O Esgoto em Pernambuco atende 29,4% da população, índice que coloca o estado abaixo da média brasileira de 62,3%. O levantamento do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) mostra uma diferença de 32,9 pontos percentuais entre os dois resultados.
O diagnóstico utiliza dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), publicados em dezembro de 2025. A cobertura de água tratada chega a 71,6% no estado, diante de uma média brasileira de 84,1%. Pernambuco ocupa a 21ª posição entre as unidades da federação avaliadas pelo estudo.
Os números apontam um desafio relevante diante das metas previstas no Marco Legal do Saneamento. A legislação estabelece atendimento de 99% da população com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto até 31 de dezembro de 2033.
Pernambuco precisa avançar 60,6 pontos até 2033
A cobertura atual de esgotamento deixa Pernambuco a 60,6 pontos percentuais da meta de 90%. O avanço necessário supera duas vezes o índice registrado hoje pelo levantamento do TCE-PE.
Na água tratada, a distância para o objetivo legal chega a 27,4 pontos. O indicador estadual de 71,6% permanece 12,5 pontos abaixo da média nacional.
Os percentuais de saneamento podem variar conforme a base utilizada. O Censo 2022 do IBGE mede formas de esgotamento existentes nos domicílios, enquanto o SINISA trabalha com indicadores dos serviços prestados. Essa diferença metodológica impede uma comparação direta entre todos os números disponíveis.
Dados do Censo 2022 mostram que 52% da população pernambucana estava em domicílios ligados à rede geral, rede pluvial ou fossa conectada à rede. Outros 35% utilizavam fossa séptica sem ligação à rede. O restante estava distribuído entre formas consideradas mais precárias de destinação.
Infográfico do Portal Nova Pauta reúne indicadores de água, esgoto, perdas na distribuição e metas de saneamento em Pernambuco – Arte: Portal Nova Pauta | Dados: TCE-PE/SINISA
Municípios apresentam diferenças amplas na cobertura
Cortês lidera a cobertura de água tratada no levantamento, com 96,1%. Cupira registra 94,7%, Caruaru chega a 93,7%, Garanhuns marca 92% e Surubim aparece com 90,5%.
Na parte inferior do ranking, Santa Cruz da Baixa Verde tem 1,4%. Paranatama registra 9,6%, Jupi 12,6%, Carnaubeira da Penha 17% e Jataúba 24,1%. A distância entre o primeiro e o último município chega a 94,7 pontos percentuais.
O esgotamento sanitário apresenta outro contraste expressivo. Toritama registra 100%, seguida por Pesqueira, com 91,5%. Cupira alcança 87,1%, Panelas soma 85,3% e Bom Jardim aparece com 84%.
Petrolândia registra 0,7% na extremidade oposta. Camaragibe tem 1%, São João chega a 1,2%, Arcoverde marca 4,1% e Igarassu fica em 4,3%.
O Censo 2022 oferece outro retrato para o Recife. Na capital, 66,3% dos moradores estavam em domicílios com esgotamento por rede geral, rede pluvial e fossa ligada à rede. Outros 158.611 habitantes utilizavam fossa séptica sem ligação à rede. Os números reforçam a importância de observar a metodologia antes de comparar indicadores.
Esgoto em Pernambuco: estado perde 434 litros a cada mil distribuídos
As perdas na distribuição representam outro ponto crítico. O TCE-PE registra índice de 43,4% da água tratada sem chegada efetiva às torneiras. A média brasileira fica em 39,53%.
O levantamento anterior havia marcado 41,8%. O indicador atual representa crescimento de 1,6 ponto percentual.
A dimensão fica mais clara quando convertida em volume: a cada mil litros distribuídos, 434 litros não chegam aos consumidores. Entre as causas apontadas pelo Tribunal estão vazamentos em tubulações antigas, rachaduras em reservatórios, problemas de pressão, ligações clandestinas, furtos e falhas de medição.
