olinda. Uma das vítimas relatou um prejuízo de aproximadamente R$ 1,5 milhão.

    Ouça o resumo da matéria e entenda os principais pontos em poucos minutos

    A Delegacia de Polícia de Repressão ao Estelionato, unidade do Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais, conduz o inquérito. A investigação começou em maio de 2024.

    A delegada Viviane Santa Cruz preside a apuração, com atuação das delegadas adjuntas Lígia Cardoso e Érica Bezerra. O trabalho busca identificar o papel de cada investigado, o destino dos valores captados e a quantidade total de vítimas.

    As fontes consultadas divergem sobre a data exata do cumprimento da operação. Parte das reportagens informa que a ação ocorreu em 15 de julho de 2026. Outros veículos registram a deflagração em 21 de julho. A reportagem evita fixar uma data até que a Polícia Civil esclareça a divergência.

    Escritório funcionava como call center

    Os policiais encontraram os suspeitos em um escritório que funcionaria como um call center. O espaço possuía isolamento acústico e não apresentava identificação externa, características que dificultavam o reconhecimento da atividade exercida no local.

    A estrutura incluía computadores, telefones e estações de trabalho usadas no contato com possíveis investidores. A apuração indica que os operadores empregavam técnicas de convencimento e engenharia social para conquistar a confiança das vítimas.

    O grupo oferecia aplicações em ativos virtuais, valores mobiliários e outros produtos financeiros. Uma plataforma digital apresentava informações sobre os supostos investimentos e os rendimentos das contas.

    A existência do sistema está confirmada pelas fontes. A hipótese de que os saldos e as operações eram inteiramente fictícios ainda depende da perícia nos equipamentos apreendidos.

    Materiais indicavam meta de R$ 800 mil

    Informações encontradas durante a operação indicariam que o grupo trabalhava com uma meta mensal de arrecadação de R$ 800 mil. O dado aparece em duas das fontes analisadas, e precisa de detalhamento oficial sobre o período e a forma de cálculo.

    Os investigadores também localizaram referências a um possível plano de transferir a operação para o México. A polícia deverá verificar se existiam providências concretas para a mudança ou se a proposta permanecia apenas em fase de planejamento.

    Esses elementos podem ajudar a dimensionar a estrutura financeira e a capacidade de expansão do grupo. A investigação agora precisa identificar quanto dinheiro passou pelas contas relacionadas ao caso.

    Operação Mirage: polícia recolheu 50 vestígios digitais

    As equipes cumpriram sete mandados de busca e apreensão no Recife e em Olinda. A operação recolheu cerca de 50 vestígios digitais, quatro veículos, passaportes, dinheiro em espécie e documentos.

    Computadores e celulares passarão por análise pericial. O material pode revelar conversas, registros de clientes, movimentações financeiras, metas de captação e a divisão de tarefas entre os integrantes da estrutura.

    A perícia também deverá esclarecer se a plataforma realizava investimentos verdadeiros ou apenas exibia valores sem correspondência com operações no mercado financeiro.

    A Polícia Civil não divulgou o nome da empresa investigada nem a identidade dos presos. A falta dessas informações impede uma consulta independente sobre o histórico societário, o CNPJ, os administradores e possíveis alertas emitidos por órgãos reguladores.

    Registros semelhantes aparecem em outros estados

    A empresa investigada aparece em dezenas de boletins de ocorrência registrados em diferentes estados. Os relatos apresentam características semelhantes, o que pode indicar uma atuação além de Pernambuco.

    A polícia ainda precisa confirmar quantos registros pertencem ao mesmo esquema e quantas pessoas sofreram prejuízos. O valor de R$ 1,5 milhão corresponde ao caso de uma única vítima e não representa o total movimentado pela estrutura.

    A apuração deverá rastrear as contas que receberam os depósitos e verificar se os recursos foram transferidos para terceiros, convertidos em ativos ou enviados para fora do país.

    Operação Mirage: prisões foram convertidas em preventivas

    Os policiais prenderam as 13 pessoas em flagrante durante a ação. A Justiça converteu as detenções em prisões preventivas após as audiências de custódia.

    A prisão preventiva não representa condenação. A medida cautelar mantém os investigados presos durante o andamento do processo quando a Justiça identifica requisitos previstos em lei.

