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O Esgoto em Pernambuco atende 29,4% da população, índice que coloca o estado abaixo da média brasileira de 62,3%. O levantamento do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) mostra uma diferença de 32,9 pontos percentuais entre os dois resultados.
O diagnóstico utiliza dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), publicados em dezembro de 2025. A cobertura de água tratada chega a 71,6% no estado, diante de uma média brasileira de 84,1%. Pernambuco ocupa a 21ª posição entre as unidades da federação avaliadas pelo estudo.
Os números apontam um desafio relevante diante das metas previstas no Marco Legal do Saneamento. A legislação estabelece atendimento de 99% da população com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto até 31 de dezembro de 2033.
Pernambuco precisa avançar 60,6 pontos até 2033
A cobertura atual de esgotamento deixa Pernambuco a 60,6 pontos percentuais da meta de 90%. O avanço necessário supera duas vezes o índice registrado hoje pelo levantamento do TCE-PE.
Na água tratada, a distância para o objetivo legal chega a 27,4 pontos. O indicador estadual de 71,6% permanece 12,5 pontos abaixo da média nacional.
Os percentuais de saneamento podem variar conforme a base utilizada. O Censo 2022 do IBGE mede formas de esgotamento existentes nos domicílios, enquanto o SINISA trabalha com indicadores dos serviços prestados. Essa diferença metodológica impede uma comparação direta entre todos os números disponíveis.
Dados do Censo 2022 mostram que 52% da população pernambucana estava em domicílios ligados à rede geral, rede pluvial ou fossa conectada à rede. Outros 35% utilizavam fossa séptica sem ligação à rede. O restante estava distribuído entre formas consideradas mais precárias de destinação.
Infográfico do Portal Nova Pauta reúne indicadores de água, esgoto, perdas na distribuição e metas de saneamento em Pernambuco – Arte: Portal Nova Pauta | Dados: TCE-PE/SINISA
Municípios apresentam diferenças amplas na cobertura
Cortês lidera a cobertura de água tratada no levantamento, com 96,1%. Cupira registra 94,7%, Caruaru chega a 93,7%, Garanhuns marca 92% e Surubim aparece com 90,5%.
Na parte inferior do ranking, Santa Cruz da Baixa Verde tem 1,4%. Paranatama registra 9,6%, Jupi 12,6%, Carnaubeira da Penha 17% e Jataúba 24,1%. A distância entre o primeiro e o último município chega a 94,7 pontos percentuais.
O esgotamento sanitário apresenta outro contraste expressivo. Toritama registra 100%, seguida por Pesqueira, com 91,5%. Cupira alcança 87,1%, Panelas soma 85,3% e Bom Jardim aparece com 84%.
Petrolândia registra 0,7% na extremidade oposta. Camaragibe tem 1%, São João chega a 1,2%, Arcoverde marca 4,1% e Igarassu fica em 4,3%.
O Censo 2022 oferece outro retrato para o Recife. Na capital, 66,3% dos moradores estavam em domicílios com esgotamento por rede geral, rede pluvial e fossa ligada à rede. Outros 158.611 habitantes utilizavam fossa séptica sem ligação à rede. Os números reforçam a importância de observar a metodologia antes de comparar indicadores.
Esgoto em Pernambuco: estado perde 434 litros a cada mil distribuídos
As perdas na distribuição representam outro ponto crítico. O TCE-PE registra índice de 43,4% da água tratada sem chegada efetiva às torneiras. A média brasileira fica em 39,53%.
O levantamento anterior havia marcado 41,8%. O indicador atual representa crescimento de 1,6 ponto percentual.
A dimensão fica mais clara quando convertida em volume: a cada mil litros distribuídos, 434 litros não chegam aos consumidores. Entre as causas apontadas pelo Tribunal estão vazamentos em tubulações antigas, rachaduras em reservatórios, problemas de pressão, ligações clandestinas, furtos e falhas de medição.
Salgadinho lidera o ranking de perdas, com 86,1%. Água Preta registra 81,9%, Camaragibe 71,9%, João Alfredo 68,1% e Cabo de Santo Agostinho 66,7%.
Camaragibe aparece em dois indicadores desfavoráveis: cobertura de esgoto de 1% e perda de água de 71,9%. O cruzamento evidencia um dos cenários mais delicados apresentados pelo levantamento estadual.
Concessão prevê R$ 19,1 bilhões em investimentos
Pernambuco iniciou uma nova etapa na organização dos serviços de saneamento após o leilão realizado na B3, em dezembro de 2025. O modelo prevê investimentos de aproximadamente R$ 19,1 bilhões e atendimento estimado de cerca de 8 milhões de pessoas.
O bloco RMR-Pajeú ficou com o Consórcio Pernambuco Saneamento, formado pela BRK e pela Acciona. O grupo deverá investir cerca de R$ 15,4 bilhões e atender aproximadamente 7,1milhões de pessoas. A outorga alcançou R$ 3,5 bilhões.
O bloco do Sertão ficou com uma holding ligada ao Pátria Investimentos. O contrato prevê aproximadamente R$ 2,9 bilhões em investimentos para uma população estimada em 879 mil pessoas. A outorga chegou a R$ 720 milhões.
Os contratos têm prazo de 35 anos. A meta central permanece vinculada à universalização até 2033, com 99% de atendimento de água e 90% de coleta e tratamento de esgoto. O BNDES projeta redução das perdas de água dentro desse processo.
O levantamento do TCE-PE cria uma referência para acompanhar esse avanço. Os próximos anos permitirão medir se os investimentos conseguem ampliar a cobertura, reduzir as perdas e diminuir as diferenças entre municípios. A evolução desses indicadores terá impacto direto na saúde pública, na infraestrutura urbana e na segurança hídrica de Pernambuco.
A Praça Cosme Viana, em Afogados, ganhou uma nova configuração voltada ao lazer, convivência e circulação dos moradores. A Prefeitura do Recife entregou neste sábado (26) a requalificação do espaço, localizado na Rua Cosme Viana, na Zona Oeste da capital. A gestão municipal informa investimento de R$ 642,2 mil na intervenção.
A obra alcançou aproximadamente 2.060 metros quadrados e modificou diferentes pontos da área pública. O projeto incorporou brinquedos infantis, mobiliário urbano, paisagismo, nova iluminação, melhorias na drenagem e reorganização dos passeios. Os trabalhos começaram em julho e terminaram neste mês de setembro.
Praça Cosme Viana ganha novos espaços de lazer
As crianças passaram a contar com uma área destinada às brincadeiras, formada por equipamentos distribuídos sobre um trecho de areia. As imagens da entrega mostram estruturas para escalada, balanços, gangorras e brinquedos integrados ao novo desenho urbano.
A intervenção amplia a oferta de lazer infantil em Afogados. Em abril, o Recife também ganhou um novo parquinho infantil do Parque da Jaqueira, destinado a crianças de 3 a 12 anos.
A intervenção criou pontos de permanência com bancos e áreas de convivência. O paisagismo aproveitou árvores já existentes e acrescentou vegetação em diferentes trechos. A distribuição dos equipamentos mantém áreas abertas entre os setores destinados ao lazer e à circulação de pedestres.
Os passeios receberam melhorias e os caminhos internos foram reorganizados. A mudança facilita o deslocamento entre a área infantil, os bancos e as calçadas que contornam o espaço. A obra contemplou a ampliação do passeio próximo às residências, medida voltada ao conforto de quem circula pelo entorno.
Praça Cosme Viana recebeu reorganização dos caminhos, mobiliário urbano e paisagismo
Durante a entrega, o prefeito Victor Marques afirmou que o projeto considerou demandas apresentadas pelos moradores. Em um trecho da declaração, ele destacou a participação da comunidade na definição das melhorias.
“Ouvimos os moradores que vivem aqui e buscamos fazer exatamente aquilo que as pessoas estão pedindo. Por isso, a população está tão satisfeita, principalmente as crianças, que agora têm um novo espaço público para utilizar e aproveitar.”
A fala reforça a relação entre a requalificação e o uso cotidiano do equipamento. A área atende famílias, crianças, pedestres e moradores das ruas próximas, grupos diretamente afetados pelas condições de conservação e circulação.
Praça Cosme Viana foi entregue neste sábado após intervenção realizada pela Prefeitura do Recife
Área permeável ocupa quase metade do espaço
Um dos dados da intervenção está relacionado à capacidade de infiltração da água no terreno. Dos aproximadamente 2.060 metros quadrados, cerca de 995 metros quadrados possuem solo permeável, conforme números divulgados pela Prefeitura do Recife.
A proporção representa aproximadamente 48% da área total. Superfícies permeáveis permitem que parte da água das chuvas penetre no terreno, reduzindo o volume direcionado imediatamente aos trechos pavimentados e às estruturas de drenagem.
O desempenho desse tipo de superfície depende de fatores como condições do solo, intensidade das precipitações e manutenção do espaço. A presença de uma área permeável extensa amplia a função ambiental da intervenção sem retirar a utilização recreativa do equipamento.
A nova configuração preserva árvores de grande porte e combina vegetação com os caminhos usados pelos frequentadores. As copas criam pontos de sombra em trechos destinados à permanência, característica relevante para um local frequentado por crianças e famílias ao longo do dia.
O projeto incluiu instalações elétricas e serviços no sistema de drenagem. Esses trabalhos atendem necessidades de infraestrutura ligadas ao funcionamento diário, indo além da renovação dos brinquedos e do mobiliário urbano.