Salgadinho lidera o ranking de perdas, com 86,1%. Água Preta registra 81,9%, Camaragibe 71,9%, João Alfredo 68,1% e Cabo de Santo Agostinho 66,7%.
Camaragibe aparece em dois indicadores desfavoráveis: cobertura de esgoto de 1% e perda de água de 71,9%. O cruzamento evidencia um dos cenários mais delicados apresentados pelo levantamento estadual.
Concessão prevê R$ 19,1 bilhões em investimentos
Pernambuco iniciou uma nova etapa na organização dos serviços de saneamento após o leilão realizado na B3, em dezembro de 2025. O modelo prevê investimentos de aproximadamente R$ 19,1 bilhões e atendimento estimado de cerca de 8 milhões de pessoas.
O bloco RMR-Pajeú ficou com o Consórcio Pernambuco Saneamento, formado pela BRK e pela Acciona. O grupo deverá investir cerca de R$ 15,4 bilhões e atender aproximadamente 7,1milhões de pessoas. A outorga alcançou R$ 3,5 bilhões.
O bloco do Sertão ficou com uma holding ligada ao Pátria Investimentos. O contrato prevê aproximadamente R$ 2,9 bilhões em investimentos para uma população estimada em 879 mil pessoas. A outorga chegou a R$ 720 milhões.
Os contratos têm prazo de 35 anos. A meta central permanece vinculada à universalização até 2033, com 99% de atendimento de água e 90% de coleta e tratamento de esgoto. O BNDES projeta redução das perdas de água dentro desse processo.
O levantamento do TCE-PE cria uma referência para acompanhar esse avanço. Os próximos anos permitirão medir se os investimentos conseguem ampliar a cobertura, reduzir as perdas e diminuir as diferenças entre municípios. A evolução desses indicadores terá impacto direto na saúde pública, na infraestrutura urbana e na segurança hídrica de Pernambuco.
A Tarifa Social da Compesa reduz a conta de água de famílias de baixa renda que atendem aos critérios definidos para Pernambuco. O benefício custa R$ 27,50 por mês para abastecimento de água e contempla consumo de até 15 metros cúbicos. Nas áreas com cobrança de esgotamento sanitário, o valor informado pela companhia chega a R$ 55.
A modalidade recebe oficialmente o nome de Tarifa Social Pernambucana. A prestadora identifica grande parte dos beneficiários por meio de bases oficiais, sem exigir pedido prévio. Famílias elegíveis não incluídas automaticamente podem requerer o cadastramento pelos canais físicos e virtuais de atendimento.
A regra exige atenção aos dados do Cadastro Único e do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Informações desatualizadas podem impedir que o sistema reconheça uma família que reúne as condições necessárias. O consumidor pode consultar o status da unidade na página oficial criada para o benefício.
Quem tem direito ao benefício?
A cobrança reduzida atende usuários residenciais com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo, dentro dos critérios previstos pela regulamentação estadual. O grupo precisa estar inscrito no Cadastro Único nas hipóteses ligadas à renda.
O salário mínimo nacional está em R$ 1.621 em 2026. A referência de meio salário mínimo corresponde a R$ 810,50 por pessoa neste ano. O valor acompanha as mudanças do salário mínimo nacional.
A regulamentação pernambucana contempla famílias com pessoa com deficiência e famílias com idoso a partir de 65 anos que receba o BPC. Valores do BPC e do Bolsa Família não entram no cálculo da renda per capita usado pela regra estadual.
Moradores de imóveis enquadrados como Habitacional Popular, Faixa 1, aparecem entre as hipóteses previstas pela norma. O enquadramento exige comprovação baseada nas regras do programa habitacional e da unidade consumidora.
O Cadastro Único também é usado como critério em outros programas sociais, como o Gás do Povo, que atende famílias de baixa renda inscritas na base federal.
Quanto custa e o que acontece acima de 15 m³?
A companhia informa cobrança de R$ 27,50 para abastecimento de água dentro da faixa beneficiada. O valor chega a R$ 55 nos locais onde existe cobrança pelo serviço de esgotamento sanitário.
