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  • Afogados recebe Praça Cosme Viana renovada com lazer e área verde

    Afogados recebe Praça Cosme Viana renovada com lazer e área verde

    A Praça Cosme Viana, em Afogados, ganhou uma nova configuração voltada ao lazer, convivência e circulação dos moradores. A Prefeitura do Recife entregou neste sábado (26) a requalificação do espaço, localizado na Rua Cosme Viana, na Zona Oeste da capital. A gestão municipal informa investimento de R$ 642,2 mil na intervenção.

    A obra alcançou aproximadamente 2.060 metros quadrados e modificou diferentes pontos da área pública. O projeto incorporou brinquedos infantis, mobiliário urbano, paisagismo, nova iluminação, melhorias na drenagem e reorganização dos passeios. Os trabalhos começaram em julho e terminaram neste mês de setembro.

    Praça Cosme Viana ganha novos espaços de lazer

    As crianças passaram a contar com uma área destinada às brincadeiras, formada por equipamentos distribuídos sobre um trecho de areia. As imagens da entrega mostram estruturas para escalada, balanços, gangorras e brinquedos integrados ao novo desenho urbano.

    A intervenção amplia a oferta de lazer infantil em Afogados. Em abril, o Recife também ganhou um novo parquinho infantil do Parque da Jaqueira, destinado a crianças de 3 a 12 anos.

    A intervenção criou pontos de permanência com bancos e áreas de convivência. O paisagismo aproveitou árvores já existentes e acrescentou vegetação em diferentes trechos. A distribuição dos equipamentos mantém áreas abertas entre os setores destinados ao lazer e à circulação de pedestres.

    Os passeios receberam melhorias e os caminhos internos foram reorganizados. A mudança facilita o deslocamento entre a área infantil, os bancos e as calçadas que contornam o espaço. A obra contemplou a ampliação do passeio próximo às residências, medida voltada ao conforto de quem circula pelo entorno.

    Praça Cosme Viana com novos passeios e áreas de convivência em Afogados
    Praça Cosme Viana recebeu reorganização dos caminhos, mobiliário urbano e paisagismo

    Durante a entrega, o prefeito Victor Marques afirmou que o projeto considerou demandas apresentadas pelos moradores. Em um trecho da declaração, ele destacou a participação da comunidade na definição das melhorias.

    “Ouvimos os moradores que vivem aqui e buscamos fazer exatamente aquilo que as pessoas estão pedindo. Por isso, a população está tão satisfeita, principalmente as crianças, que agora têm um novo espaço público para utilizar e aproveitar.”

    A fala reforça a relação entre a requalificação e o uso cotidiano do equipamento. A área atende famílias, crianças, pedestres e moradores das ruas próximas, grupos diretamente afetados pelas condições de conservação e circulação.

    Praça Cosme Viana durante entrega da requalificação em Afogados
    Praça Cosme Viana foi entregue neste sábado após intervenção realizada pela Prefeitura do Recife

    Área permeável ocupa quase metade do espaço

    Um dos dados da intervenção está relacionado à capacidade de infiltração da água no terreno. Dos aproximadamente 2.060 metros quadrados, cerca de 995 metros quadrados possuem solo permeável, conforme números divulgados pela Prefeitura do Recife.

    A proporção representa aproximadamente 48% da área total. Superfícies permeáveis permitem que parte da água das chuvas penetre no terreno, reduzindo o volume direcionado imediatamente aos trechos pavimentados e às estruturas de drenagem.

    O desempenho desse tipo de superfície depende de fatores como condições do solo, intensidade das precipitações e manutenção do espaço. A presença de uma área permeável extensa amplia a função ambiental da intervenção sem retirar a utilização recreativa do equipamento.

    A nova configuração preserva árvores de grande porte e combina vegetação com os caminhos usados pelos frequentadores. As copas criam pontos de sombra em trechos destinados à permanência, característica relevante para um local frequentado por crianças e famílias ao longo do dia.

    O projeto incluiu instalações elétricas e serviços no sistema de drenagem. Esses trabalhos atendem necessidades de infraestrutura ligadas ao funcionamento diário, indo além da renovação dos brinquedos e do mobiliário urbano.

    A iluminação ganhou uma configuração completa, conforme informação apresentada pela Prefeitura durante a entrega. Os novos pontos aparecem distribuídos pelos passeios e áreas internas, ampliando a estrutura disponível para utilização do espaço público.

    Praça Cosme Viana com passeio requalificado e arborização em Afogados
    Praça Cosme Viana recebeu melhorias nos passeios e reorganização dos eixos de circulação

    Praça Cosme Viana: espaço já recebeu reforma há 14 anos

    A entrega de 2026 representa um novo capítulo na trajetória da Praça Cosme Viana. Registros públicos mostram que o endereço passou por outra intervenção concluída em 20 de agosto de 2012, há 14 anos.

    Naquela época, a Prefeitura recuperou o passeio, bancos de concreto e brinquedos. A reforma contemplou rampas de acessibilidade, poda de árvores e pintura geral. O investimento divulgado na ocasião chegou a R$ 10 mil, dentro de uma iniciativa municipal de recuperação de áreas públicas.

