Green Card de Eduardo Bolsonaro garante residência permanente nos EUA

Green Card de Eduardo Bolsonaro divulgado após concessão de residência permanente nos Estados Unidos

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O Green Card de Eduardo Bolsonaro foi concedido neste mês de julho pelas autoridades migratórias dos Estados Unidos. O documento garante ao ex-deputado federal o status de residente permanente e permite que ele continue morando e trabalhando legalmente no país. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (20/07) pela Folha de S.Paulo e confirmada por outros veículos.

Ouça o resumo da matéria e entenda os principais pontos em poucos minutos

Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Naquele período, ele anunciou que permaneceria no exterior e pediria licença do mandato de deputado federal. O político alegou que sofria perseguição judicial no Brasil, afirmação que representa sua versão sobre os processos dos quais se tornou alvo.

O Green Card não transforma o beneficiário em cidadão norte-americano. A residência permanente autoriza o beneficiário a morar e exercer atividades profissionais legais nos Estados Unidos. O titular deve cumprir as normas migratórias do país. Residentes permanentes também não podem votar nas eleições federais norte-americanas.

Processo migratório começou há cerca de um ano

O jornalista Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, afirmou que o processo migratório começou há cerca de um ano. A aprovação ocorreu após a apresentação e a análise dos documentos exigidos pelas autoridades dos Estados Unidos.

Figueiredo declarou ao SBT News que Eduardo recebeu a residência permanente pela categoria EB-1A. Essa classificação migratória atende estrangeiros que comprovem habilidade extraordinária e reconhecimento profissional em determinada área. A informação sobre a categoria foi apresentada pelo jornalista, pois os detalhes do processo individual não foram divulgados publicamente pela autoridade migratória.

Nas redes sociais, Figueiredo parabenizou Eduardo e agradeceu ao presidente Donald Trump e a integrantes da administração norte-americana. O aliado também afirmou que o ex-deputado estaria protegido nos Estados Unidos.

Eduardo comentou a concessão em declaração à coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.

“Só tenho a agradecer ao governo Trump pela consideração. Segui o processo, atendi os critérios e agora chegou o resultado.”

O ex-deputado voltou a dizer que deixou o Brasil por causa de uma suposta perseguição. Ele também afirmou que se sente seguro em território norte-americano. As declarações expressam a avaliação política de Eduardo sobre sua situação e não alteram o conteúdo das decisões judiciais brasileiras.

Green Card de Eduardo: condenação imposta pelo STF continua válida

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou Eduardo Bolsonaro, em junho de 2026, a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. O colegiado definiu o regime inicial semiaberto.

Os ministros concluíram que o ex-deputado atuou para intimidar o tribunal e interferir no julgamento da ação penal relacionada à tentativa de golpe de Estado. A acusação envolveu declarações públicas, publicações nas redes sociais e articulações por sanções dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.

O STF também aplicou 50 dias-multa, com cada dia equivalente a dois salários mínimos. A condenação gerou inelegibilidade desde a data da decisão até oito anos após o cumprimento da pena. O tribunal ainda declarou a perda do cargo público de escrivão da Polícia Federal.

O processo que motivou a atuação atribuída a Eduardo terminou com a condenação de Jair Bolsonaro. O ex-presidente recebeu pena de 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado.

A obtenção do Green Card não anula nem modifica, por si só, a condenação imposta pela Justiça brasileira. O documento trata da condição migratória de Eduardo nos Estados Unidos. Qualquer medida de cooperação jurídica entre os dois países dependerá de procedimentos próprios e de decisões das autoridades competentes.

Entenda como foi a condenação de Eduardo Bolsonaro

Eduardo perdeu mandato por faltas

Eduardo Bolsonaro perdeu o mandato de deputado federal em dezembro de 2025. A Mesa Diretora da Câmara tomou a decisão porque ele deixou de comparecer a pelo menos um terço das sessões deliberativas realizadas naquele ano.

A medida não decorreu de uma votação política por quebra de decoro. A Câmara declarou a perda do mandato com base no artigo 55 da Constituição Federal, que estabelece o limite de ausências permitido aos parlamentares.

Antes disso, Eduardo havia solicitado uma licença de 120 dias. O período terminou em julho de 2025, mas ele permaneceu nos Estados Unidos e continuou ausente das atividades presenciais da Câmara.

Concessão ocorre durante tensão entre os dois países

A divulgação do Green Card de Eduardo ocorre durante um período de tensão diplomática e comercial entre Brasil e Estados Unidos. O governo Trump anunciou tarifas de 25% sobre parte dos produtos brasileiros, com impacto em setores como móveis, máquinas, calçados, açúcar e etanol. As novas taxas têm entrada em vigor prevista para 22 de julho.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, responsabilizou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva pelo fracasso das negociações comerciais. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou as declarações como ofensivas e rejeitou as acusações.

Embora a concessão do documento e a disputa comercial tenham sido divulgadas no mesmo período, não há informação pública que estabeleça uma ligação direta entre os dois acontecimentos.

Com a residência permanente, Eduardo Bolsonaro passa a ter maior estabilidade migratória para continuar nos Estados Unidos. O novo documento não encerra os efeitos políticos e judiciais dos processos que ele enfrenta no Brasil.

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