A estrutura contempla consumo mensal de até 15 metros cúbicos. Na tabela vigente, não há cobrança adicional entre 10,001 e 15 m³ para essa categoria.
Ultrapassar 15 m³ não cancela automaticamente o benefício. O consumo excedente passa a seguir as faixas tarifárias aplicáveis ao volume acima do limite previsto.
Os 15 m³ não representam água gratuita. A política estabelece preço reduzido para a faixa de consumo definida pela regulamentação.
Hidrômetros registram o consumo usado no cálculo da conta – Imagem: Pexels
Tarifa Social da Compesa: a inclusão é automática?
A Compesa usa informações do CadÚnico e do BPC para localizar famílias elegíveis e efetivar a inclusão automática. O usuário não precisa comparecer a uma loja quando o sistema identifica corretamente a unidade e o responsável familiar.
A empresa disponibiliza uma consulta online para verificar o enquadramento. O serviço pede dados da unidade, como a matrícula do imóvel, e informa o status cadastral encontrado.
Uma resposta negativa não encerra a possibilidade de acesso. A Resolução Arpe nº 292/2025 permite que o usuário elegível não identificado automaticamente apresente requerimento à prestadora.
O pedido pode ser feito pelos canais físicos e virtuais de atendimento. Essa previsão atende quem mantém os dados corretos, cumpre os critérios e ainda não aparece entre os beneficiários.
Quais documentos podem ser exigidos?
A documentação depende do tipo de enquadramento. Nos casos ligados ao CadÚnico e ao BPC, a norma exige identificação oficial do responsável familiar e comprovantes específicos.
Para o CadÚnico, o usuário pode apresentar o comprovante de cadastramento. Para comprovar o BPC, a regulamentação aceita qualquer um destes documentos: cartão de beneficiário, extrato de pagamento e declaração do órgão previdenciário responsável.
O critério habitacional exige comprovação relacionada ao imóvel e ao programa correspondente. A norma admite documentos validados pelo órgão gestor, contratos registrados ou documentos públicos e cartoriais compatíveis.
O consumidor deve evitar listas antigas disponíveis na internet. A companhia mantém páginas com regras de uma modalidade anterior, hoje chamada Tarifa de Vulneráveis.
O que fazer se o desconto não aparecer na conta?
O primeiro passo é conferir se os dados familiares continuam corretos. Informações do CadÚnico devem ser atualizadas no posto municipal responsável, como o CRAS ou uma unidade do Cadastro Único.
Problemas ligados a benefício administrado pelo INSS exigem regularização pelos canais previdenciários. O Meu INSS permite atualizar dados cadastrais vinculados ao benefício.
A família que atende aos requisitos e continua fora do programa pode formalizar o pedido diretamente à companhia. A resolução estadual fixa prazo para análise e efetivação.
A empresa tem até 60 dias corridos, contados da solicitação, para fazer o enquadramento quando os critérios estiverem comprovados. A norma admite prorrogação por mais 30 dias, com justificativa apresentada ao usuário.
A concessão deve produzir efeitos a partir da data do pedido. A diferença entre a cobrança residencial feita e o valor reduzido devido precisa ser compensada nas contas seguintes.
A Resolução Arpe nº 292/2025 prevê restituição em dobro quando a prestadora ultrapassa o prazo regulamentar e mantém cobrança residencial considerada indevida. A regra vale para a hipótese definida pela norma, não para qualquer divergência na fatura.
Quem tem conta atrasada ou mora de aluguel pode receber?
Dívidas anteriores com a prestadora não impedem, por si mesmas, o enquadramento. A norma não permite condicionar a inclusão ao pagamento das faturas em atraso.
Moradores de imóveis alugados podem receber o benefício quando cumprem os requisitos. A companhia orienta que a conta esteja em nome da pessoa beneficiária responsável pela unidade.
A modalidade se destina a uso residencial e limita o benefício a uma residência por grupo familiar. Unidades comerciais não entram nessa categoria.