    Os trabalhos daquela intervenção haviam começado em julho de 2012. O serviço se concentrou na recuperação das estruturas existentes, com manutenção dos equipamentos infantis, bancos, vegetação e elementos de circulação.

    A diferença entre os valores informados em 2012 e 2026 não permite uma comparação financeira direta. Os projetos possuem escopos distintos, foram executados com 14 anos de distância e pertencem a contextos econômicos diferentes.

    O histórico revela ciclos de uso, desgaste e recuperação de um equipamento público inserido na rotina de Afogados. Esse processo ajuda a explicar por que intervenções periódicas se tornam necessárias mesmo em locais que já receberam melhorias em anos anteriores.

    A conservação passa a ter peso relevante depois da entrega. Brinquedos expostos ao uso diário, bancos, iluminação, vegetação, passeios e elementos de drenagem dependem de acompanhamento para preservar suas condições ao longo do tempo.

    Brinquedos infantis após requalificação em Afogados
    Praça Cosme Viana ampliou as opções de lazer infantil com novos equipamentos

    Pedidos por melhorias chegaram à Câmara do Recife

    Registros legislativos acrescentam contexto à trajetória recente do endereço. Pedidos formais relacionados à recuperação do equipamento chegaram à Câmara Municipal do Recife antes da conclusão da obra entregue neste sábado.

    Em 2025, o Requerimento nº 10.201, apresentado pela vereadora Natália de Menudo, encaminhou à Emlurb um pedido de requalificação em caráter de urgência. O documento identifica o espaço na Rua Cosme Viana, no bairro de Afogados.

    A demanda voltou ao Legislativo municipal em 2026. O Diário Oficial registra a aprovação do Requerimento nº 1.764/2026, direcionado à Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife. O pedido tratava da requalificação do local e usava como referência a área em frente ao Armazém Tupan.

    Há registro de solicitação anterior na Câmara. Em 2023, uma proposta pediu a requalificação do equipamento e a instalação de estrutura da Academia da Cidade. O histórico legislativo mostra que demandas relacionadas ao local chegaram ao poder público em diferentes períodos.

    Os requerimentos comprovam a existência de pedidos formais por melhorias antes da intervenção de 2026. Os documentos consultados não demonstram vínculo causal entre essas solicitações e a decisão da Prefeitura de executar a obra.

    Essa distinção evita atribuir a realização do projeto a uma iniciativa parlamentar específica sem comprovação documental. A cronologia serve como contexto para mostrar que as condições do espaço já apareciam em registros oficiais antes do início dos trabalhos em julho.

    O acompanhamento após a entrega ganha relevância diante desse histórico. A durabilidade da intervenção depende da conservação dos equipamentos e da capacidade de identificar problemas antes que o desgaste comprometa o uso cotidiano.

    Recife mantém ciclo de intervenções em espaços públicos

    A requalificação em Afogados integra um conjunto de intervenções realizadas pela Prefeitura em áreas públicas da capital pernambucana. Dados divulgados pela Emlurb neste mês indicam 20 obras em espaços desse tipo concluídas em 2026, com outras 14 em andamento e quatro programadas.

    A administração municipal contabiliza mais de 200 praças implantadas e requalificadas desde 2021. O levantamento registra 11 Praças da Infância entregues no mesmo período, equipamentos planejados especialmente para atividades infantis.

    Os números mostram uma frente de investimentos distribuída por diferentes regiões da cidade. A continuidade desse trabalho passa pela manutenção dos locais entregues, já que o desgaste provocado pelo uso cotidiano pode exigir novas ações ao longo dos anos.

    A experiência da Cosme Viana ilustra esse ciclo. O endereço recebeu intervenção em 2012, acumulou novos pedidos de melhorias em anos seguintes e chegou a 2026 com uma requalificação de maior alcance físico.

    Vista do alto no bairro de Afogados, no Recife
    Praça Cosme Viana vista do alto em Afogados – Imagem: Reidson Filho/Prefeitura do Recife

    Para quem vive em Afogados, a entrega incorpora uma área renovada à rotina do bairro. Crianças ganham equipamentos para brincar, moradores encontram pontos de convivência e pedestres passam a utilizar caminhos reorganizados em um endereço tradicional da comunidade.

    O impacto daqui em diante será medido pelo uso diário e pela conservação do espaço. A permanência das melhorias dependerá da manutenção dos equipamentos, do cuidado com as áreas verdes e das condições oferecidas aos moradores nos próximos anos.

    Serviço

    Local: Praça Cosme Viana
    Endereço: Rua Cosme Viana, Afogados, Recife
    Referência: área em frente ao Armazém Tupan
    Acesso: espaço público

    FOTOS: Nina Xará França/Prefeitura do Recife

  • SIM Casa Amarela amplia saúde mental no Recife para 29 bairros

    SIM Casa Amarela amplia saúde mental no Recife para 29 bairros

    O SIM Casa Amarela começou a funcionar nesta terça-feira (22), no Recife. A unidade amplia o atendimento especializado para moradores de 29 bairros dos Distritos Sanitários III e VII.

    O serviço fica na Rua Major Nereu Guerra, 105, na Zona Norte. O funcionamento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O acesso depende de encaminhamento pela rede municipal e marcação no Sistema Nacional de Regulação (SISREG).