A iluminação ganhou uma configuração completa, conforme informação apresentada pela Prefeitura durante a entrega. Os novos pontos aparecem distribuídos pelos passeios e áreas internas, ampliando a estrutura disponível para utilização do espaço público.
Praça Cosme Viana recebeu melhorias nos passeios e reorganização dos eixos de circulação
Praça Cosme Viana: espaço já recebeu reforma há 14 anos
A entrega de 2026 representa um novo capítulo na trajetória da Praça Cosme Viana. Registros públicos mostram que o endereço passou por outra intervenção concluída em 20 de agosto de 2012, há 14 anos.
Naquela época, a Prefeitura recuperou o passeio, bancos de concreto e brinquedos. A reforma contemplou rampas de acessibilidade, poda de árvores e pintura geral. O investimento divulgado na ocasião chegou a R$ 10 mil, dentro de uma iniciativa municipal de recuperação de áreas públicas.
Os trabalhos daquela intervenção haviam começado em julho de 2012. O serviço se concentrou na recuperação das estruturas existentes, com manutenção dos equipamentos infantis, bancos, vegetação e elementos de circulação.
A diferença entre os valores informados em 2012 e 2026 não permite uma comparação financeira direta. Os projetos possuem escopos distintos, foram executados com 14 anos de distância e pertencem a contextos econômicos diferentes.
O histórico revela ciclos de uso, desgaste e recuperação de um equipamento público inserido na rotina de Afogados. Esse processo ajuda a explicar por que intervenções periódicas se tornam necessárias mesmo em locais que já receberam melhorias em anos anteriores.
A conservação passa a ter peso relevante depois da entrega. Brinquedos expostos ao uso diário, bancos, iluminação, vegetação, passeios e elementos de drenagem dependem de acompanhamento para preservar suas condições ao longo do tempo.
Praça Cosme Viana ampliou as opções de lazer infantil com novos equipamentos
Pedidos por melhorias chegaram à Câmara do Recife
Registros legislativos acrescentam contexto à trajetória recente do endereço. Pedidos formais relacionados à recuperação do equipamento chegaram à Câmara Municipal do Recife antes da conclusão da obra entregue neste sábado.
Em 2025, o Requerimento nº 10.201, apresentado pela vereadora Natália de Menudo, encaminhou à Emlurb um pedido de requalificação em caráter de urgência. O documento identifica o espaço na Rua Cosme Viana, no bairro de Afogados.
A demanda voltou ao Legislativo municipal em 2026. O Diário Oficial registra a aprovação do Requerimento nº 1.764/2026, direcionado à Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife. O pedido tratava da requalificação do local e usava como referência a área em frente ao Armazém Tupan.
Há registro de solicitação anterior na Câmara. Em 2023, uma proposta pediu a requalificação do equipamento e a instalação de estrutura da Academia da Cidade. O histórico legislativo mostra que demandas relacionadas ao local chegaram ao poder público em diferentes períodos.
Os requerimentos comprovam a existência de pedidos formais por melhorias antes da intervenção de 2026. Os documentos consultados não demonstram vínculo causal entre essas solicitações e a decisão da Prefeitura de executar a obra.
Essa distinção evita atribuir a realização do projeto a uma iniciativa parlamentar específica sem comprovação documental. A cronologia serve como contexto para mostrar que as condições do espaço já apareciam em registros oficiais antes do início dos trabalhos em julho.
O acompanhamento após a entrega ganha relevância diante desse histórico. A durabilidade da intervenção depende da conservação dos equipamentos e da capacidade de identificar problemas antes que o desgaste comprometa o uso cotidiano.
Recife mantém ciclo de intervenções em espaços públicos
A requalificação em Afogados integra um conjunto de intervenções realizadas pela Prefeitura em áreas públicas da capital pernambucana. Dados divulgados pela Emlurb neste mês indicam 20 obras em espaços desse tipo concluídas em 2026, com outras 14 em andamento e quatro programadas.
A administração municipal contabiliza mais de 200 praças implantadas e requalificadas desde 2021. O levantamento registra 11 Praças da Infância entregues no mesmo período, equipamentos planejados especialmente para atividades infantis.
Os números mostram uma frente de investimentos distribuída por diferentes regiões da cidade. A continuidade desse trabalho passa pela manutenção dos locais entregues, já que o desgaste provocado pelo uso cotidiano pode exigir novas ações ao longo dos anos.
A experiência da Cosme Viana ilustra esse ciclo. O endereço recebeu intervenção em 2012, acumulou novos pedidos de melhorias em anos seguintes e chegou a 2026 com uma requalificação de maior alcance físico.
Praça Cosme Viana vista do alto em Afogados – Imagem: Reidson Filho/Prefeitura do Recife
Para quem vive em Afogados, a entrega incorpora uma área renovada à rotina do bairro. Crianças ganham equipamentos para brincar, moradores encontram pontos de convivência e pedestres passam a utilizar caminhos reorganizados em um endereço tradicional da comunidade.
O impacto daqui em diante será medido pelo uso diário e pela conservação do espaço. A permanência das melhorias dependerá da manutenção dos equipamentos, do cuidado com as áreas verdes e das condições oferecidas aos moradores nos próximos anos.
Serviço
Local: Praça Cosme Viana Endereço: Rua Cosme Viana, Afogados, Recife Referência: área em frente ao Armazém Tupan Acesso: espaço público
A Praia do Janga, em Paulista, virou motivo de preocupação para uma família após quatro crianças apresentarem episódios intensos de vômitos e diarreia após um banho de mar, no último sábado (5). Bruna Micchelle, responsável pelas crianças, informou nas redes sociais que exames apontaram uma infecção bacteriana e que o grupo iniciou tratamento com antibióticos.
A apuração do Portal Nova Pauta identificou que o trecho PAL-10 da Praia do Janga estava classificado como impróprio para banho pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) no período em que ocorreu o episódio. Informativos posteriores também mantiveram pontos monitorados do Janga entre os locais considerados inadequados para banho ao longo de setembro.
A reportagem esteve na região nesta terça-feira (8), produziu fotografias, gravou vídeos e registrou a localização. Durante a visita, encontrou banhistas dentro do mar no trecho correspondente ao PAL-10, em frente à Rua Betânia.
No percurso feito pela equipe, a reportagem não encontrou sinalização visível alertando sobre a condição da água. A constatação se restringe à área percorrida pelo Portal Nova Pauta e não representa uma avaliação de toda a extensão da Praia do Janga.
A CPRH recebeu pedido de posicionamento e encaminhou resposta parcial. O Portal Nova Pauta também enviou questionamentos à Prefeitura do Paulista sobre balneabilidade, placas de alerta e atendimento da rede municipal. O município não respondeu dentro do prazo informado pela reportagem.
Sintomas começaram no domingo às 23h
Bruna relata que esteve na Praia do Janga com as crianças no sábado (5), por volta das 14h. Os primeiros sintomas apareceram às 23h do domingo (6), quando a família já estava em casa.
Quatro crianças apresentaram episódios de vômitos e diarreia. Bruna descreveu o quadro como intenso e afirmou ter passado cerca de 24 horas sem dormir acompanhando os menores.
Em atualizações publicadas nas redes sociais, ela informou que exames detectaram uma infecção bacteriana e que as crianças começariam tratamento com antibióticos.
As publicações mais recentes indicam melhora no estado de saúde, embora o tratamento permaneça em andamento.
O Portal Nova Pauta não teve acesso aos exames, laudos médicos nem documentos capazes de identificar qual bactéria teria sido detectada. A reportagem tampouco recebeu confirmação médica que estabeleça relação entre a infecção relatada e a água da Praia do Janga.
Esse limite precisa permanecer claro na apuração. A proximidade temporal entre o banho de mar e o início dos sintomas não comprova a origem da infecção. A classificação do PAL-10 como impróprio reforça a relevância sanitária do episódio, mas não estabelece sozinha um nexo clínico.
Bruna respondeu brevemente ao primeiro contato feito pelo Portal Nova Pauta. A reportagem perguntou qual bactéria teria sido identificada e se os médicos apontaram possível relação com o banho de mar. Ela visualizou a mensagem, mas não enviou nova resposta até o fechamento.
Praia do Janga: Bruna afirma que desconhecia classificação do trecho
Bruna contou nas redes sociais que passou um período morando em Brasília e retornou a Pernambuco há cerca de dois anos. Desde a volta, afirmou que ainda não havia conseguido reservar tempo para ir à praia.
No sábado (5), ela levou as crianças ao Janga. A família permaneceu na área durante parte da tarde.
Bruna afirmou que não sabia que pontos da Praia do Janga apareciam como impróprios para banho no boletim da CPRH. Ela relatou não ter visto placas de advertência e cobrou das autoridades a instalação de sinalização para informar os frequentadores.
A cobrança passou a integrar um dos principais eixos da apuração do Portal Nova Pauta.
O boletim da CPRH pode ser consultado pela internet. Para o banhista que chega diretamente à faixa de areia, a publicação digital não garante conhecimento prévio sobre a classificação microbiológica daquele ponto.
Bruna defende avisos físicos próximos às áreas classificadas como impróprias. Na avaliação apresentada nas redes sociais, uma placa poderia informar as famílias antes da entrada no mar.
A responsável levou as crianças para a Policlínica Amaury Coutinho, localizada em Campina do Barreto, no Recife. O deslocamento ocorreu apesar da distância entre a unidade de saúde e a região onde a família estava.