Benefício atual e Tarifa de Vulneráveis são diferentes
A modalidade atual não deve ser confundida com a antiga cobrança reduzida oferecida pela companhia. O modelo anterior passou a ser chamado Tarifa de Vulneráveis e continua com regras próprias.
A Tarifa de Vulneráveis possui valor-base diferente e critérios específicos. Beneficiários antigos não são transferidos automaticamente para a nova categoria apenas porque estavam no modelo anterior.
A distinção explica por que algumas páginas antigas da companhia apresentam requisitos diferentes. O consumidor precisa conferir qual modalidade aparece na orientação consultada.
Tarifa Social da Compesa: é possível perder o benefício?
A família pode deixar o programa quando não cumpre mais os requisitos de elegibilidade. A regulamentação prevê período de três meses em determinadas hipóteses de desenquadramento e exige informação sobre a retirada futura.
Fraude, declaração falsa, ligação clandestina e outras irregularidades previstas na norma podem provocar exclusão. A prestadora precisa seguir o procedimento de comunicação definido para esses casos.
Manter os dados familiares atualizados reduz o risco de falhas na identificação automática. Mudanças de renda, composição familiar ou endereço precisam constar nos cadastros oficiais.
Como falar com a companhia
A companhia mantém atendimento pela Agência Virtual, aplicativo Compesa Mobile, telefone, WhatsApp e lojas presenciais. O número da Central de Atendimento é 0800 081 0195, com funcionamento informado durante 24 horas.
O WhatsApp oficial divulgado é (81) 99488-5227. O consumidor pode usar esses canais para buscar orientação quando o desconto não aparecer.
A página oficial do benefício não detalha um menu único para o requerimento excepcional. A regulamentação da Arpe garante que o pedido possa ocorrer por canal físico ou virtual.
A companhia mantém atendimento pela Agência Virtual, aplicativo, telefone, WhatsApp e lojas presenciais. O Portal Nova Pauta também reúne o contato da Compesa no Guia de Telefones Úteis de Pernambuco.
A modalidade está valendo em 2026?
O benefício segue em vigor em 2026 com os valores informados pela companhia. A checagem do Portal Nova Pauta até 13 de agosto não encontrou mudança que substitua os R$ 27,50 para água.
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico mantém uma lista nacional sobre a implementação da política. Na atualização de julho de 2026, o conjunto Arpe/Compesa aparece com a etapa classificada como concluída.
O registro confirma a continuidade do programa em Pernambuco neste ano e documenta sua implantação no acompanhamento nacional.
Tarifa Social da Compesa: perguntas frequentes
Quem tem direito à tarifa social da Compesa?
Famílias que atendem aos critérios de renda, CadÚnico, BPC ou enquadramento habitacional previstos na regulamentação podem receber o benefício. A renda por pessoa tem limite de meio salário mínimo nas hipóteses correspondentes.
Como faço para me cadastrar?
A inclusão ocorre automaticamente quando as bases oficiais identificam a família. Quem cumpre os requisitos e ficou fora pode requerer o enquadramento pelos canais físicos ou virtuais da companhia.
Tem desconto social na conta de água?
Sim. O benefício reduz o valor cobrado pelo abastecimento residencial de famílias elegíveis e possui regras próprias de consumo.
Qual é o valor do benefício?
A cobrança reduzida custa R$ 27,50 para água até 15 m³. Nos locais com esgotamento sanitário cobrado, o valor informado chega a R$ 55.
Quem está devendo pode receber?
Sim. A existência de débito não pode impedir o enquadramento quando a família cumpre os requisitos previstos.
Quem mora de aluguel pode ter o benefício?
Sim. O morador precisa atender às regras da modalidade e manter a titularidade da conta compatível com as exigências da prestadora.
A consulta periódica da fatura e dos cadastros ajuda a identificar falhas antes que elas se prolonguem. Para famílias de baixa renda, uma cobrança menor de água pode liberar parte do orçamento para outras despesas essenciais.