    O equipamento integra a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). A estrutura reúne Psiquiatria, Psicologia, terapia ocupacional, serviço social, oficinas terapêuticas, atividades em grupo, visitas domiciliares e acompanhamento farmacoterapêutico.

    “Inaugurado hoje o segundo SIM da Prefeitura do Recife. É uma expansão enorme do atendimento de saúde mental em toda a cidade, tanto para crianças quanto para pessoas de outras faixas etárias. Ficamos muito felizes de poder fazer essa ampliação, com foco 100% no cuidado do cidadão recifense”, afirmou o prefeito Victor Marques.

    Nova unidade cobre 29 bairros da Zona Norte

    A área de referência reúne 16 bairros do Distrito Sanitário III e 13 do Distrito Sanitário VII. O Plano Municipal de Saúde 2026–2029 confirma essa divisão territorial. A Prefeitura estima uma população de 338.080 habitantes na área atendida.

    No Distrito III estão Aflitos, Alto do Mandu, Apipucos, Casa Amarela, Casa Forte, Derby, Dois Irmãos e Espinheiro. A lista inclui Graças, Jaqueira, Monteiro, Parnamirim, Poço da Panela, Santana, Sítio dos Pintos e Tamarineira.

    O Distrito VII reúne Alto José Bonifácio, Alto José do Pinho, Brejo da Guabiraba, Brejo de Beberibe, Córrego do Jenipapo e Guabiraba. Macaxeira, Mangabeira, Morro da Conceição, Nova Descoberta, Passarinho, Pau-Ferro e Vasco da Gama completam o distrito.

    A localização aproxima o atendimento especializado de moradores da Zona Norte. A proposta prevê articulação com USF, equipes multiprofissionais e Centros de Atenção Psicossocial.

    A Zona Norte também conta com a UPAE de Casa Amarela, voltada à assistência especializada de usuários encaminhados pela rede pública.

    Acesso depende de encaminhamento pelo SISREG

    O atendimento não funciona como consulta psiquiátrica de livre procura. O Conecta Recife informa que a entrada no SIM passa pelo SISREG. O fluxo exige encaminhamento prévio da rede municipal.

    UBS, USF e CAPS aparecem no fluxo oficial publicado. Identificada a necessidade de acompanhamento especializado, a unidade de origem registra a solicitação no sistema. O usuário recebe a informação sobre data e horário da consulta.

    No primeiro contato, a pessoa passa por avaliação multiprofissional. A equipe organiza o plano de cuidado dentro do Projeto Terapêutico Singular (PTS). O instrumento reúne necessidades clínicas, sociais e funcionais de cada usuário.

    A Prefeitura informa que teleatendimentos poderão ocorrer quando houver indicação no PTS. O acompanhamento permanece articulado com outros pontos da RAPS.

    Registros municipais produzidos antes desta abertura descreviam o SIM com prioridade para pessoas a partir de 18 anos. A fala do prefeito na inauguração indica atendimento para crianças e outras faixas etárias.

    Os documentos públicos consultados não detalham um protocolo específico para menores nesta unidade. A rede municipal mantém serviços infantojuvenis de referência para os territórios atendidos.

    Equipe reúne 36 profissionais e cuidado multiprofissional

    SIM Casa Amarela com equipe reunida em frente à nova unidade
    Equipe reunida em frente ao SIM Casa Amarela.

    A equipe anunciada tem 36 profissionais. O quadro informado reúne médicos, psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, farmacêuticos, profissionais de Educação Física, oficineiros e trabalhadores de apoio.

    A Secretaria Municipal informou previsão mensal de 470 atendimentos médicos em Psiquiatria. A estimativa inclui 1.300 atendimentos multiprofissionais e 1.900 atividades em grupo.

    Esses indicadores não devem ser somados como número de pacientes distintos. A documentação disponível não apresenta metodologia que permita essa equivalência.

    “É a inauguração de mais um equipamento de saúde mental. Trata-se de um novo serviço integrado. Já temos um equipamento no Distrito Sanitário I e, agora, inauguramos este no Distrito Sanitário III. Teremos aqui cerca de 470 atendimentos médicos em Psiquiatria por mês, 1.300 atendimentos multiprofissionais e 1.900 atividades em grupo. Isso porque acreditamos que a saúde mental deve ser cuidada de forma integral”, destacou a secretária de Saúde do Recife, Luciana Albuquerque.

    A gestora explicou o início do acompanhamento.

    “O paciente entra pela fila de Psiquiatria e todas as suas necessidades relacionadas à saúde mental são avaliadas e atendidas”, afirmou.

    SIM Casa Amarela: atendimento inclui oficinas, visitas e ações nos bairros

    Os serviços anunciados abrangem acolhimento individual e em grupo, consultas psiquiátricas, acompanhamento psicológico, terapia ocupacional e serviço social. Oficinas terapêuticas, visitas domiciliares e ações territoriais completam o escopo informado pela gestão.

    O novo espaço dispõe de salas de atendimento, ambientes para oficinas, sala de multimídia, farmácia, áreas administrativas e espaço externo de convivência.

    A estrutura prevê atendimento remoto quando houver indicação no plano individual. A área externa poderá receber grupos, oficinas, ações culturais e atividades comunitárias.