Bruna explicou que preferiu procurar a policlínica por confiar no atendimento prestado às crianças. Ela afirmou que não buscou inicialmente unidades de Paulista nem de Olinda por acreditar que conseguiria assistência no Amaury Coutinho.
Praia do Janga: PAL-10 já estava impróprio na data do banho
O Informativo nº 36/2026 da CPRH, datado de 3 de setembro, classifica dois pontos monitorados da Praia do Janga como impróprios para banho entre os dias 4 e 10 de setembro.
Um deles é o PAL-10, localizado em frente à Rua Betânia. O outro é o PAL-20, situado em frente à Rua Cláudio S. Bastos, nº 190, na altura do Condomínio Roberto Barbosa.
A equipe técnica da CPRH coletou as amostras usadas no informativo nos dias 31 de agosto e 1º de setembro.
A classificação não terminou naquela semana. O Informativo nº 40/2026 da CPRH, válido de 2 a 8 de outubro, mantém os dois pontos monitorados da Praia do Janga como impróprios para banho.
O PAL-10, em frente à Rua Betânia, continua na lista de trechos inadequados. O mesmo ocorre com o PAL-20, localizado em frente à Rua Cláudio S. Bastos, nº 190. As amostras usadas no boletim atual foram coletadas em 28 de setembro.
Como os informativos têm validade semanal, a condição precisa ser consultada antes de cada ida à praia. A permanência dos dois pontos na classificação atual reforça o histórico registrado desde o episódio relatado em setembro.
Boletim da CPRH mostra PAL-10 como impróprio – Imagem: Print/Reprodução/CPRH
O episódio relatado pela família ocorreu no sábado, 5 de setembro. Naquela data, o informativo que classificava o PAL-10 como impróprio já estava vigente.
A CPRH utiliza critérios técnicos para avaliar a balneabilidade dos pontos monitorados. O documento registra a condição da água a partir de parâmetros microbiológicos definidos para esse tipo de acompanhamento ambiental.
A classificação exige leitura precisa. O boletim se refere aos pontos monitorados pela agência, não a cada metro da Praia do Janga. Por essa razão, a reportagem concentra a análise no PAL-10, área identificada durante a apuração presencial.
A consulta permite verificar quais pontos do litoral pernambucano aparecem como próprios e impróprios em cada período de validade.
O boletim da CPRH é atualizado semanalmente e pode alterar a classificação dos trechos monitorados. O leitor pode consultar a relação mais recente de praias próprias em Pernambuco, com os pontos liberados e impróprios para banho no litoral.
Portal Nova Pauta registra banhistas no PAL-10
O Portal Nova Pauta foi à Praia do Janga nesta terça-feira (8) para verificar presencialmente a área correspondente ao PAL-10.
A equipe percorreu a faixa de praia, produziu registros fotográficos, gravou vídeos e documentou pontos de referência próximos à Rua Betânia.
Trecho do PAL-10 visitado pela reportagem – Imagem: Print/Google Maps
Durante a visita, a reportagem registrou um casal dentro do mar. As imagens mostram os banhistas na água durante o período em que o Informativo nº 36/2026 classificava o PAL-10 como impróprio para banho.
O registro demonstra que havia pessoas utilizando aquele ponto durante a vigência da classificação da CPRH.
A reportagem procurou placas, avisos e elementos visuais que alertassem os banhistas durante o percurso. A equipe não encontrou sinalização visível sobre a impropriedade da água na área percorrida.
A afirmação se limita ao trajeto realizado pela equipe. O Portal Nova Pauta não atribui a observação a toda a orla do Janga.
As fotografias feitas no local registraram resíduos em diferentes partes da faixa de areia. Entre os itens visíveis nas imagens estão copos, garrafas e outros descartes.
Resíduos registrados durante visita ao Janga – Foto: Rafael Barreto/Portal Nova Pauta
A presença dos resíduos integra a descrição das condições encontradas durante a visita. A reportagem não associa esse lixo à classificação microbiológica do PAL-10, já que não dispõe de análise técnica que estabeleça essa relação.
A ida ao local ampliou a apuração para além das publicações de Bruna. O Portal Nova Pauta cruzou o relato da família com o informativo oficial, conferiu a localização do PAL-10 e produziu registros próprios da praia.
CPRH responde parcialmente; Prefeitura não envia posição
O Portal Nova Pauta procurou a CPRH para esclarecer os critérios relacionados ao PAL-10, a rotina de coleta das amostras, possíveis riscos aos banhistas e a responsabilidade pela sinalização dos pontos classificados como impróprios.
Franci Palhano, gerente de Comunicação Social e Educação Ambiental da CPRH, informou que a metodologia utilizada no acompanhamento da balneabilidade e os boletins atualizados ficam disponíveis no portal institucional.
Franci informou que o laboratório da agência mantém uma programação diária de coleta de amostras da água do mar.
A gerente comunicou que consultaria a Gerência de Laboratório para obter respostas aos demais questionamentos enviados pelo Portal Nova Pauta.
O prazo solicitado pela reportagem terminou às 11h desta quarta-feira (9). Até às 12h40, a CPRH não havia encaminhado as informações complementares.
Prefeitura do Paulista não responde dentro do prazo
O Portal Nova Pauta também procurou a Prefeitura do Paulista e encaminhou pedido formal de posicionamento. A reportagem questionou a administração municipal sobre a classificação do PAL-10, presença de placas, notificações de pessoas com sintomas gastrointestinais e providências previstas para o trecho.
O prazo concedido ao município terminou às 11h desta quarta-feira (9). Até às 12h40, a Prefeitura não havia encaminhado resposta.
O Portal informou previamente aos dois órgãos que registraria na reportagem a ausência de retorno dentro do prazo.
A falta de manifestação da Prefeitura deixa uma questão sem esclarecimento: qual órgão deve garantir a presença de avisos físicos para orientar os frequentadores quando um ponto está classificado como impróprio para banho?
A CPRH mantém os boletins disponíveis pela internet. Bruna afirma que desconhecia a classificação antes de levar as crianças à praia. Durante a apuração do Portal Nova Pauta, a equipe encontrou pessoas no mar e não identificou placa de alerta no trecho percorrido.
As informações disponíveis após o episódio indicaram melhora no estado de saúde das crianças. O Portal Nova Pauta não recebeu posteriormente documentação médica que permitisse estabelecer relação direta entre a infecção relatada e a água do Janga.
Para quem frequenta a praia, a recomendação permanece prática: consultar o boletim mais recente da CPRH antes do banho. Como a classificação muda semanalmente, o histórico registrado nesta reportagem ajuda a compreender o episódio, mas não substitui a situação atualizada de cada ponto monitorado.
O Portal Nova Pauta mantém espaço aberto para manifestação da CPRH e da Prefeitura do Paulista. Caso os órgãos encaminhem novas respostas, a reportagem poderá receber atualização com a identificação das informações acrescentadas.
Os 91 anos de Paulista ganharam um capítulo de fé na noite desta sexta-feira (4), na Praça João Pessoa, no Centro. A abertura religiosa reuniu fiéis de várias comunidades, com apresentações do diácono Jaime Bomfim, Frei Damião Silva e da banda Colo de Deus. A agenda integra as comemorações pela emancipação política do município e segue até este domingo (6), com atrações culturais em diferentes polos da cidade.
A primeira noite no polo principal teve cânticos, oração e participação do público. Jaime Bomfim abriu as apresentações com sua banda e conduziu os primeiros momentos religiosos. A consagração a Nossa Senhora esteve entre as passagens de maior envolvimento dos católicos presentes na praça.
Moradora de Jardim Paulista Baixo, Ana Maria Mendes, de 51 anos, acompanhou a programação com familiares. “Eu estou muito emocionada nessa noite de bênçãos com a minha família de sangue e de fé “, disse Ana.
Fé marca primeira noite dos 91 anos de Paulista
Frei Damião Silva assumiu o palco na segunda apresentação da noite. O religioso reuniu cânticos, mensagens e momentos de oração diante do público que acompanhava a festa no Centro. A presença de comunidades de diferentes áreas do município ganhou espaço em sua participação.
O religioso destacou a reunião de grupos católicos das festas de padroeiros em um mesmo espaço. A mensagem ressaltou a unidade das comunidades nas comemorações e a devoção a Nossa Senhora.
O prefeito Severino Ramos acompanhou a abertura das festividades.
“Estou muito feliz de poder comemorar esses 91 anos fazendo essa festa maravilhosa. Hoje (4) é católico, amanhã (5) os evangélicos e depois vamos fechar com uma grande festa para todos os públicos, Deus está abençoando tudo isso. Para fazer isso, eu tive que mostrar que nós temos responsabilidade com a cidade. Estamos resgatando isso com fé, com amor. Eu digo todos os dias: nós queremos uma Paulista melhor, uma Paulista mais humana e uma Paulista para todos”, contou o prefeito.”
A gestão municipal dividiu a programação religiosa do polo principal entre a noite católica de sexta e a noite evangélica deste sábado (5). As comemorações terminam no domingo com uma grade musical voltada a diferentes públicos.
Colo de Deus encerra celebração na Praça João Pessoa
A banda Colo de Deus fechou a programação católica da sexta-feira. O grupo atraiu forte participação dos jovens, que acompanharam músicas, momentos de oração e mensagens religiosas perto do palco.
A apresentação marcou a primeira passagem da banda pela cidade dentro desse evento. Integrante do grupo, Vinny Matos afirmou que a expectativa era proporcionar aos moradores um encontro de fé durante a passagem por Paulista.