    O inquérito permanece aberto. A responsabilização de cada pessoa dependerá das provas reunidas, das conclusões da perícia e da análise do Ministério Público e do Poder Judiciário.

    A presença no escritório, de forma isolada, não comprova participação direta no esquema. A polícia deverá individualizar a conduta de cada investigado.

    Como evitar golpes com investimentos

    O investidor deve verificar se a empresa e seus representantes possuem autorização para oferecer ou intermediar aplicações financeiras. A consulta pode ser feita nos canais oficiais da Comissão de Valores Mobiliários.

    Promessas de lucro garantido, retorno elevado em pouco tempo e pressão para depósitos rápidos representam sinais de alerta. Contatos realizados apenas por aplicativos de mensagens também exigem cuidado.

    Uma plataforma com aparência profissional não comprova a existência dos investimentos exibidos. O interessado precisa confirmar quem administra os recursos, onde os ativos permanecem custodiados e quais riscos envolvem a aplicação.

    Vítimas de possíveis fraudes devem guardar contratos, comprovantes de transferência, conversas, números telefônicos, endereços digitais e nomes utilizados pelos responsáveis. O registro de boletim de ocorrência ajuda a formalizar a denúncia.

    Atualização – Golpes com Pix também exigem atenção

    Fraudes financeiras também podem explorar transferências via Pix e técnicas de engenharia social. Em outra reportagem de serviço, o Portal Nova Pauta explica como funciona o golpe da falsa devolução do Pix, quais cuidados tomar ao receber um valor inesperado e como agir em casos que podem envolver o Mecanismo Especial de Devolução (MED).

     

    A análise dos materiais apreendidos poderá revelar o alcance da Operação Mirage, o número total de vítimas e o destino do dinheiro. A investigação também deverá esclarecer se a estrutura mantinha operações em outros estados ou preparava uma expansão internacional.

    O Portal Nova Pauta segue atento ao andamento das investigações e, caso surjam novas informações, atualizará a reportagem.

  • Artesã relata contaminação por mercúrio em projeto no Recife

    Artesã relata contaminação por mercúrio em projeto no Recife

    Colaboração editorial: Nahara Rodrigues

    A artesã Denny Cardoso, de 43 anos, denunciou uma possível contaminação por mercúrio durante atividades de um projeto social no Recife. Ela afirma que os episódios ocorreram no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC).

    Ouça o resumo da matéria e entenda os principais pontos em poucos minutos

    Denny relata que uma mulher ligada à iniciativa colocava uma substância em sua garrafa de água. A Polícia Civil de Pernambuco conduz com bastante sigilo todo o processo de investigação.

    Vídeos gravados pela própria artesã mostram uma mulher manipulando o recipiente. Reportagens sobre o caso citam exames toxicológicos e análises da garrafa que teriam identificado mercúrio.

    Os investigadores ainda não concluíram o inquérito nem atribuíram responsabilidade criminal. A mulher mencionada na denúncia nega a acusação.

    O Portal Nova Pauta procurou a Polícia Civil e o HUOC para pedir esclarecimentos. A reportagem aguarda o retorno das duas instituições.

    Artesã desconfiou após perceber alterações na água

    Denny relata que começou a apresentar problemas de saúde no segundo semestre de 2024. Ela cita dores abdominais, limitação dos movimentos, dificuldades de coordenação motora e uma sensação semelhante a uma pequena esfera metálica na garganta.

    A artesã passou a desconfiar da bebida quando percebeu pequenas esferas dentro da garrafa. Para entender o que ocorria, deixou um celular gravando o ambiente durante as atividades do projeto.

    Os registros mostram uma mulher se aproximando da mesa, abrindo a garrafa e colocando uma substância no recipiente. As imagens não permitem identificar o material.

    A suspeita de contaminação por mercúrio ganhou força com as análises da garrafa e do sangue da artesã. As informações sobre os resultados reforçaram a apuração, mas não esclarecem a autoria, a intenção nem a dinâmica dos episódios.

    Denny afirma que mantinha apenas uma relação cordial com a mulher citada no caso.