    O trabalho chega aos territórios por meio de visitas domiciliares e discussão de casos com equipes da Atenção Primária. A Prefeitura prevê presença de profissionais junto às comunidades atendidas.

    “É dessa forma que entendemos que a saúde mental pode funcionar de maneira efetiva: conseguindo olhar para o paciente de forma integral”, afirmou Luciana Albuquerque.

    Inauguração da unidade de saúde mental
    Luciana Albuquerque e Victor Marques em registro da inauguração do SIM Casa Amarela.

    SIM e CAPS cumprem funções distintas na rede

    O SIM não substitui os Centros de Atenção Psicossocial. Os dois equipamentos pertencem à rede pública, com funções distintas.

    O Ministério da Saúde define os CAPS como serviços comunitários voltados ao acompanhamento contínuo de pessoas em sofrimento psíquico intenso. Essas unidades acolhem crises e prestam suporte às famílias.

    Os CAPS recebem procura direta para o primeiro acolhimento. O SIM funciona por regulação, com encaminhamento da rede municipal e atendimento ambulatorial especializado.

    A Atenção Primária mantém papel central nesse percurso. Unidades Básicas e equipes territoriais acompanham diversas demandas e encaminham casos que precisam de assistência especializada.

    A Lei Municipal nº 19.467, publicada em dezembro de 2025, incluiu o SIM na classificação dos equipamentos municipais. A norma prevê grupos, oficinas terapêuticas, acesso regulado e articulação com a rede.

    A diferença entre os serviços ajuda o morador a procurar o ponto adequado. O SIM recebe pessoas encaminhadas para acompanhamento programado e especializado.

    Usuários na área interna de acolhimento
    Área interna do SIM Casa Amarela recebe usuários encaminhados pela rede municipal para atendimento especializado.

    Recife passa a operar duas unidades do modelo

    O primeiro Serviço Integrado foi inaugurado em 4 de julho de 2024, na Rua das Ninfas, na Boa Vista. O Relatório Anual de Gestão daquele ano registra investimento superior a R$ 422 mil.

    A unidade pioneira na rede municipal começou com 34 profissionais. A capacidade anunciada na época era de aproximadamente 220 atendimentos mensais.

    Uma publicação municipal de maio de 2026 previa a entrega da nova estrutura para julho. A inauguração ocorreu em setembro. Os documentos públicos localizados não apresentam justificativa para a mudança no cronograma.

    A gestão municipal apresenta o formato recifense como pioneiro no país. A Prefeitura afirma que a experiência despertou interesse de outros estados e do Ministério da Saúde.

    A apuração do Portal Nova Pauta não localizou reconhecimento formal do governo federal que confirme essa classificação.

    Um Plano Estadual do Paraná publicado em 2016 registra um Serviço Integrado de Saúde Mental chamado SIMPR. O desenho paranaense reúne estruturas ligadas ao cuidado relacionado ao uso de álcool e outras drogas.

    A configuração é diferente da adotada no Recife. O registro recomenda cautela na utilização da expressão “pioneiro no Brasil” sem uma comparação nacional dos modelos.

    Novo serviço amplia acesso especializado na Zona Norte

    Para moradores dos Distritos III e VII, a mudança prática está na criação de um novo ponto especializado próximo dos bairros de referência.

    O acesso começa na rede municipal, passa pela regulação e segue com um plano definido pela equipe responsável.

    A efetividade da expansão poderá ser medida por dados de produção, tempo de espera, usuários acompanhados e continuidade do cuidado. Esses indicadores ajudarão a dimensionar o alcance do novo equipamento na rede pública do Recife.

    Serviço — unidade da Zona Norte

    • Endereço: Rua Major Nereu Guerra, 105, Casa Amarela, Recife.
    • Funcionamento: segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
    • Acesso: encaminhamento pela rede municipal com marcação no SISREG.
    • Abrangência: moradores dos Distritos Sanitários III e VII.

     

    Fotos: Hélia Scheppa/Prefeitura do Recife

  • Vacinação com realidade virtual atende crianças neurodivergentes no Recife

    Vacinação com realidade virtual atende crianças neurodivergentes no Recife

    A vacinação com realidade virtual passou a integrar o atendimento a crianças neurodivergentes na Policlínica Lessa de Andrade, na Madalena, no Recife. A sala usa óculos com animação em 3D durante a aplicação das vacinas. A proposta busca reduzir medo, ansiedade e tensão causados pela agulha.

    A sala, chamada “Vacina Divertida com Realidade Virtual”, recebe crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, TOD e Síndrome de Down. Durante o atendimento, a criança acompanha uma atividade virtual inspirada no Parque da Tamarineira. A brincadeira propõe a montagem de um coração. A equipe prepara a imunização durante a experiência.

    A Prefeitura do Recife informa que a unidade recebe cerca de 50 crianças neurodivergentes por mês para atualização da caderneta. Esse número representa a procura pela Policlínica Lessa de Andrade. Ele não corresponde ao total de usuários que já utilizaram os óculos. A gestão municipal não divulgou quantas crianças passaram pela experiência desde a implantação.