Quem acredita cumprir os critérios e não encontra o desconto deve reunir os documentos corretos e procurar a companhia. A norma estadual garante um caminho para solicitar o enquadramento mesmo quando a inclusão automática não acontece.
Para muitas famílias, a conta de água representa uma despesa fixa que pesa todos os meses no orçamento. Conhecer os critérios da Tarifa Social, manter os cadastros atualizados e acompanhar a fatura, pode evitar cobranças acima do devido. Quando o benefício não aparece, a regulamentação garante caminhos para solicitar o enquadramento e buscar a correção da cobrança. Informação clara, nesse caso, também funciona como ferramenta de acesso a um direito.
O Governo de Pernambuco autorizou, nesta quinta-feira (21/05), o ínicio das obras da Barragem Engenho Pereira, em Moreno, na Região Metropolitana do Recife.
A obra faz parte do programa Águas de Pernambuco e deve melhorar o abastecimento de água na região, além de ajudar na prevenção de enchentes que afetam moradores de Moreno e de Jaboatão dos Guararapes.
A gestão estadual vai construir a obra no Rio Jaboatão, com investimento previsto de R$ 140 milhões. Segundo o governo, o reservatório terá capacidade para armazenar 25,67 milhões de metros cúbicos de água, em uma área de 242 hectares. Além disso, a estrutura terá uso múltiplo, com função de contenção de cheias e reforço no abastecimento humano.
Em junho de 2026, a Compesa informou que a Barragem Engenho Pereira já estava em execução, com serviços de fundação do reservatório em andamento. Segundo a companhia, o empreendimento deve beneficiar cerca de 740 mil pessoas em Moreno e Jaboatão dos Guararapes.
O projeto prevê ainda a implantação de um sistema adutor, com investimento estimado em R$ 90 milhões. Na atualização divulgada pela Compesa, essa etapa permanecia em processo de licitação.
Obra é aguardada há anos na Região Metropolitana
Moradores de Moreno e Jaboatão dos Guararapes esperam pela Barragem Engenho Pereira há anos. Outras gestões já anunciaram o projeto, mas atrasos, entraves e paralisações impediram o avanço da obra.
Antes da retomada, o Governo de Pernambuco publicou decreto declarando de utilidade pública cerca de 501 hectares destinados à implantação da barragem, autorizando a Compesa a conduzir as desapropriações necessárias. Na autorização divulgada em maio, o Estado indicou previsão de conclusão até agosto de 2027. Em junho, a Compesa informou prazo de 20 meses para execução do empreendimento.
A expectativa é que a intervenção beneficie comunidades afetadas por alagamentos, enchentes e instabilidade no abastecimento. Portanto, A obra ganhou peso estratégico dentro do pacote hídrico anunciado pelo Estado.
A governadora Raquel Lyra afirmou que o pacote de investimentos marca uma mudança na infraestrutura hídrica do estado.
“Temos aqui um investimento que é divisor de águas na história de Pernambuco. Além das ordens de serviço de hoje, também já entregamos obras, entre Região Metropolitana e Fernando Noronha, de R$ 270 milhões. Estamos em andamento com R$ 1,3 bilhão para esgotamento sanitário e ampliação do acesso à água. Autorizamos hoje novas obras, como a Barragem Engenho Pereira e perfuração de novos poços. Esses recursos só são possíveis porque colocamos a questão da água e do esgotamento sanitário como prioridade no nosso governo. Deixamos o discurso fácil de lado, arrumamos a casa, enfrentamos desafios importantes, para que esses investimentos virassem realidade”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
Barragem deve ajudar no abastecimento e nas enchentes
A estrutura terá vazão projetada de até 750 litros por segundo para abastecimento humano. Com isso, o governo espera ampliar a segurança hídrica em áreas que dependem de sistemas pressionados pelo crescimento urbano e por períodos de estiagem.