    “Eu fazia minhas atividades, ela fazia as dela e pronto. Sem nenhum tipo de envolvimento na família, como entrar em assuntos particulares. Nem eu com o dela, nem ela com o meu”.

    Contaminação por mercúrio: polícia recolheu garrafa para análise

    Após o segundo registro em vídeo, policiais militares conduziram Denny e a outra mulher à Central de Plantões da Capital. A mulher negou ter colocado mercúrio na bebida.

    Algumas reportagens que citam a ocorrência informam que os agentes encontraram resíduos de um pó no fundo da bolsa dela. A Polícia Civil recolheu a garrafa e encaminhou o recipiente para análise química.

    Publicações sobre o caso afirmam que os exames identificaram mercúrio na água e no organismo da artesã. Alguns veículos de comunicação citaram uma concentração específica no sangue.

    Por cautela, o Portal Nova Pauta não reproduz esse valor, pois não teve acesso à íntegra do laudo. O portal incluirá o dado após consultar o documento original.

    Os resultados citados pela imprensa não encerram a apuração criminal. Os investigadores precisam esclarecer como o mercúrio chegou à garrafa, quantas vezes ocorreu a possível contaminação e quem participou dos episódios.

    Denny relata dores e dificuldades motoras

    A artesã afirma que continua enfrentando dores persistentes, neuropatia, limitações para caminhar e dificuldades de coordenação. Ela relata comprometimento da medula e perda de autonomia em atividades cotidianas.

    Denny aguarda uma consulta com um neurocirurgião pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O atendimento deverá avaliar os sintomas, orientar o tratamento e produzir um laudo sobre possíveis sequelas neurológicas.

    A exposição ao mercúrio pode afetar o sistema nervoso, os rins e o aparelho gastrointestinal. A avaliação médica precisa considerar a quantidade da substância, o tempo de exposição e as condições de saúde da paciente.

    Profissionais habilitados devem analisar se existe relação entre os sintomas relatados e o mercúrio citado nos exames.

    Projeto desenvolve atividades artísticas no HUOC

    Denny afirma que participa há mais de dez anos do projeto Arte na Medicina. A iniciativa promove oficinas e outras atividades artísticas no Hospital Universitário Oswaldo Cruz.

    A artesã atua como voluntária em trabalhos com bordado, tecidos e peças de cerâmica. A denúncia não atribui responsabilidade ao hospital nem à coordenação do programa.

    Denny situa os episódios no espaço usado pela iniciativa. A investigação precisa apurar quem tinha acesso ao local, aos recipientes e à substância.

    O Portal Nova Pauta perguntou ao HUOC quando a instituição tomou conhecimento da denúncia e se abriu algum procedimento interno. O portal solicitou informações sobre eventuais providências e sobre o vínculo das pessoas envolvidas com o projeto.

    Contaminação por mercúrio: inquérito ainda não apontou responsável

    A Polícia Civil mantém o inquérito em andamento e preserva os detalhes das diligências. O Portal Nova Pauta pediu informações sobre a unidade responsável, o estágio da apuração e os resultados periciais.

    A reportagem questionou a corporação sobre a existência de eventual indiciamento. As autoridades não informaram prazo para concluir o inquérito, e também sobre uma possível motivação ou enquadramento criminal.

    A mulher mencionada na denúncia nega a acusação e tem direito à defesa.

    Até o fechamento desta matéria, a Polícia Civil e o HUOC não haviam enviado resposta. O Portal Nova Pauta incluirá os posicionamentos assim que receber retorno.

    A reportagem trata o episódio como uma denúncia sob investigação e não antecipa culpa ou responsabilidade.

  • Feminicídio no Recife: suspeito é preso após morte de companheira

    Feminicídio no Recife: suspeito é preso após morte de companheira

    Colaboração editorial: Carina Machado

    Feminicídio no Recife terminou com a prisão em flagrante de um homem de 47 anos nesta quarta-feira (1º de julho), no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul da capital pernambucana.

    Resumo rápido em áudio:

    A Polícia Civil de Pernambuco aponta o homem como suspeito de matar a companheira, Renata Veras Silva, encontrada sem vida na terça-feira (30/06), no bairro de Areias, na Zona Oeste.