    Experiência em 3D busca reduzir medo da agulha

    O prefeito do Recife, Victor Marques, visitou a Policlínica Lessa de Andrade para conhecer o serviço. A unidade concentra vacinação, distribuição de medicamentos e atendimento especializado. O local também abriga o Centro TEA – Núcleo de Desenvolvimento Integral.

    “A Policlínica Lessa de Andrade é um ponto muito importante da cidade em relação à vacinação, distribuição de medicamentos e outros serviços fundamentais na saúde do município, como o “Vacina Divertida”, que é simples e muito eficaz. Aqui tem um espaço específico onde as crianças neurodivergentes podem usar óculos de realidade virtual, que mostra o Parque Tamarineira e tem uma brincadeira para montar um coração. Enquanto ela vai se distraindo, os profissionais da saúde vão fazendo a preparação para o processo de vacinação, tornando muito menos doloroso para a criança e emocionalmente muito melhor para a família”, explicou o prefeito do Recife. “É você cuidar de cada ponto específico para que a criança participe desse processo com mais tranquilidade. Dá muito orgulho saber que essa atenção também é pensada dentro da nossa rede de saúde”, declarou Victor Marques.

    Vacinação com realidade virtual: criança conhece equipamento usado durante a imunização
    Criança experimenta os óculos usados durante a vacinação.

    Estudos apontam redução de medo, dor e ansiedade

    A proposta usa distração imersiva durante um procedimento que costuma provocar tensão em parte do público infantil. Uma revisão sistemática publicada em 2024 reuniu 21 estudos com 2.663 crianças e adolescentes submetidos a procedimentos com agulhas.

    Os resultados favoreceram o uso da realidade virtual na redução de dor, medo e ansiedade. Os pesquisadores registraram variação relevante entre os estudos. O trabalho também apontou a necessidade de pesquisas mais padronizadas.

    A evidência científica ajuda a explicar a lógica da estratégia. Os estudos não permitem afirmar que os óculos elevam, sozinhos, a cobertura vacinal do Recife.

    A Prefeitura apresenta o recurso como ferramenta para facilitar a adesão e reduzir barreiras durante a aplicação. Não foram divulgados indicadores locais sobre recusas, aplicações interrompidas, crises e atendimentos concluídos em períodos comparáveis.

    Unidade recebe cerca de 50 crianças por mês

    A média mensal divulgada pela gestão municipal ajuda a dimensionar a procura pela vacinação na Lessa de Andrade. Cerca de 50 crianças neurodivergentes chegam à unidade para conferir a caderneta e receber as doses indicadas.

    O dado não representa, de forma comprovada, 50 atendimentos mensais com realidade virtual.

    A secretária de Saúde do Recife, Luciana Albuquerque, afirma que a iniciativa busca ampliar a proteção das crianças em um ambiente mais acolhedor.

    “É mais um equipamento que a saúde do Recife usa para ampliar as coberturas vacinais, agora com um recurso lúdico para crianças neurodivergentes, para melhor acolher e para que essa criança não deixe de ser vacinada. A gente aproveita para fazer um apelo aos pais e responsáveis para trazerem suas crianças. É uma sala de vacinação bastante tradicional aqui no Lessa de Andrade e também temos um Centro TEA, então é mais um recurso para ampliar as coberturas vacinais e para que nenhuma criança deixe de ser vacinada”, afirmou a gestora.

    profissionais participam de atividade na Policlínica Lessa de Andrade
    Atividade reúne profissionais na Policlínica Lessa de Andrade.

    A escolha da policlínica está ligada ao movimento da vacinação e à presença do Centro TEA/NDI. O espaço de reabilitação integrado à Lessa de Andrade foi ampliado em janeiro de 2025.

    A rede especializada do Recife também passa por expansão com a construção da UPAE de Casa Amarela, prevista para ampliar a oferta de consultas, exames e procedimentos na cidade.

    A estrutura passou a contar com 11 consultórios, sala de integração sensorial, ginásios de fisioterapia e áreas para atividades em grupo.

    O acesso aos óculos não depende de vínculo prévio com o Centro TEA. Esse ponto facilita a procura de famílias interessadas na atualização da caderneta.

    Atendimento funciona sem agendamento

    Vacinação com realidade virtual: a sala recebe demanda espontânea. A família não precisa marcar horário nem ter cadastro em um Centro TEA do Recife.

    Na chegada, deve informar a condição da criança e apresentar documento com foto e caderneta de vacinação.

    O espaço disponibiliza os imunizantes previstos no calendário vacinal. A recepção e a sala receberam ilustrações voltadas ao público infantil. Os profissionais passaram por treinamento para operar o equipamento e conduzir o atendimento.

    A publicação oficial não informa horário exclusivo da experiência. Também não apresenta faixa etária máxima, número de aparelhos disponíveis nem protocolo específico de higienização.

    O texto institucional não traz um valor individual para implantação do projeto. A animação em 3D foi produzida em parceria com a Empresa Municipal de Informática, a Emprel.

    Para quem pretende levar uma criança, as orientações principais são objetivas. Não há agendamento. A caderneta deve acompanhar a família. A condição da criança precisa ser informada na unidade.

    criança utiliza óculos imersivos em ambiente adaptado
    Criança usa óculos imersivos em ambiente adaptado.