O secretário de Turismo e Cultura, Ícaro Guimarães, avaliou a abertura de forma positiva e citou a presença do público católico. A primeira noite abriu uma sequência de atividades espalhadas pelo Centro, Parque Aurora e Forte de Pau Amarelo no fim de semana.
“Foi muito boa. O primeiro dia sempre gera aquela expectativa, mas tivemos Diácono Jaime, Padre Damião e, depois, a banda Colo de Deus. Foi muita adoração e muito louvor. O público católico esteve presente e foi uma noite maravilhosa, que com certeza vai ficar na história do aniversário da cidade”, observou.
A programação de sábado reservou o palco principal para o público evangélico, com Grupo Somos Três, Bruno Reyner e Canção e Louvor. Os outros polos mantiveram atrações culturais com música, manifestações populares e atividades para crianças.
91 anos de Paulista: Priscila Senna encerra festa de Paulista no domingo
Quem pretende acompanhar o último dia de comemorações terá uma sequência de shows na Praça João Pessoa. Day Araújo abre a programação do polo principal, das 18h às 19h. Ycaro Andrade canta das 19h30 às 20h30. Luiza Kethly sobe ao palco das 21h às 22h. Lari Lauany se apresenta das 22h30 às 23h30. Priscila Senna fecha a noite, da meia-noite à 1h30.
O Parque Aurora recebe atividades do Festival PNAB Sons de Pernambuco, com teatro, música, samba, rock e programação infantil. A distribuição por polos amplia o perfil da festa e mantém atrações fora do palco principal no encerramento.
A estrutura de saúde montada para os três dias inclui um posto médico na Praça João Pessoa, com funcionamento das 18h às 2h. A equipe conta com médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e ambulância. Uma unidade itinerante do Centro de Testagem e Aconselhamento oferece testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites das 18h à meia-noite.
O serviço de saúde permanece disponível no último dia da festa. A estrutura busca atender casos de urgência no polo principal sem afastar o público da área central do evento.
Emancipação definitiva ocorreu em 1935
Os 91 anos celebrados em 2026 tomam como referência a emancipação definitiva de Paulista em 4 de setembro de 1935. O histórico do IBGE registra uma primeira elevação do território à categoria de município em 11 de setembro de 1928, com o desmembramento de Olinda.
Paulista perdeu a condição municipal entre 1930 e 1931 e voltou a integrar Olinda como distrito. A Lei Estadual nº 11 recriou o município em 4 de setembro de 1935. A instalação ocorreu em 12 de setembro daquele ano.
A história do nome da cidade remonta ao século XVII. A página histórica do município registra a venda das terras de Paratibe e Maranguape em 1689 para Manoel Alvaresde Morais Navarro. O bandeirante era conhecido como “Paulista”, apelido que passou a identificar a região.
A festa deste fim de semana liga essa trajetória histórica à presença de moradores, artistas e grupos religiosos nos espaços públicos. O domingo encerra a agenda dos 91 anos com shows no Centro e atividades culturais em outros polos. Três dias de comemoração reforçam a memória municipal, a fé e a cultura local.
Fotos: João Gonçalves \ SEI
Celebração religiosa marcou a noite de fé pelos 91 anos de Paulista.
Praça João Pessoa recebeu grande público durante a festa dos 91 anos de Paulista.
Apresentação musical marcou a noite de fé pelos 91 anos de Paulista.
Os mototaxistas de Jaqueira começaram a receber R$ 300 mensais pelo Programa Municipal de Incentivo e Valorização dos Mototaxistas. O primeiro pagamento ocorreu na sexta-feira (28), com crédito direto nas contas dos profissionais beneficiados pela Prefeitura.
O programa atende trabalhadores cadastrados que cumprem os critérios definidos pelo município. O material enviado à imprensa informa que o recurso busca apoiar despesas ligadas à atividade profissional, com foco em manutenção, capacitação e segurança.
A prefeita Ridete Pellegrino (PSD) apresentou o início dos pagamentos como uma medida de valorização da categoria. A gestão municipal afirma que o mototáxi exerce papel relevante no transporte de moradores e na movimentação econômica da cidade.
“Mais uma promessa de campanha saindo do papel, meu povo. Hoje é dia de celebrar uma conquista para quem trabalha todos os dias sobre duas rodas e ajuda a movimentar a economia de nossa amada Jaqueira”, afirmou Ridete.
A iniciativa ganhou respaldo legal neste mês. O Portal da Transparência registra a Lei Municipal nº 437/2026 como vigente, com documento e publicação datados de 12 de agosto. A norma institui benefícios de natureza técnica, social e financeira para mototaxistas no município.
Como funciona o incentivo aos mototaxistas de Jaqueira
Cada participante habilitado no programa recebe R$ 300 por mês. A Prefeitura informa que o depósito mensal pretende contribuir com custos da rotina profissional e criar condições para qualificação dos trabalhadores.
A Prefeitura não detalhou quantos mototaxistas receberam a primeira parcela. O número total de cadastrados, o gasto mensal do programa e a estimativa anual de desembolso não foram divulgados.
A Prefeitura não apresentou um calendário público com as próximas datas de pagamento. O prazo máximo de permanência no programa, o número de vagas e o procedimento para novos interessados não foram informados.
Reunião sobre o incentivo municipal aos mototaxistas – Foto: Jonnathan Neto
Essas lacunas impedem de calcular o impacto financeiro completo da política pública neste momento. O valor individual está confirmado em R$ 300, mas o custo total depende da quantidade de profissionais contemplados em cada mês.
A documentação oficial consultada confirma a existência da Lei nº 437/2026 e a vigência da política municipal. O registro público descreve uma iniciativa com benefícios técnicos, sociais e financeiros, fortalecendo a base documental do anúncio feito pela gestão.
Jaqueira integra a Mata Sul de Pernambuco e tem população estimada em 10.440 habitantes para 2025, conforme dados oficiais do IBGE. O número ajuda a dimensionar o alcance local de uma política direcionada a uma categoria ligada aos deslocamentos cotidianos.
O município também ganhou destaque recente na educação, após a Escola Municipal Vovó Dorinha receber o Prêmio Escola Destaque 2026 pelo desempenho na alfabetização.
Programa prevê capacitação, segurança e estrutura para a categoria
Mototaxistas de Jaqueira: o planejamento municipal inclui ações voltadas à profissionalização dos mototaxistas. O programa prevê capacitações, cursos de direção defensiva, educação no trânsito e entrega de equipamentos de identificação e segurança.
As atividades previstas ampliam o escopo da iniciativa, que não fica restrita ao repasse financeiro. A proposta busca melhorar condições de trabalho, reforçar práticas de segurança e apoiar a manutenção da atividade desenvolvida pelos profissionais.
O orçamento de Jaqueira para 2026 traz outra ação destinada à categoria. A programação reserva R$ 16.737,92 para construção e reforma de abrigos de passageiros e mototaxistas, dentro de uma iniciativa de infraestrutura urbana.
Essa dotação não corresponde ao benefício mensal de R$ 300. O valor pertence a uma ação orçamentária específica voltada aos abrigos, sem indicação documental de vínculo financeiro com os depósitos iniciados nesta sexta-feira.
A presença dessa previsão no orçamento mostra que a categoria aparece em mais de uma frente do planejamento municipal. A execução das medidas poderá ser acompanhada por publicações oficiais, despesas registradas e futuras ações de capacitação.
A Prefeitura não divulgou datas para os cursos previstos nem informou quantas vagas serão ofertadas. A gestão também não esclareceu se a participação nas atividades de formação terá relação com a manutenção do benefício financeiro.
O primeiro pagamento coloca em funcionamento uma política criada formalmente em agosto. A continuidade dos depósitos e a publicação de dados sobre beneficiários, custos e capacitações permitirão avaliar o alcance do programa com maior precisão.
A transparência desses registros será importante para acompanhar a execução financeira e a entrega das ações anunciadas. Para os profissionais contemplados, o valor de R$ 300 passa a integrar o apoio mensal previsto pela gestão. Para a população, a implementação abre espaço para acompanhar resultados ligados à segurança, qualificação e condições de trabalho no mototáxi local.
Atualização em 27/08/2026: A Fokus Construção e Incorporação respondeu ao Portal e informou que as informações oficiais sobre a obra devem ser prestadas pela CEHAB. A companhia estadual já havia entrado em contato com a reportagem e prometido encaminhar posicionamento técnico, ainda não recebido até esta atualização.
O CEU da Cultura em Rio Doce, instalado na Vila Olímpica do bairro, em Olinda, permanece em construção mais de quatro meses além da data indicada para conclusão. A placa oficial fixa 4 de abril de 2026 como término previsto. O Portal Nova Pauta esteve no local na segunda-feira (24), a partir de uma denúncia enviada por um leitor sobre o atraso.
A visita confirmou que o canteiro segue ativo. Trabalhadores executavam serviços na área externa, onde havia escavações, tubulações e materiais de construção. A constatação afasta a ideia de abandono. O ponto central da apuração é o prazo original ultrapassado e a ausência de uma nova previsão pública de entrega.
A placa registra investimento de R$ 1.834.390, início em 4 de novembro de 2025 e prazo de cinco meses. A Fokus Construção e Incorporação Ltda. aparece como empresa executora. O intervalo entre a data prevista para término e a visita da reportagem soma 142 dias.