    Equipes da Delegacia de Boa Viagem prenderam o suspeito após buscas iniciadas logo depois do crime. A corporação passou a tratar o caso como feminicídio, tipo penal aplicado quando a morte de uma mulher ocorre em contexto de violência de gênero.

    A Polícia Civil não informou o nome do homem preso no material enviado à imprensa. A corporação divulgou apenas que ele tem 47 anos.

    Prisão ocorreu em Boa Viagem

    A equipe da Delegacia de Boa Viagem localizou o suspeito no próprio bairro de Boa Viagem, no Recife. Os policiais levaram o homem para a unidade policial, onde ele passou pelos procedimentos legais.

    Segundo a PCPE, os agentes realizaram buscas contínuas até encontrar o suspeito. A corporação também registrou que ele não apresentou resistência no momento da prisão.

    “Após diligências ininterruptas, a equipe policial da Delegacia de Boa Viagem, sob a coordenação do delegado Mário Melo, realizou a prisão em flagrante do suspeito, por feminicídio. Ele foi capturado no bairro de Boa Viagem, também no Recife. O homem foi detido sem resistência e conduzido para os procedimentos legais”, divulgou a PCPE.

    O delegado Mário Melo coordenou a ação. A Delegacia de Boa Viagem atuou na apuração do caso e na localização do suspeito.

    Feminicídio no Recife: Crime ocorreu no bairro de Areias

    Renata Veras Silva estava em uma residência no bairro de Areias, na Zona Oeste do Recife, quando a polícia registrou a ocorrência. O crime ocorreu na manhã da terça-feira (30/06), um dia antes da prisão.

    A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio. A legislação brasileira aplica essa tipificação quando a morte de uma mulher envolve violência doméstica, familiar, menosprezo ou discriminação à condição feminina.

    A lei prevê punição mais severa para esse tipo de crime. A tipificação reconhece a gravidade da violência contra mulheres e o impacto social dessas mortes.

    Feminicídio no Recife: infográfico mostra cronologia do caso entre crime em Areias e prisão do suspeito em Boa Viagem
    Infográfico mostra a cronologia do caso de feminicídio investigado no Recife – Arte: Portal Nova Pauta/NotebookLM

    Adolescente presenciou o crime, informou a PM

    A Polícia Militar informou que um sobrinho da vítima, de 12 anos, presenciou o momento do crime. Depois da ocorrência, a família deixou o adolescente sob os cuidados do pai e da avó.

    O relato amplia a dimensão familiar do caso. Crimes desse tipo atingem a vítima direta e também afetam parentes próximos, principalmente crianças e adolescentes expostos à violência.

    A reportagem não detalha a dinâmica do crime para preservar uma abordagem responsável e evitar exposição desnecessária.

    Feminicídio no Recife: Investigação segue em andamento

    Com a prisão em flagrante, o suspeito ficou à disposição das autoridades competentes. A investigação deve reunir depoimentos, laudos e outros elementos para esclarecer a motivação e a sequência dos fatos.

    A Polícia Civil deve encaminhar a documentação do flagrante ao sistema de Justiça. O caso seguirá para análise das etapas legais previstas.

    O material original enviado à reportagem não trouxe manifestação da defesa do suspeito. O Portal Nova Pauta mantém espaço aberto para posicionamento.

    Caso reforça alerta sobre violência contra mulheres

    O caso de Renata Veras Silva reforça a gravidade da violência contra a mulher no Recife e em Pernambuco. Feminicídios costumam envolver relações próximas, conflitos anteriores e ambiente doméstico, o que torna a prevenção mais complexa.

    A presença de familiares no contexto da ocorrência amplia o impacto emocional e social. Crianças e adolescentes que presenciam violência precisam de proteção imediata e acompanhamento adequado.

    O Portal Nova Pauta acompanha os desdobramentos e poderá atualizar a matéria caso a Polícia Civil divulgue novas informações sobre audiência de custódia, investigação, denúncia ou manifestação da defesa.

    Atualização em 10/08/2026

    197 Mulher amplia acesso à rede de proteção

    Lançado em março de 2026, o 197 Mulher ampliou o acesso de mulheres aos serviços da Polícia Civil de Pernambuco. A ferramenta permite acesso digital a orientações e serviços relacionados à proteção de mulheres em situação de violência e voltou a ganhar reforço na divulgação durante as ações do Agosto Lilás.