    Família relata menos estresse durante a vacinação

    A experiência tem peso especial para famílias que já enfrentaram episódios de grande estresse durante a imunização. Shyrlene Barros é mãe de Dyllan, de 4 anos, diagnosticado com TEA, TOD e TDAH.

    Ela relatou dificuldades anteriores durante a vacinação.

    “É super maravilhoso porque, antes, era o maior aperreio com a criança, a gente tinha que segurar, prender ela a acabava machucando. Dyllan já teve uma crise e convulsionou no meio da vacinação. Hoje em dia ele sozinho vai sentar, vai assistir e nem vai sentir que está tomando a vacina, sendo protegido. Agora sim vai ser um momento de diversão para eles e com muito menos estresse”, disse.

    O relato descreve uma experiência vivida pela família. Ele não estabelece a causa entre a vacina e a convulsão mencionada. Essa distinção separa a vivência pessoal de uma conclusão médica.

    Recife já testou realidade virtual em vacinação

    O uso de óculos imersivos em vacinação não é inédito na cidade. Em outubro de 2025, a Secretaria de Saúde levou a tecnologia ao Rec’n’Play, no Bairro do Recife.

    Crianças, adolescentes e jovens receberam vacinas assistindo a um vídeo imersivo durante a aplicação.

    A experiência de 2025 ocorreu dentro da programação temporária do evento. A estrutura atual da Lessa de Andrade está instalada em uma unidade de saúde.

    A Prefeitura apresenta o espaço como pioneiro em Pernambuco no atendimento com esse formato.

    Não foi localizada comprovação independente suficiente para tratar a iniciativa como a primeira do Estado em qualquer modalidade de vacinação com realidade virtual.

    A diferença mais clara está na forma de atendimento. A ação do Rec’n’Play teve duração limitada e público ligado à programação do festival.

    Na Madalena, a tecnologia integra a rotina de uma policlínica. A unidade recebe crianças neurodivergentes para vacinação e mantém um Centro TEA/NDI.

    Estudos sobre procedimentos com agulhas indicam que a realidade virtual pode ajudar a reduzir medo, ansiedade e dor em crianças. O recurso funciona como apoio de distração.

    Ele não substitui avaliação clínica, indicação das vacinas e acompanhamento da equipe de saúde.

    Para muitas famílias, a diferença pode estar em algo simples: chegar para uma vacina sem transformar o momento em uma experiência de medo e tensão. Um ambiente preparado, profissionais capacitados e recursos de distração podem tornar a passagem pela sala de imunização mais tranquila para a criança e para quem a acompanha.

    A consolidação do projeto dependerá de resultados que ainda precisam ser medidos pela rede municipal. Número de atendimentos, conclusão das aplicações e adesão das famílias poderão mostrar o alcance da iniciativa ao longo do tempo. Até lá, a experiência da Lessa de Andrade já coloca em evidência um princípio essencial da saúde pública: o cuidado também passa pela forma como cada pessoa é recebida.

    Crédito para todas as imagens: Hélia Scheppa/Prefeitura do Recife.

  • UPAE de Casa Amarela terá foco em câncer e 30 mil atendimentos

    UPAE de Casa Amarela terá foco em câncer e 30 mil atendimentos

    Colaboração editorial: Nahara Rodrigues

    A UPAE de Casa Amarela está em construção na Avenida Norte, nº 5.600, na Zona Norte do Recife, com entrega prevista para 2027. O equipamento será a quarta Unidade Pública de Atendimento Especializado da cidade e terá perfil voltado ao cuidado oncológico.

    A Prefeitura do Recife informa que a obra recebe investimento superior a R$ 14 milhões, com recursos do Governo Federal. A capacidade estimada chega a cerca de 30 mil atendimentos mensais, reunindo consultas, exames, procedimentos ambulatoriais e suporte multiprofissional.

    O prefeito Victor Marques vistoriou o canteiro nesta terça-feira (8). A agenda acompanhou o estágio das fundações, etapa que antecede a montagem da estrutura principal do prédio.

    UPAE de Casa Amarela durante vistoria ao canteiro de obras
    Gestores acompanham andamento da obra – Foto: Hélia Scheppa/Prefeitura do Recife

    A nova unidade terá atendimento para usuários a partir de 14 anos. O funcionamento está previsto de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, após a inauguração.

    Na vistoria, Victor Marques afirmou que o equipamento pretende ampliar a oferta municipal para pessoas que enfrentam demora no diagnóstico e no cuidado. A gestão relaciona o projeto ao fortalecimento da assistência especializada no Recife.

    “Tratamento de câncer é sempre um desafio na saúde pública em todo o Brasil. Por isso, o Recife dá um passo inovador com uma UPAE dedicada ao diagnóstico e ao tratamento oncológico. Este equipamento terá capacidade para realizar mais de 30 mil atendimentos, além de ampliar o atendimento de pessoas que, hoje, enfrentam longas filas para conseguir diagnóstico e tratamento, inclusive na rede estadual. A Prefeitura do Recife está assumindo essa responsabilidade junto ao Governo Federal, ampliando a oferta de serviços e fortalecendo a saúde pública. Tenho certeza de que este será um grande equipamento para saúde pública de Pernambuco”, destacou o prefeito.