CEU da Cultura em Rio Doce tem placa com dados oficiais da obra – Foto: Rafael Barreto/Portal Nova Pauta
CEU da Cultura tinha prazo de cinco meses
CEU da Cultura em Rio Doce tem prazo de cinco meses indicado na placa – Foto: Rafael Barreto/Portal Nova Pauta
O prazo exibido no canteiro coincide com o Termo de Referência elaborado para a contratação dos CEUs da Cultura de Olinda, Itapissuma e Ilha de Itamaracá. O documento da Companhia Estadual de Habitação e Obras de Pernambuco (CEHAB) estabelece cinco meses para execução dos serviços. A contagem começa na emissão da Ordem de Serviço.
Esse período engloba mobilização, execução física, entrega da documentação final e desmobilização. A vigência contratual prevista no mesmo documento é de 11 meses. Os dois prazos têm funções distintas dentro da contratação.
O Termo de Referência atribui à CEHAB o processamento da licitação e a execução contratual. Os recursos para as construções são federais, com repasse ligado ao Novo PAC. O Estado assume itens de contrapartida relacionados à fiscalização, gestão da obra e licenciamento.
O orçamento estimado para a unidade de Olinda antes da contratação era de R$ 2.323.066,98. A placa instalada em Rio Doce informa R$ 1.834.390 como valor da obra. A diferença entre orçamento estimado e valor contratado não representa, isoladamente, indício de problema.
O documento técnico exige planejamento atualizado das atividades, com cronograma e Curva S. Em caso de atrasos no planejamento, a contratada deve apresentar justificativas acompanhadas da atualização do cronograma.
Portal encontrou serviços em andamento
CEU da Cultura em Rio Doce durante apuração do Portal Nova Pauta – Foto: Rafael Barreto/Portal Nova Pauta
A reportagem percorreu a área da Vila Olímpica e registrou o estágio da construção em fotos e vídeo. Parte da edificação apresentava paredes levantadas, cobertura instalada e áreas sem acabamento completo. Serviços externos eram executados perto do prédio.
Um trabalhador atuava em uma escavação com tubulações de grande porte. Outros registros mostram materiais e movimentação no canteiro. A reportagem não encontrou elementos que permitam classificar a construção como abandonada.
As imagens documentam uma situação diferente da denúncia recebida em seu formato original. O fato comprovado no local é que a obra permanece em execução com a data de entrega impressa na placa já ultrapassada. O motivo da mudança de cronograma não foi esclarecido pelos responsáveis procurados.
O Portal solicitou informações sobre eventual prorrogação formal, percentual de execução, pagamentos, alterações técnicas e nova data de conclusão. Nenhuma resposta chegou até o fechamento desta reportagem.
Tapume registra crítica à Prefeitura de Olinda
CEU da Cultura em Rio Doce tem crítica escrita no tapume – Foto: Rafael Barreto/Portal Nova Pauta
A equipe encontrou uma mensagem escrita em um dos tapumes do canteiro com crítica direta à administração municipal. Entre as frases legíveis estava “Prefeitura inoperante”, acompanhada de manifestação de caráter político.
A inscrição foi registrada pela reportagem como parte do cenário encontrado na visita. O Portal não identificou a autoria da mensagem e não atribui seu conteúdo a moradores, trabalhadores, grupos políticos nem à comunidade local sem confirmação.
Um leitor havia relatado a existência de outro cartaz com críticas à gestão municipal. Na chegada da equipe ao ponto indicado, o material já não estava no suporte. Restavam marcas e fragmentos aderidos à superfície. A reportagem não presenciou a retirada e não identificou quem teria colocado o cartaz.
Cartaz relatado por leitor não estava mais visível quando a reportagem chegou ao local – Foto: Rafael Barreto/Portal Nova Pauta
A crítica presente no tapume não define, por si, a responsabilidade administrativa pelo cronograma da construção. A documentação da licitação coloca a CEHAB no centro da execução contratual. A Prefeitura participa da implantação local e integra a parceria institucional divulgada para o projeto.
CEU da Cultura: visita oficial ocorreu perto da data prevista para entrega
Em 24 de março de 2026, a Prefeitura de Olinda publicou uma visita da prefeita Mirella Almeida ao canteiro com a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e representantes do Governo de Pernambuco. O texto institucional informou que as obras avançavam e apresentou a unidade como a primeira do tipo prevista para entrega no Brasil.
A visita ocorreu 11 dias antes de 4 de abril, data registrada na placa para conclusão. A agenda institucional aconteceu em março. Em 24 de agosto, a equipe do Portal encontrou o prédio em construção.
O CEU integra o programa Territórios da Cultura, com recursos do Novo PAC. A proposta federal prevê espaços comunitários voltados para atividades culturais, educação cidadã, expressão corporal, trabalho e renda. O projeto de Olinda fica dentro da Vila Olímpica de Rio Doce.
Documentos da contratação preveem ambientes como biblioteca, sala multifuncional, incubadora cultural, estúdio de gravação, pátio coberto, recepção, cantina, banheiros acessíveis e áreas técnicas. A entrega do espaço amplia a estrutura cultural disponível para moradores da região.
CEHAB e construtora se manifestam, mas prazo segue sem explicação
Após a publicação da reportagem, a Fokus Construção e Incorporação, responsável pela execução do CEU da Cultura de Rio Doce, respondeu ao pedido de posicionamento enviado pelo Portal Nova Pauta. Em mensagem encaminhada nesta quinta-feira (27), a empresa informou que “toda e qualquer solicitação de informação oficial sobre a obra deverá ser junto à CEHAB”.
A resposta foi assinada por Décio Santos, engenheiro identificado também na placa instalada no canteiro. A empresa não respondeu individualmente às perguntas encaminhadas pela reportagem sobre cronograma, eventual prorrogação, percentual executado e previsão de conclusão.
A orientação apresentada pela Fokus coincide com informação repassada anteriormente pela gerente de Comunicação da Companhia Estadual de Habitação e Obras de Pernambuco (CEHAB), Ana Luiza Melo.
Cronologia dos contatos
O Portal Nova Pauta encaminhou pedidos de posicionamento à CEHAB, Prefeitura de Olinda e Fokus Construção e Incorporação durante a apuração, com prazo para resposta até as 17h de 24 de agosto. Nenhum posicionamento havia chegado até o fechamento inicial da reportagem.
No dia 25 de agosto, Ana Luiza Melo entrou em contato com o Portal e explicou que a Gerência de Comunicação da CEHAB somente havia recebido naquele dia a demanda, encaminhada pela equipe de engenharia.
Na mesma conversa, a gerente informou que a construtora não teria autonomia para fornecer informações oficiais sobre obras públicas e afirmou que a responsabilidade pela prestação dessas informações caberia ao órgão contratante. Ana Luiza informou que a CEHAB faria a checagem interna dos dados e encaminharia um posicionamento posteriormente.
Até esta atualização, porém, o posicionamento técnico anunciado pela CEHAB ainda não havia sido enviado ao Portal Nova Pauta.
Em 27 de agosto, a Fokus respondeu formalmente ao e-mail da reportagem e direcionou todas as solicitações de informação oficial sobre a construção à própria CEHAB.
A Prefeitura de Olinda também havia sido procurada para esclarecer sua participação no projeto, o acompanhamento do cronograma e a crítica registrada no tapume. Até esta atualização, a gestão municipal não havia respondido.
Permanecem sem esclarecimento o motivo de a obra ter ultrapassado a previsão de conclusão indicada para 4 de abril de 2026, a existência de eventual prorrogação formal, o percentual atual de execução e a nova data prevista para entrega.
O Portal Nova Pauta mantém o espaço aberto aos órgãos envolvidos e atualizará a reportagem caso novos esclarecimentos sejam encaminhados.
A malha cicloviária do Recife chega ao Dia Nacional do Ciclista, celebrado nesta quarta-feira (19), com cerca de 206 km, informa a Prefeitura. Aproximadamente 195 km formam trechos conectados entre as zonas Norte, Oeste, Centro e Sul. O dado coloca a bicicleta no centro de uma discussão que envolve deslocamento diário, segurança viária, planejamento urbano e expansão da infraestrutura.
A gestão municipal calcula que a extensão atual representa 83% da infraestrutura prevista para a capital. A referência é o Plano Diretor Cicloviário (PDC) da Região Metropolitana do Recife. O PDC orientou a expansão entre 2014 e 2024. O encerramento desse horizonte mantém uma questão relevante: ampliar a extensão não significa, por si só, reproduzir integralmente a rede desenhada no planejamento original.
Rede cresce com diferenças frente ao plano
O Recife ganhou conexões importantes nos últimos anos. A Ciclofaixa do bairro da Torre aproximou a Zona Oeste da Zona Norte e do Centro. A estrutura da Rua do Futuro reduziu em cerca de 3 km o percurso de ciclistas até o Marco Zero. A ciclovia da Avenida Agamenon Magalhães reforçou a ligação entre a área central e a Zona Sul.
A cidade contabiliza mais de 5 mil vagas públicas em paraciclos instaladas desde 2021, distribuídas em parques, praças e escolas. O município registra cerca de 65 áreas de trânsito calmo, com velocidade limitada a 30 km/h e intervenções destinadas à proteção de pedestres.
Uma análise acadêmica da Universidade Federal de Pernambuco amplia a leitura dos números oficiais. O estudo avaliou extensão, localização e tipologia das estruturas previstas no PDC. A pesquisa encontrou 9,5% de conformidade integral entre a rede existente analisada e o desenho original do plano.