    Leia também: 197 Mulher amplia acesso a serviços da Polícia Civil em Pernambuco

  • Feminicídio em Ferreiros expõe alerta antes da denúncia na Mata Norte

    Feminicídio em Ferreiros expõe alerta antes da denúncia na Mata Norte

    Colaboração editorial: Nahara Rodrigues

    O feminicídio em Ferreiros, na Mata Norte de Pernambuco, expôs um alerta grave sobre violência contra a mulher antes da formalização de uma denúncia. Nayane Kelly Ferreira da Silva, de 28 anos, morreu no domingo, 28 de junho, quando seguia para registrar uma ameaça atribuída ao ex-companheiro, Igor Bezerra da Silva, de 30 anos.

    A CBN Recife publicou o caso com base em informações do boletim de ocorrência. A Polícia Civil de Pernambuco investiga a dinâmica do crime pela Delegacia de Ferreiros.

    O caso ocorreu na zona rural do município. Nayane teria decidido procurar a polícia, após ameaças feitas pelo ex-companheiro. O crime aconteceu antes do registro formal da denúncia, ponto que torna o episódio ainda mais sensível dentro do debate sobre proteção às mulheres em situação de risco.

    Vítima tentava buscar ajuda

    Nayane Kelly morava na Mata Norte e saiu com o objetivo de comunicar a ameaça às autoridades. A apuração inicial aponta que ela sofreu o ataque no caminho. A vítima morreu no local.

    A Polícia Civil deve apurar o histórico da relação, a motivação do crime, possíveis ameaças anteriores e os momentos que antecederam a morte.

    O ponto central da investigação está no intervalo entre a ameaça e a tentativa de buscar ajuda. Esse trecho da história mostra como a violência doméstica pode avançar de forma rápida, principalmente quando a vítima tenta romper o ciclo de agressão ou levar o caso às autoridades.

    Feminicídio em Ferreiros: Polícia encontrou suspeito em área rural

    Agentes do 2º Batalhão de Polícia Militar, encontraram Igor Bezerra da Silva em uma área conhecida como Sítio Bode, na zona rural de Ferreiros. A região tem difícil acesso.

    Os policiais acionaram o socorro e o suspeito seguiu para a Unidade de Pronto Atendimento de Timbaúba, cidade vizinha ao município. A CBN Recife informou que ele permaneceu sob custódia na unidade de saúde. A equipe médica constatou o óbito na manhã da segunda-feira, 29 de junho.

    A morte do suspeito não encerra a apuração. A Polícia Civil pode reunir depoimentos, laudos, registros e outros elementos para reconstruir o caso. A conclusão deve ajudar a entender se havia sinais anteriores de risco e quais medidas poderiam ter entrado em ação.

    Infográfico mostra vulnerabilidade rural no caso de Ferreiros:

    Feminicídio em Ferreiros é explicado em infográfico sobre vulnerabilidade rural e proteção às mulheres
    Infográfico analisa fatores de vulnerabilidade no caso de Ferreiros – Imagem: Reprodução/NotebookLM

     

    Feminicídio em Ferreiros: Crime reacende alerta sobre violência doméstica

    O assassinato de Nayane Kelly reforça uma preocupação recorrente em casos de violência contra a mulher. O caso chama atenção para o período entre a ameaça e a busca por ajuda, etapa em que medidas de proteção precisam ser acionadas com rapidez. Ameaça, perseguição e tentativa de controle exigem resposta rápida da rede de proteção.

    Em áreas rurais, o desafio cresce. Distância, dificuldade de acesso, menor circulação de pessoas e ausência de serviços especializados criam barreiras para mulheres que precisam de ajuda. Esses fatores não explicam o crime, mas mostram a necessidade de ampliar a presença de canais de proteção fora dos centros urbanos.

    A investigação deve indicar se Nayane já havia procurado apoio antes ou se a ida à delegacia seria o primeiro registro formal contra o ex-companheiro. Essa resposta pode ajudar a dimensionar o caso e orientar novas medidas de prevenção.