    Obra entra na fase de fundações em Casa Amarela

    Os serviços começaram em março deste ano. As equipes trabalham na movimentação de terra, execução da infraestrutura e consolidação das fundações.

    A previsão municipal indica conclusão das sapatas isoladas durante setembro. Em outubro, as equipes devem iniciar a instalação de pilares e vigas. A superestrutura deve avançar até o fim do ano.

    Trabalhadores na etapa de fundações
    Construção está na etapa de fundações – Foto: Hélia Scheppa/Prefeitura do Recife

    A superestrutura será formada por elementos pré-fabricados de concreto. Essa etapa dará forma aos principais volumes do edifício e permitirá o avanço das áreas internas planejadas para assistência especializada.

    O cronograma apresentado pela gestão municipal prevê entrega no primeiro semestre de 2027. A obra ocupa um terreno na Avenida Norte, via que concentra grande circulação entre bairros da Zona Norte.

    O endereço sediará a quarta UPAE do Recife após a entrega prevista para 2027.

    UPAE de Casa Amarela: unidade terá diagnóstico, biópsias e pequenas cirurgias

    O principal diferencial da UPAE de Casa Amarela será o perfil oncológico. A ampliação da estrutura ocorre em um cenário de reforço das estratégias de rastreamento do câncer pelo SUS, com foco na identificação precoce da doença.

    A Secretaria de Saúde cita atenção para casos de câncer de mama, útero, pele e trato gastrointestinal. O objetivo informado é agilizar o diagnóstico, o estadiamento e a realização de pequenas cirurgias dentro da linha de cuidado oncológico.

    Imagem do projeto arquitetônico
    Perspectiva da futura unidade – Imagem: Prefeitura do Recife

    O prédio contará com duas salas cirúrgicas e uma sala de recuperação. A estimativa divulgada pela gestão municipal prevê até 800 cirurgias, dentro da capacidade planejada para o serviço.

    A unidade também terá exames diagnósticos e atendimento multiprofissional. Esse conjunto busca ampliar a capacidade municipal de identificar casos suspeitos e acelerar etapas necessárias antes da continuidade do cuidado.

    A Prefeitura não informou a oferta de quimioterapia nem radioterapia entre os serviços previstos para a unidade. Entre os serviços previstos estão diagnóstico, estadiamento, procedimentos ambulatoriais, biópsias e pequenas cirurgias.

    Luciana Albuquerque, secretária de Saúde do Recife, informou que a unidade foi planejada para reforçar o diagnóstico, estadiamento e pequenas cirurgias. A pasta espera atender uma demanda que ainda não conta com esse formato especializado na rede municipal.

    “É mais um grande equipamento que a Saúde do Recife entrega à população. Esta é a nossa quarta UPAE, com capacidade para realizar 5 mil consultas médicas e não médicas, exames e 800 cirurgias. São duas salas cirúrgicas e uma sala de recuperação. A ideia é ampliar e agilizar, principalmente, o diagnóstico, o estadiamento e a realização de pequenas cirurgias para os principais tipos de câncer, como os de mama, útero, pele e do trato gastrointestinal. Vamos atender uma demanda que, até então, Recife não tinha e que, agora, passa a contar com esse serviço especializado na UPAE”, contou.

    Estrutura terá 15 especialidades e área de 3,7 mil m²

    A UPAE terá 3.702,50 m² de área construída e consultas em 15 especialidades médicas. O serviço será destinado a pacientes com idade a partir de 14 anos.

    O térreo concentrará consultórios, farmácia, exames de imagem e espaços para profissionais de diferentes áreas. O primeiro andar reunirá exames especializados, teleconsulta, setor administrativo e bloco cirúrgico.

    UPAE de Casa Amarela vista em perspectiva aérea do projeto
    Projeto da unidade em Casa Amarela – Imagem: Prefeitura do Recife

    A capacidade mensal anunciada chega a cerca de 30 mil atendimentos. A Secretaria de Saúde também cita 5 mil consultas médicas e não médicas dentro da programação assistencial apresentada.

    A distribuição dos ambientes foi planejada para concentrar diferentes etapas do atendimento especializado no mesmo endereço. O projeto reúne áreas clínicas, exames e procedimentos em uma estrutura dedicada à assistência especializada.

    O equipamento terá papel complementar na rede municipal. A estrutura não substitui as unidades de atenção básica, que continuam como ponto de entrada para encaminhamentos regulados.

    Os ambientes previstos no projeto buscam reunir etapas clínicas no mesmo prédio. A organização inclui áreas de consulta, diagnóstico, recuperação e apoio administrativo, com circulação planejada para pacientes e equipes.

    UPAE de Casa Amarela: atendimento dependerá de encaminhamento pela rede municipal

    O acesso aos serviços será feito pela Central de Regulação do Recife. O paciente precisará passar pela Atenção Básica e receber encaminhamento para a assistência especializada.

    Esse fluxo significa que a UPAE não funcionará como serviço de livre procura. A vaga dependerá da indicação clínica e da regulação dentro da rede pública municipal.

    Para chegar ao atendimento especializado, o usuário deverá iniciar o percurso pela rede básica. A equipe fará a avaliação clínica e encaminhará o caso para regulação quando houver indicação para consultas, exames e procedimentos na UPAE.