O percentual não mede a mesma coisa que os 83% divulgados pela Prefeitura. O índice municipal compara extensão total. O levantamento da UFPE exige coincidência de traçado e tipo de estrutura. A pesquisa identificou lacunas de conectividade, presença relevante de estruturas com menor separação física do tráfego de veículos e baixa aderência em vias de maior circulação.
Malha cicloviária do Recife: novas ciclovias ampliam frentes de expansão
A Avenida Mascarenhas de Morais recebe uma ciclovia de 4,8 km na Imbiribeira. O trecho partirá das proximidades da divisa com Jaboatão dos Guararapes até a Avenida Engenheiro Alves de Souza. A conexão prevista com a Ponte Júlia Santiago permitirá acesso ao bairro de Areias.
A obra reúne investimento de R$ 12 milhões. Aena Brasil custeia R$ 5 milhões em medida mitigadora ligada às intervenções realizadas no Aeroporto do Recife. Projetos na ponte Cordeiro-Casa Forte, na III Perimetral e no Parque Linear do Rio Pina reservam espaço para infraestrutura cicloviária.
Os números mais recentes divulgados pela Prefeitura superam registros disponíveis em páginas municipais anteriores. A CTTU mantém uma página com 196,5 km de malha, sendo 189,9 km conectados. A diferença pode refletir atualização em momentos distintos e critérios específicos de contabilização.
Bike Recife terá implantação gradual
Malha cicloviária do Recife: o novo sistema de bicicletas compartilhadas prevê 1.200 unidades, com 960 convencionais e 240 elétricas. O contrato estabelece pelo menos 120 estações e prevê monitoramento por localização nas bicicletas. A concessão terá prazo de dez anos contado da ordem de início.
O cronograma contratual prevê implantação progressiva. Os 12 primeiros meses exigem pelo menos 55 estações, com 440 bicicletas convencionais e 110 elétricas. Em até 24 meses, a estrutura deverá atingir 120 estações e o total de 1.200 bicicletas.
O contrato fixa limites máximos para planos básicos com bicicletas convencionais. O passe diário tem teto de R$ 9,75. O plano mensal tem limite de R$ 32,45. O anual tem teto de R$ 224,95. Planos com bicicletas elétricas podem ter valores até 25% maiores. Esses tetos contratuais não definem por si só o preço de lançamento.
Para quem usa a bicicleta no transporte, no lazer e na geração de renda, a expansão da rede precisa acompanhar as necessidades reais de deslocamento pela cidade.
O Dia Nacional do Ciclista também lembra que a bicicleta faz parte da rotina de milhares de pessoas que atravessam o Recife todos os dias. Para elas, uma cidade mais preparada para quem pedala não se resume a quilômetros construídos, mas à possibilidade de chegar ao destino com segurança, autonomia e tranquilidade.
A Tarifa Social da Compesa reduz a conta de água de famílias de baixa renda que atendem aos critérios definidos para Pernambuco. O benefício custa R$ 27,50 por mês para abastecimento de água e contempla consumo de até 15 metros cúbicos. Nas áreas com cobrança de esgotamento sanitário, o valor informado pela companhia chega a R$ 55.
A modalidade recebe oficialmente o nome de Tarifa Social Pernambucana. A prestadora identifica grande parte dos beneficiários por meio de bases oficiais, sem exigir pedido prévio. Famílias elegíveis não incluídas automaticamente podem requerer o cadastramento pelos canais físicos e virtuais de atendimento.
A regra exige atenção aos dados do Cadastro Único e do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Informações desatualizadas podem impedir que o sistema reconheça uma família que reúne as condições necessárias. O consumidor pode consultar o status da unidade na página oficial criada para o benefício.
Quem tem direito ao benefício?
A cobrança reduzida atende usuários residenciais com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo, dentro dos critérios previstos pela regulamentação estadual. O grupo precisa estar inscrito no Cadastro Único nas hipóteses ligadas à renda.
O salário mínimo nacional está em R$ 1.621 em 2026. A referência de meio salário mínimo corresponde a R$ 810,50 por pessoa neste ano. O valor acompanha as mudanças do salário mínimo nacional.
A regulamentação pernambucana contempla famílias com pessoa com deficiência e famílias com idoso a partir de 65 anos que receba o BPC. Valores do BPC e do Bolsa Família não entram no cálculo da renda per capita usado pela regra estadual.
Moradores de imóveis enquadrados como Habitacional Popular, Faixa 1, aparecem entre as hipóteses previstas pela norma. O enquadramento exige comprovação baseada nas regras do programa habitacional e da unidade consumidora.
O Cadastro Único também é usado como critério em outros programas sociais, como o Gás do Povo, que atende famílias de baixa renda inscritas na base federal.
Quanto custa e o que acontece acima de 15 m³?
A companhia informa cobrança de R$ 27,50 para abastecimento de água dentro da faixa beneficiada. O valor chega a R$ 55 nos locais onde existe cobrança pelo serviço de esgotamento sanitário.
A estrutura contempla consumo mensal de até 15 metros cúbicos. Na tabela vigente, não há cobrança adicional entre 10,001 e 15 m³ para essa categoria.
Ultrapassar 15 m³ não cancela automaticamente o benefício. O consumo excedente passa a seguir as faixas tarifárias aplicáveis ao volume acima do limite previsto.
Os 15 m³ não representam água gratuita. A política estabelece preço reduzido para a faixa de consumo definida pela regulamentação.
Hidrômetros registram o consumo usado no cálculo da conta – Imagem: Pexels
Tarifa Social da Compesa: a inclusão é automática?
A Compesa usa informações do CadÚnico e do BPC para localizar famílias elegíveis e efetivar a inclusão automática. O usuário não precisa comparecer a uma loja quando o sistema identifica corretamente a unidade e o responsável familiar.
A empresa disponibiliza uma consulta online para verificar o enquadramento. O serviço pede dados da unidade, como a matrícula do imóvel, e informa o status cadastral encontrado.
Uma resposta negativa não encerra a possibilidade de acesso. A Resolução Arpe nº 292/2025 permite que o usuário elegível não identificado automaticamente apresente requerimento à prestadora.
O pedido pode ser feito pelos canais físicos e virtuais de atendimento. Essa previsão atende quem mantém os dados corretos, cumpre os critérios e ainda não aparece entre os beneficiários.
Quais documentos podem ser exigidos?
A documentação depende do tipo de enquadramento. Nos casos ligados ao CadÚnico e ao BPC, a norma exige identificação oficial do responsável familiar e comprovantes específicos.
Para o CadÚnico, o usuário pode apresentar o comprovante de cadastramento. Para comprovar o BPC, a regulamentação aceita qualquer um destes documentos: cartão de beneficiário, extrato de pagamento e declaração do órgão previdenciário responsável.
O critério habitacional exige comprovação relacionada ao imóvel e ao programa correspondente. A norma admite documentos validados pelo órgão gestor, contratos registrados ou documentos públicos e cartoriais compatíveis.
O consumidor deve evitar listas antigas disponíveis na internet. A companhia mantém páginas com regras de uma modalidade anterior, hoje chamada Tarifa de Vulneráveis.
O que fazer se o desconto não aparecer na conta?
O primeiro passo é conferir se os dados familiares continuam corretos. Informações do CadÚnico devem ser atualizadas no posto municipal responsável, como o CRAS ou uma unidade do Cadastro Único.
Problemas ligados a benefício administrado pelo INSS exigem regularização pelos canais previdenciários. O Meu INSS permite atualizar dados cadastrais vinculados ao benefício.
A família que atende aos requisitos e continua fora do programa pode formalizar o pedido diretamente à companhia. A resolução estadual fixa prazo para análise e efetivação.
A empresa tem até 60 dias corridos, contados da solicitação, para fazer o enquadramento quando os critérios estiverem comprovados. A norma admite prorrogação por mais 30 dias, com justificativa apresentada ao usuário.
A concessão deve produzir efeitos a partir da data do pedido. A diferença entre a cobrança residencial feita e o valor reduzido devido precisa ser compensada nas contas seguintes.
A Resolução Arpe nº 292/2025 prevê restituição em dobro quando a prestadora ultrapassa o prazo regulamentar e mantém cobrança residencial considerada indevida. A regra vale para a hipótese definida pela norma, não para qualquer divergência na fatura.
Quem tem conta atrasada ou mora de aluguel pode receber?
Dívidas anteriores com a prestadora não impedem, por si mesmas, o enquadramento. A norma não permite condicionar a inclusão ao pagamento das faturas em atraso.
Moradores de imóveis alugados podem receber o benefício quando cumprem os requisitos. A companhia orienta que a conta esteja em nome da pessoa beneficiária responsável pela unidade.
A modalidade se destina a uso residencial e limita o benefício a uma residência por grupo familiar. Unidades comerciais não entram nessa categoria.
Benefício atual e Tarifa de Vulneráveis são diferentes
A modalidade atual não deve ser confundida com a antiga cobrança reduzida oferecida pela companhia. O modelo anterior passou a ser chamado Tarifa de Vulneráveis e continua com regras próprias.
A Tarifa de Vulneráveis possui valor-base diferente e critérios específicos. Beneficiários antigos não são transferidos automaticamente para a nova categoria apenas porque estavam no modelo anterior.
A distinção explica por que algumas páginas antigas da companhia apresentam requisitos diferentes. O consumidor precisa conferir qual modalidade aparece na orientação consultada.
Tarifa Social da Compesa: é possível perder o benefício?