    Como pedir ajuda

    Mulheres em situação de violência podem acionar o Ligue 180, serviço nacional gratuito que funciona 24 horas por dia. O canal orienta sobre direitos, serviços da rede de atendimento e encaminhamento de denúncias.

    Em caso de emergência ou crime em andamento, a orientação oficial é acionar a Polícia Militar pelo 190.

    O caso de Ferreiros deixa uma mensagem direta: ameaça contra mulher não pode receber tratamento de conflito privado. Quando uma vítima relata medo, perseguição ou risco, a resposta precisa ser rápida. A morte de Nayane Kelly entra agora na investigação policial e reforça a urgência de ampliar informação, acolhimento e proteção antes que a violência chegue ao ponto mais extremo.

    Análise complementar: a geografia da vulnerabilidade no caso de Ferreiros

    📄 Documento oficial

    Acesse abaixo a íntegra do documento citado na matéria.


    📄 Abrir documento completo

    Atualização – 10/08/2026

    197 Mulher amplia acesso à rede de proteção

    Lançado em março de 2026, o 197 Mulher ampliou o acesso de mulheres aos serviços da Polícia Civil de Pernambuco. A ferramenta permite acesso digital a orientações e serviços relacionados à proteção de mulheres em situação de violência e voltou a ganhar reforço na divulgação durante as ações do Agosto Lilás.

    Leia também: 197 Mulher amplia acesso a serviços da Polícia Civil em Pernambuco

  • Crime em Timbaúba deixa mãe e filha mortas; entenda a investigação

    Crime em Timbaúba deixa mãe e filha mortas; entenda a investigação

    Colaboração editorial: Nahara Rodrigues

    Crime em Timbaúba: A Polícia Civil investiga um duplo homicídio que deixou uma mulher de 30 anos e a filha dela, de 13, mortas dentro de uma residência em Timbaúba, na Mata Norte de Pernambuco. O crime ocorreu em 20 de junho e segue sob investigação policial.

    O caso chama atenção pelo local da ocorrência e pela idade de uma das vítimas. A adolescente não teve o nome divulgado oficialmente. A identidade da mãe não apareceu nas primeiras atualizações repassadas à imprensa.

    A investigação está em fase inicial, e a Polícia Civil apura a autoria do crime, a motivação e a existência de possíveis ameaças anteriores contra as vítimas.

    O que a Polícia Civil apura

    As duas vítimas estavam dentro de uma residência em Timbaúba quando o crime ocorreu. Equipes policiais foram acionadas para o local e iniciaram os primeiros levantamentos sobre a dinâmica do caso, com foco na autoria, na motivação e nas circunstâncias das mortes.

    A Polícia Civil trata a ocorrência como duplo homicídio consumado. A Delegacia Seccional de Goiana conduz a investigação e deve reunir depoimentos, informações do local e novos elementos para avançar no inquérito.

    Os dados públicos sobre o caso ainda são limitados. A Polícia Civil não divulgou prisões, nomes de suspeitos nem a principal linha de investigação.

    Crime em Timbaúba: motivação segue sem confirmação

    A Polícia Civil investiga se o crime teve relação com ameaça anterior, conflito pessoal, ação planejada ou outra circunstância. Nenhuma hipótese foi confirmada oficialmente.

    Em crimes contra mulheres, a cobertura jornalística precisa evitar conclusões antecipadas. O enquadramento como feminicídio depende de elementos técnicos e jurídicos que a polícia não divulgou.

    A presença de uma adolescente entre as vítimas exige cuidado adicional na abordagem do caso. A cobertura deve preservar a identidade da adolescente e evitar a exposição de dados pessoais.

    Esse cuidado não reduz a gravidade do crime. Ele protege a investigação, respeita a família e ajuda a impedir a circulação de boatos.

    Crime causa impacto na Mata Norte

    Timbaúba fica na Mata Norte de Pernambuco e mantém ligação direta com outras cidades da região. O fato de o crime ter ocorrido dentro de uma residência amplia a atenção sobre a dinâmica da ocorrência e as circunstâncias em que mãe e filha foram atacadas.

    O caso reforça a cobrança por respostas das autoridades. A investigação precisa esclarecer quem entrou no imóvel, de que forma o ataque ocorreu e se houve participação de outras pessoas.