Ao mesmo tempo, a barragem também terá papel estratégico no controle de cheias do Rio Jaboatão. Esse ponto preocupa moradores de áreas vulneráveis, principalmente durante períodos de chuva forte na Região Metropolitana.
A vice-governadora Priscila Krause afirmou que a obra terá continuidade garantida.
“Essa obra do Engenho Pereira já começou, e ela terá meio e fim, porque nesse governo só se começa algo com os recursos e a certeza de que tudo será entregue”, afirmou a vice-governadora Priscila Krause.
Barragem em Moreno: Pacote soma R$ 3 bilhões em obras hídricas
A autorização da Barragem Engenho Pereira faz parte de um pacote maior de investimentos em abastecimento de água e esgotamento sanitário na Região Metropolitana do Recife. Segundo o Governo de Pernambuco, as ações somam R$ 3 bilhões dentro do programa Águas de Pernambuco.
O pacote reúne entrega de obras, ordens de serviço e novos editais de licitação previstos para a RMR. A proposta é ampliar a oferta de água, melhorar a infraestrutura de esgotamento sanitário e reduzir gargalos históricos em municípios metropolitanos.
O secretário de Recursos Hídricos e Saneamento, Almir Cirilo, destacou a pressão social pela retomada da barragem.
“Não consigo contar quantas vezes recebemos comunidades, prefeitos e movimentos sociais pedindo pela Barragem Engenho Pereira. Nós dizíamos com sinceridade que o Governo estava em uma luta grande para levantar recursos. Essa luta continuou, o dinheiro não faltou e hoje chega o grande momento de deflagrar a construção dessa obra tão ansiada pela população de Moreno e de Jaboatão”, afirmou o titular da pasta.
Barragem em Moreno: Impacto direto para mais de uma cidade
Embora fique localizada em Moreno, a barragem terá impacto regional. A obra deve beneficiar também Jaboatão dos Guararapes, um dos municípios mais populosos de Pernambuco e com áreas historicamente atingidas por alagamentos.
A intervenção pode reduzir a pressão sobre sistemas de abastecimento já existentes. Na prática, a barragem deve ampliar a capacidade de armazenamento, reforçar o fornecimento e aumentar a proteção em períodos de chuva intensa.
O presidente da Compesa, Douglas Nóbrega, afirmou que as obras ampliam a capacidade operacional do sistema.
“Só na Região Metropolitana mais de 1,5 milhão de pessoas vão ser beneficiadas. São mais de 40 obras, R$ 3 bilhões de investimentos, tanto em água quanto esgotamento sanitário. Todas as obras são importantes para cada região, mas a Barragem Engenho Pereira é uma obra emblemática, porque estava paralisada há muito tempo e vai ajudar no abastecimento e na segurança hídrica”, explicou.
Serviço ao leitor
Situação atual:obra da Barragem Engenho Pereira em execução. Local:Rio Jaboatão, em Moreno. Investimento previsto:R$ 140 milhões. Capacidade do reservatório:cerca de 26 milhões de metros cúbicos. Cidades beneficiadas: Moreno e Jaboatão dos Guararapes. População estimada beneficiada:cerca de 740 mil pessoas. Previsão de conclusão:20 meses. Função da obra:reforçar o abastecimento de água e contribuir para o controle de cheias do Rio Jaboatão. Sistema adutor:investimento adicional de R$ 90 milhões, em fase de licitação na atualização de junho de 2026.
Obra entra no centro da segurança hídrica
A retomada da Barragem Engenho Pereira coloca Moreno e Jaboatão no centro do debate sobre segurança hídrica na Região Metropolitana. A obra não resolve sozinha todos os problemas de abastecimento e drenagem, mas representa uma intervenção estrutural em uma área marcada por cheias, crescimento urbano e demanda por água.
Por isso, moradores, prefeituras e órgãos estaduais devem acompanhar de perto o avanço da construção. O desafio, agora, será cumprir o cronograma, manter transparência sobre as etapas e garantir que o investimento gere resultado direto para a população.