A família pode deixar o programa quando não cumpre mais os requisitos de elegibilidade. A regulamentação prevê período de três meses em determinadas hipóteses de desenquadramento e exige informação sobre a retirada futura.
Fraude, declaração falsa, ligação clandestina e outras irregularidades previstas na norma podem provocar exclusão. A prestadora precisa seguir o procedimento de comunicação definido para esses casos.
Manter os dados familiares atualizados reduz o risco de falhas na identificação automática. Mudanças de renda, composição familiar ou endereço precisam constar nos cadastros oficiais.
Como falar com a companhia
A companhia mantém atendimento pela Agência Virtual, aplicativo Compesa Mobile, telefone, WhatsApp e lojas presenciais. O número da Central de Atendimento é 0800 081 0195, com funcionamento informado durante 24 horas.
O WhatsApp oficial divulgado é (81) 99488-5227. O consumidor pode usar esses canais para buscar orientação quando o desconto não aparecer.
A página oficial do benefício não detalha um menu único para o requerimento excepcional. A regulamentação da Arpe garante que o pedido possa ocorrer por canal físico ou virtual.
A companhia mantém atendimento pela Agência Virtual, aplicativo, telefone, WhatsApp e lojas presenciais. O Portal Nova Pauta também reúne o contato da Compesa no Guia de Telefones Úteis de Pernambuco.
A modalidade está valendo em 2026?
O benefício segue em vigor em 2026 com os valores informados pela companhia. A checagem do Portal Nova Pauta até 13 de agosto não encontrou mudança que substitua os R$ 27,50 para água.
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico mantém uma lista nacional sobre a implementação da política. Na atualização de julho de 2026, o conjunto Arpe/Compesa aparece com a etapa classificada como concluída.
O registro confirma a continuidade do programa em Pernambuco neste ano e documenta sua implantação no acompanhamento nacional.
Tarifa Social da Compesa: perguntas frequentes
Quem tem direito à tarifa social da Compesa?
Famílias que atendem aos critérios de renda, CadÚnico, BPC ou enquadramento habitacional previstos na regulamentação podem receber o benefício. A renda por pessoa tem limite de meio salário mínimo nas hipóteses correspondentes.
Como faço para me cadastrar?
A inclusão ocorre automaticamente quando as bases oficiais identificam a família. Quem cumpre os requisitos e ficou fora pode requerer o enquadramento pelos canais físicos ou virtuais da companhia.
Tem desconto social na conta de água?
Sim. O benefício reduz o valor cobrado pelo abastecimento residencial de famílias elegíveis e possui regras próprias de consumo.
Qual é o valor do benefício?
A cobrança reduzida custa R$ 27,50 para água até 15 m³. Nos locais com esgotamento sanitário cobrado, o valor informado chega a R$ 55.
Quem está devendo pode receber?
Sim. A existência de débito não pode impedir o enquadramento quando a família cumpre os requisitos previstos.
Quem mora de aluguel pode ter o benefício?
Sim. O morador precisa atender às regras da modalidade e manter a titularidade da conta compatível com as exigências da prestadora.
A consulta periódica da fatura e dos cadastros ajuda a identificar falhas antes que elas se prolonguem. Para famílias de baixa renda, uma cobrança menor de água pode liberar parte do orçamento para outras despesas essenciais.
Quem acredita cumprir os critérios e não encontra o desconto deve reunir os documentos corretos e procurar a companhia. A norma estadual garante um caminho para solicitar o enquadramento mesmo quando a inclusão automática não acontece.
Para muitas famílias, a conta de água representa uma despesa fixa que pesa todos os meses no orçamento. Conhecer os critérios da Tarifa Social, manter os cadastros atualizados e acompanhar a fatura, pode evitar cobranças acima do devido. Quando o benefício não aparece, a regulamentação garante caminhos para solicitar o enquadramento e buscar a correção da cobrança. Informação clara, nesse caso, também funciona como ferramenta de acesso a um direito.
Uma nova obra em Dois Unidos, na Zona Norte do Recife, receberá cerca de R$ 7,3 milhões para contenção e drenagem de encosta. A intervenção ocorre na Rua Pedro Elias de Lima, no Córrego Tancredo Neves. A Prefeitura prevê concluir os serviços em 2027.
O prefeito Victor Marques assinou a ordem de serviço em 3 de agosto. No dia seguinte, a gestão municipal informou que as equipes já executavam a limpeza da área. A Autarquia de Urbanização do Recife (URB) conduz o projeto.
A Prefeitura estima que a intervenção deve alcançar quase 400 moradores da área. O projeto também inclui uma área de lazer com quadra e espaço destinado às crianças.
Durante o lançamento, Victor Marques relacionou a obra à proteção dos moradores durante os períodos de chuva.
“Esta é mais uma obra em parceria com o Governo Federal, que vai proteger cerca de 400 pessoas de forma indireta através da contenção de encosta aqui em Dois Unidos. A obra já está em andamento, com os serviços de limpeza, e, além da encosta, nós também vamos fazer uma área de lazer para as crianças, com quadra e um espaço para elas brincarem. A gente sabe como o Recife sofre no período de chuva e com esse tipo de intervenção a gente consegue devolver dignidade e segurança para as famílias que moram aqui. O Recife já investiu quase R$ 200 milhões em obras de proteção de encosta para que nos próximos invernos a noite de sono desses moradores seja muito mais tranquila”, informou o prefeito Victor Marques.
Projeto prevê drenagem e estabilização do terreno
A intervenção reúne diferentes técnicas de engenharia para estabilizar o terreno e controlar a água que chega à encosta.
O projeto prevê mais de 12,5 mil metros de solo grampeado e 4.224 m² de concreto projetado. Também inclui 646,51 m² de tela argamassada reforçada com aço.
As equipes instalarão 1.332 metros de drenos horizontais profundos. O sistema contará ainda com 376 metros de canaletas de drenagem e dissipadores em concreto armado.
O projeto inclui 4.144,13 m² de biomanta vegetal, além de piso de concreto e 68 metros de corrimão. A biomanta auxilia no controle da erosão e na recuperação de áreas degradadas.
O presidente da URB, Luís Henrique Lira, afirmou que a intervenção possui diferentes estruturas de proteção. Ele também apontou cerca de 70 famílias como beneficiárias diretas.
“Aqui é uma obra interessante e complexa porque tem o muro de arrimo, os grampos e também a tela, protegendo cerca de 70 famílias diretamente, tanto na Rua da Liberdade como na Pedro Elias, que passa na crista. Com esta obra o Recife chega a 24 obras de proteção de encosta e mais 157 já entregues. Nesse período, saindo da quadra chuvosa de junho e julho é mais do que importante começar essas obras, para que as pessoas possam dormir com tranquilidade, chegar em casa e sair para trabalhar sabendo que estão morando de forma segura”, contou.
Apuração do Portal detalha financiamento e licitação
A apuração documental do Portal Nova Pauta encontrou informações que ampliam o anúncio da Prefeitura.
Os documentos mostram que o Município contratou uma operação de financiamento com a Caixa. A União oferece garantia à operação, que utiliza recursos vinculados ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
A documentação relaciona o projeto à proposta federal nº 56000001076/2023 e à operação nº 0635101-70/2024. A Portaria MCID nº 451, de maio de 2024, incluiu propostas do Recife no Novo PAC para prevenção a desastres.
A Lei Municipal nº 19.328/2024 autorizou financiamento de até R$ 11,64 milhões para o Lote 17. O lote reúne intervenções na Rua Pedro Elias de Lima e na Rua Mameluco.
O Portal também localizou a licitação do Novo Lote 17. A URB homologou a concorrência em janeiro de 2026 pelo valor de R$ 10,17 milhões. A Jatobeton Engenharia Ltda. venceu o processo.
O anúncio atual atribui cerca de R$ 7,3 milhões à intervenção na Pedro Elias. A documentação disponível não separa quanto dos R$ 10,17 milhões cabe individualmente a cada área do lote.
Os valores pertencem a etapas e referências administrativas distintas. Por isso, não devem ser interpretados como números referentes exatamente ao mesmo objeto.
Obra em Dois Unidos: morador relata deslizamento que atingiu oito casas
O impacto das chuvas também aparece no relato de quem vive na comunidade.
Temistocles Júnior mora há 28 anos na Rua da Liberdade. Em declaração divulgada pela Prefeitura, ele contou que a área já sofreu com movimentação de terra.
“Aqui a encosta cedeu, descendo um grande volume de barro, que atingiu oito casas. Nós ficamos aguardando que a Prefeitura viesse para realizar o novo trabalho de encosta e eu acredito que agora vai sair, porque está havendo um mutirão de obras no Recife. Vamos ter mais sossego para poder dormir em paz durante à noite”, concluiu.
O material oficial não informa quando ocorreu o episódio citado pelo morador nem identifica os oito imóveis atingidos.
Documentos mostram histórico de risco na região
A apuração do Portal encontrou registros públicos anteriores que ajudam a dimensionar a vulnerabilidade da região.
Um decreto municipal de 2008 incluiu uma família do Córrego Tancredo Neves entre situações de risco muito alto, classificado como R4. O documento comprova a existência de risco na comunidade naquele período.
O registro não permite afirmar que o imóvel esteja dentro da poligonal exata da intervenção atual.
Em 2011, a antiga Coordenadoria de Defesa Civil do Recife registrou atendimento na Rua Pedro Elias de Lima. O serviço envolveu árvores localizadas na extremidade de uma barreira.