    Essas informações podem definir o rumo do inquérito. A partir dos levantamentos iniciais, a Polícia Civil poderá ouvir testemunhas, cruzar dados e buscar elementos para responsabilizar os envolvidos.

    Crime em Timbaúba: pontos sem resposta

    A investigação deve avançar com análise de imagens disponíveis, depoimentos, registros da região e outros elementos considerados relevantes pela Polícia Civil.

    A relação das vítimas com o local do crime permanece em análise. A polícia deve verificar se mãe e filha moravam no imóvel ou se estavam na casa por outro motivo no momento da ocorrência.

    A divulgação de versões sem confirmação pode atrapalhar o trabalho policial. Nomes, fotos e prints sem origem oficial ainda podem causar novo sofrimento aos familiares.

    Como ajudar a investigação

    Pessoas com informações úteis devem procurar os canais oficiais da Polícia Civil ou do Disque-Denúncia (Ligando para 181 ou Clicando Aqui). Dados sobre horários, movimentações suspeitas, veículos vistos na área ou mensagens relacionadas ao caso podem auxiliar os investigadores.

    A população deve evitar o compartilhamento de imagens e nomes sem confirmação. A pressa por detalhes pode espalhar informações falsas e prejudicar a apuração.

    Próximos passos

    A investigação deve avançar com depoimentos, análise de informações colhidas no local e cruzamento de dados. A Polícia Civil mantém diligências para esclarecer autoria e motivação.

    O Portal Nova Pauta acompanha o caso e pode atualizar esta matéria caso surjam informações oficiais sobre autoria, prisões, motivação ou conclusão do inquérito.

    Atualização em 10/08/2026

    197 Mulher amplia acesso à rede de proteção

    Lançado em março de 2026, o 197 Mulher ampliou o acesso de mulheres aos serviços da Polícia Civil de Pernambuco. A ferramenta permite acesso digital a orientações e serviços relacionados à proteção de mulheres em situação de violência e voltou a ganhar reforço na divulgação durante as ações do Agosto Lilás.

    Leia também: 197 Mulher amplia acesso a serviços da Polícia Civil em Pernambuco

  • Polícia Civil lança 197 Mulher e amplia apoio às vítimas

    Polícia Civil lança 197 Mulher e amplia apoio às vítimas

    Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil de Pernambuco, o Estado lançou nesta terça-feira (31/03) o programa 197 Mulher, uma plataforma virtual criada para ampliar e facilitar o acesso de mulheres vítimas aos serviços policiais. A ferramenta funciona pelo celular, tablet ou computador, sem necessidade de instalar aplicativo.

    O lançamento ocorreu durante a programação de encerramento do Mês da Mulher. A agenda contou com a presença da governadora Raquel Lyra, do secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, e do delegado-geral da Polícia Civil, Felipe Monteiro, além de outras autoridades.

    Plataforma reúne atendimento e orientação

    A proposta do 197 Mulher é oferecer um canal digital mais simples para mulheres que precisam buscar apoio institucional. Pela plataforma, a usuária pode registrar informações, solicitar medidas protetivas e receber orientações diretamente de forma online.

    Com isso, o serviço busca reduzir barreiras no primeiro contato com a rede policial. Além disso, a ferramenta amplia o alcance do atendimento, sobretudo para mulheres que enfrentam dificuldade de deslocamento ou preferem iniciar a busca por ajuda em ambiente virtual.

    Outro ponto relevante é a praticidade. Como não exige aplicativo, o acesso ocorre de forma direta pelo navegador, o que pode facilitar o uso em diferentes dispositivos.

    197 Mulher na fachada da 1ª Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher em Santo Amaro, no Recife
    Foto: Cleyton Souza/ ASCOM

    Pernambuco reforça rede de proteção

    Durante o mesmo evento, a Polícia Civil também entregou a requalificação do plantão policial da 1ª Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (1ª DEAM/DPMUL), em Santo Amaro, no Recife.

    A unidade tem peso simbólico e histórico. Isso porque o local recebeu a segunda Delegacia da Mulher implantada no país. Dessa forma, a entrega reforça o protagonismo de Pernambuco na estrutura de proteção aos direitos das mulheres.