    Recife já conta com UPAEs no Ibura, Arruda e Mustardinha. A unidade de Casa Amarela ampliará esse conjunto com uma proposta concentrada na linha de cuidado oncológico.

    A gestão municipal afirma que a nova estrutura busca ampliar a detecção precoce de diferentes tipos de câncer. Consultas, exames, biópsias e procedimentos estarão reunidos no mesmo equipamento.

    A expectativa apresentada pela Prefeitura é ampliar a oferta especializada e agilizar o diagnóstico de pacientes encaminhados pela rede. A operação dependerá da conclusão da obra, da montagem das equipes e da integração com a regulação.

    A Prefeitura mantém a previsão de entrega para o primeiro semestre de 2027. Até lá, o cronograma seguirá com fundações, pilares, vigas, superestrutura e implantação dos ambientes internos previstos no projeto.

  • Recife indeniza carroceiros por entrega voluntária de cavalos e carroças

    Recife indeniza carroceiros por entrega voluntária de cavalos e carroças

    Indenização carroceiros: A Prefeitura do Recife realizou uma nova rodada de indenizações para carroceiros que aderiram ao programa de entrega voluntária de cavalos e carroças. Nesta etapa, cinco condutores entregaram três cavalos e duas carroças ao município, dentro da política de retirada gradual dos veículos de tração animal da capital pernambucana.

    Segundo a prefeitura, cada trabalhador recebe R$ 1,2 mil por animal e R$ 1,2 mil por carroça entregue. Além disso, o município oferece alternativas para reduzir o impacto da mudança na rotina desses profissionais. Entre as opções, estão vagas na limpeza urbana, crédito para bicicletas elétricas e cursos de qualificação.

    Nova fase amplia adesão ao programa

    Nesta nova rodada, a prefeitura encaminhou dois trabalhadores para a limpeza urbana. Ao mesmo tempo, outros dois receberam crédito para adquirir bicicletas elétricas. Dessa forma, a gestão tenta criar novas fontes de renda para quem dependia da tração animal no dia a dia.

    O uso de bicicletas também integra outras frentes de mobilidade da capital. O Portal Nova Pauta já mostrou como a malha cicloviária do Recife vem sendo ampliada e quais áreas concentram a estrutura destinada aos ciclistas.

    Com os novos pagamentos, o município já soma 11 carroceiros indenizados desde o início da política de compensação. Na primeira etapa, realizada em novembro de 2025, seis condutores aderiram ao programa. Na ocasião, eles entregaram cinco carroças e seis cavalos.

    Tração animal já está proibida na cidade

    A circulação de veículos de tração animal está proibida no Recife desde 31 de janeiro de 2026. A medida integra a aplicação da legislação municipal e passou a ser acompanhada por fiscalizações em diferentes bairros da capital.

    De acordo com a administração municipal, a mudança busca proteger os animais e, ao mesmo tempo, garantir uma transição para os trabalhadores afetados. Por isso, o programa combina indenização, capacitação e alternativas de recolocação.

    Além da compensação financeira, a prefeitura intensificou operações de fiscalização em diferentes bairros. Em uma dessas ações, equipes recolheram cinco cavalos e duas carroças no Arruda, no Cordeiro e no Curado. Segundo as regras informadas pela gestão, os responsáveis só conseguem reaver os animais quando comprovam a posse de uma área rural fora do Recife.

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    Ilustração: Portal Nova Pauta

    Cursos e novas oportunidades de renda

    A prefeitura também oferece aos carroceiros cadastrados acesso a mais de 60 cursos profissionalizantes. Entre as formações disponíveis, estão capacitações para eletricista residencial, mecânico de instalação e manutenção de ar-condicionado e cabeleireiro básico.

    Com essas ações, o município tenta ampliar as oportunidades de renda para as famílias que dependiam desse tipo de transporte. Ainda assim, o programa enfrenta questionamentos. A implementação da medida também recebeu questionamentos de representantes dos carroceiros. Em audiência na Câmara do Recife, integrantes da categoria pediram revisão da legislação e manifestaram preocupação com o destino dos animais e com os impactos da proibição sobre os trabalhadores.

    Indenização carroceiros: Serviço ao leitor

    Os carroceiros interessados em aderir ao programa podem acompanhar os canais oficiais da Prefeitura do Recife para obter informações sobre cadastro, indenizações e benefícios complementares. Além da compensação financeira, a gestão mantém a oferta de qualificação profissional e alternativas de inserção no mercado de trabalho.

    Serviço

    Programa de Retirada dos Veículos de Tração Animal
    Órgão: Gabinete de Proteção e Defesa dos Animais do Recife
    Telefone: (81) 3355-1670
    WhatsApp: (81) 99215-1666
    Atendimento: informações sobre cadastro, entrega voluntária e benefícios destinados aos condutores cadastrados.

     

    Indenização carroceiros: cavalo entra em caminhão durante ação do programa de retirada da tração animal no Recife
    Foto: Wagner Ramos/PCR

     

    Indenização carroceiros: equipe remove carroça durante ação do programa de retirada da tração animal no Recife
    Foto: Wagner Ramos/PCR