Documentos municipais de 2012 também registram instalação de lonas plásticas e retirada de árvores de alto risco no Alto do Rosário. Na época, a Prefeitura citou aproximadamente 50 imóveis com índice 4 de risco na localidade.
A documentação técnica de 2024 apontou outros fatores para o Lote 17. Entre eles aparecem ausência de vegetação, lançamento de efluentes nas encostas, risco de ruptura, erosões e geometria desfavorável.
O documento também registra moradias próximas à crista da encosta.
Esses registros demonstram um histórico de vulnerabilidade na região. Eles não comprovam que todas as ocorrências atingiram exatamente o trecho contemplado pela obra atual.
Obra em Dois Unidos: Recife mantém 24 obras de contenção em andamento
O balanço divulgado pela Prefeitura registra 157 obras de contenção concluídas nos últimos cinco anos. O Município informa investimento de R$ 279,2 milhões nesse conjunto.
Outras 24 intervenções estão em andamento e somam cerca de R$ 180,4 milhões. A gestão municipal afirma que mais de 60 mil pessoas estão protegidas pelas ações.
Dois Unidos concentra outras intervenções recentes ou em execução. A lista inclui Chagas Ferreira, Reverendo Victor Pester, Célio de Carli, Engenheiro Balduíno e Rua 21 de Junho.
A Prefeitura também anunciou João Cavalcanti Petribu e Vertentes do Lério como próximas áreas a receber obras.
A intervenção na Pedro Elias integra a Ação Inverno 2026. O programa municipal prevê R$ 381,8 milhões neste ano para medidas relacionadas aos impactos dos fenômenos climáticos.
O orçamento global inclui outras frentes, como limpeza de canais, micro e macrodrenagem e obras contra pontos históricos de alagamento. Portanto, os R$ 381,8 milhões não correspondem exclusivamente às contenções de encostas.
A obra em Dois Unidos amplia as ações de proteção numa região com registros históricos de vulnerabilidade e investimentos recentes em infraestrutura.
A saúde em Paulista ganhou dois novos recursos para ampliar a assistência fora das unidades fixas. A Prefeitura apresentou, nesta quarta-feira (22/07), uma ambulância do Programa Colo de Mãe e uma Unidade Odontológica Móvel do Brasil Sorridente.
Os governos estadual e federal disponibilizaram os veículos por meio de parcerias com o município. A ambulância atenderá gestantes, puérperas e crianças de até dois anos cadastradas no programa. O consultório móvel levará procedimentos odontológicos a comunidades com maior dificuldade de acesso aos serviços.
A medida amplia duas frentes da rede municipal. Uma delas envolve o transporte de pacientes durante a gestação, o parto e o período pós-parto. A outra busca aproximar a assistência odontológica de moradores que enfrentam barreiras para chegar às unidades básicas.
Ambulância atenderá famílias cadastradas no Colo de Mãe
A ambulância reforçará a assistência materno-infantil nos deslocamentos entre unidades de saúde e serviços de referência. O atendimento será destinado às famílias cadastradas no Programa Colo de Mãe.
A secretária municipal de Saúde, Sônia de Arruda, informou que a Prefeitura já iniciou o cadastramento das gestantes. As equipes identificarão as mulheres que poderão utilizar o transporte. Crianças de até dois anos inscritas no programa também terão acesso ao serviço.
“O Programa Colo de Mãe é uma iniciativa do Governo do Estado e essa ambulância foi entregue pela governadora Raquel Lyra. Nós fizemos a adesão e já estamos cadastrando as gestantes dentro do município. A partir desse cadastramento, vamos identificar as gestantes que terão direito ao transporte, assim como as crianças de até dois anos cadastradas no programa. Quando houver necessidade, a gestante poderá solicitar o serviço por meio do telefone que será divulgado nas unidades de saúde e nas redes sociais. A ambulância ficará com base na Secretaria de Saúde, mas também fará visitas aos postos e estará disponível para atender as gestantes e as crianças cadastradas no programa”, afirmou.
A Secretaria Municipal de Saúde manterá o veículo em sua sede. A ambulância também visitará os postos e atenderá as solicitações das famílias cadastradas quando houver necessidade de deslocamento.
A Prefeitura divulgará o telefone para solicitar o transporte nas unidades de saúde e nas redes sociais oficiais. O comunicado não apresenta o número de contato nem detalha os critérios usados para definir quem terá direito ao serviço.
A ausência dessas informações exige atenção das famílias interessadas. Gestantes e responsáveis devem acompanhar os canais municipais ou procurar a unidade de referência para confirmar o cadastramento e as condições de atendimento.
Veículo possui estrutura para transporte assistencial
A ambulância conta com maca retrátil, cadeira de rodas, oxigênio medicinal, aspirador de secreções e suporte para soro. A estrutura também possui equipamentos de monitorização básica e sistema de climatização.
Os equipamentos devem oferecer mais segurança e conforto durante os deslocamentos. O serviço poderá ajudar pacientes que precisam sair das unidades municipais para consultas, exames ou atendimentos em locais de referência.
O comunicado oficial não informa os horários de funcionamento, o prazo necessário para solicitar o transporte nem a área de cobertura. A divulgação desses detalhes será importante para organizar o acesso e evitar deslocamentos sem confirmação.
Saúde em Paulista: odontomóvel levará atendimento aos bairros
A Unidade Odontológica Móvel integra o Programa Brasil Sorridente, do Governo Federal. A estrutura foi incorporada à rede municipal para ampliar a oferta de serviços de saúde bucal.
A Secretaria de Saúde poderá deslocar o consultório para comunidades com menor acesso ao atendimento odontológico. Cada ação ficará vinculada a uma Unidade Básica de Saúde e seguirá um cronograma definido pelo município.
O superintendente de Saúde Bucal do Paulista, Pedro Petribu, explicou que a unidade possui autonomia para funcionar em diferentes locais. O veículo conta com gerador de energia, armazenamento de água e sistema próprio de esgotamento.
“É uma unidade totalmente independente. Ela não depende da infraestrutura de energia, abastecimento de água ou rede de esgoto do local onde estiver instalada. É uma estrutura completa, com gerador próprio, armazenamento de água e sistema de esgotamento próprio. É uma unidade que chega aonde for preciso e será deslocada, principalmente, para locais de difícil acesso e comunidades mais carentes, que não têm acesso direto às unidades básicas de saúde. É importante levar esse tipo de serviço para essas populações”, informou.
Essa estrutura permite levar o serviço a áreas sem redes adequadas de água, energia ou esgoto. A proposta prioriza comunidades carentes e regiões com dificuldade de acesso direto às unidades básicas.
Consultório móvel oferecerá diferentes procedimentos
O odontomóvel possui cadeira odontológica, aparelho de raio X, autoclave para esterilização de instrumentos e compressor de ar. A estrutura inclui fotopolimerizador, abastecimento próprio de água, gerador e climatização.
As equipes poderão realizar consultas, limpeza, aplicação de flúor, restaurações e extrações simples. A unidade também oferecerá exames radiográficos, atendimentos de urgência e ações de educação em saúde bucal.
A Prefeitura informou que os atendimentos já começaram. A programação terá caráter itinerante, com divulgação semanal dos locais e das datas nos canais oficiais do município e da Secretaria de Saúde.
A publicação não informa a quantidade de pacientes atendidos por dia, a forma de agendamento ou os documentos necessários. O primeiro calendário completo das visitas também não foi apresentado.
Moradores interessados devem acompanhar as redes oficiais e procurar a unidade básica mais próxima. A consulta antecipada pode evitar viagens sem garantia de atendimento.
Continuidade definirá alcance dos serviços
O prefeito Severino Ramos afirmou que os veículos devem aproximar os serviços públicos das pessoas que mais precisam. A ambulância reforçará o acolhimento de gestantes e crianças. O odontomóvel atenderá comunidades que enfrentam dificuldades para acessar a assistência odontológica.
“Estamos fortalecendo a nossa rede de saúde com estruturas que vão chegar mais perto de quem precisa. A ambulância do Programa Colo de Mãe vai ampliar a segurança e o acolhimento para as gestantes e as crianças, enquanto a Unidade Odontológica Móvel vai ampliar o acesso ao atendimento em comunidades que muitas vezes enfrentam dificuldades de acesso aos serviços. É uma ação que reforça o nosso compromisso de cuidar das pessoas e ampliar a qualidade da saúde oferecida no município”, concluiu.
A incorporação das duas estruturas amplia a capacidade operacional da rede municipal. O impacto dependerá da regularidade dos atendimentos, da clareza dos critérios e da divulgação antecipada dos cronogramas.
A Prefeitura poderá fortalecer a transparência com relatórios periódicos sobre os serviços. Informações como número de gestantes transportadas, bairros visitados, consultas realizadas e tempo de espera ajudariam a população a acompanhar os resultados.
Esses indicadores também permitiriam avaliar se os veículos alcançam as áreas com maior demanda e reduzem as barreiras de acesso à saúde no Paulista.
Paulista apresenta nova Unidade Odontológica Móvel – Foto: Juan Marvin / Fabiano Alves
Odontomóvel reforça a saúde bucal no Paulista – Foto: Juan Marvin / Fabiano Alves
Unidade móvel oferece atendimento odontológico no Paulista – Foto: Juan Marvin / Fabiano Alves
Odontomóvel conta com equipamentos para atendimento nos bairros – Foto: Juan Marvin / Fabiano Alves