    A requalificação do espaço também dialoga com a proposta do novo sistema digital. Enquanto a plataforma amplia o acesso remoto, a melhoria física da delegacia fortalece o atendimento presencial especializado.

    197 Mulher: Serviço digital e atendimento presencial

    A combinação entre tecnologia e estrutura física cria uma frente mais ampla de acolhimento. De um lado, o 197 Mulher oferece uma porta de entrada digital. De outro, a rede presencial segue como referência para casos que exigem atendimento imediato, escuta qualificada e encaminhamentos formais.

    Assim, o lançamento tem peso além do aspecto institucional. Na prática, a iniciativa tenta tornar o acesso à proteção mais rápido, menos burocrático e mais próximo da realidade das mulheres pernambucanas.

    Para quem precisa do serviço, a plataforma já está disponível no endereço oficial do programa.

    Clique aqui para acessar a plataforma

    Atualização — 8 de agosto de 2026: O 197 Mulher voltou a integrar ações de divulgação e orientação sobre o enfrentamento à violência contra as mulheres em Pernambuco. A ferramenta foi apresentada durante a formação “Comunicar para Transformar”, promovida pela Secretaria da Mulher de Pernambuco na sexta-feira (7), dentro da programação do Agosto Lilás. O encontro reuniu jornalistas e profissionais da comunicação e abordou, entre outros temas, o acesso aos serviços de proteção e a importância da informação responsável.

    197 Mulher ganha reforço durante Agosto Lilás

    197 Mulher é apresentado durante formação da Secretaria da Mulher de Pernambuco
    Delegada Bruna Falcão apresenta o 197 Mulher durante formação no Recife – Foto: Rafael Barreto/Portal Nova Pauta

    Quatro meses após o lançamento, o 197 Mulher voltou a ser apresentado como uma das ferramentas disponíveis para mulheres em situação de violência em Pernambuco. O serviço integrou a formação “Comunicar para Transformar”, realizada pela Secretaria da Mulher de Pernambuco na sexta-feira (7), no Recife.

    A atividade fez parte da programação do Agosto Lilás, período dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra as mulheres. Durante o encontro, representantes da área apresentaram informações sobre canais de proteção e discutiram a importância de ampliar o conhecimento da população sobre os serviços existentes.

    Entre os temas abordados esteve o 197 Mulher. Lançada pela Polícia Civil em março, a plataforma permite que mulheres tenham acesso digital a serviços policiais e solicitem medidas protetivas pela internet. A Polícia Civil mantém o 197 Mulher listado entre seus serviços oficiais.

    A apresentação reforça um dos objetivos anunciados desde o lançamento da ferramenta: diminuir barreiras entre mulheres em situação de violência e a rede de proteção. O acesso pode ser feito por dispositivos conectados à internet, sem necessidade de instalação de aplicativo, conforme informado pela Polícia Civil quando o programa foi lançado.

    Informação também faz parte da proteção

    Durante a formação, os participantes receberam uma cartilha produzida pela Secretaria da Mulher de Pernambuco com orientações sobre violência de gênero e feminicídio. O material chama atenção para a necessidade de reconhecer corretamente situações de violência e evitar expressões que possam minimizar ou romantizar crimes contra mulheres.

    Entre os termos que o documento recomenda evitar estão expressões como “crime passional”, “tragédia familiar”, “drama amoroso”, “matou por amor” e “perdeu a cabeça”. A orientação é tratar os casos a partir de sua natureza e do contexto da violência de gênero.

    A cartilha destaca ainda que a divulgação responsável das informações pode contribuir para que mulheres e familiares conheçam os mecanismos de proteção disponíveis e saibam onde procurar atendimento.

    Onde buscar ajuda

    Além dos canais digitais, mulheres em situação de violência podem recorrer à rede pública de atendimento e proteção. Em situações que exijam intervenção policial imediata, o acionamento deve ser feito pelos serviços de emergência. Delegacias especializadas e demais equipamentos da rede de atendimento também podem oferecer orientação e encaminhamento de acordo com cada situação.

    No caso do 197 Mulher, a plataforma funciona como uma porta digital de acesso aos serviços da Polícia Civil, inclusive para solicitação de medidas protetivas pela internet.