Profissional de saúde realiza medição da pressão arterial durante atendimento clínico.
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O SIM Casa Amarela começou a funcionar nesta terça-feira (22), no Recife. A unidade amplia o atendimento especializado para moradores de 29 bairros dos Distritos Sanitários III e VII.
O serviço fica na Rua Major Nereu Guerra, 105, na Zona Norte. O funcionamento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O acesso depende de encaminhamento pela rede municipal e marcação no Sistema Nacional de Regulação (SISREG).
O equipamento integra a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). A estrutura reúne Psiquiatria, Psicologia, terapia ocupacional, serviço social, oficinas terapêuticas, atividades em grupo, visitas domiciliares e acompanhamento farmacoterapêutico.
“Inaugurado hoje o segundo SIM da Prefeitura do Recife. É uma expansão enorme do atendimento de saúde mental em toda a cidade, tanto para crianças quanto para pessoas de outras faixas etárias. Ficamos muito felizes de poder fazer essa ampliação, com foco 100% no cuidado do cidadão recifense”, afirmou o prefeito Victor Marques.
Nova unidade cobre 29 bairros da Zona Norte
A área de referência reúne 16 bairros do Distrito Sanitário III e 13 do Distrito Sanitário VII. O Plano Municipal de Saúde 2026–2029 confirma essa divisão territorial. A Prefeitura estima uma população de 338.080 habitantes na área atendida.
No Distrito III estão Aflitos, Alto do Mandu, Apipucos, Casa Amarela, Casa Forte, Derby, Dois Irmãos e Espinheiro. A lista inclui Graças, Jaqueira, Monteiro, Parnamirim, Poço da Panela, Santana, Sítio dos Pintos e Tamarineira.
O Distrito VII reúne Alto José Bonifácio, Alto José do Pinho, Brejo da Guabiraba, Brejo de Beberibe, Córrego do Jenipapo e Guabiraba. Macaxeira, Mangabeira, Morro da Conceição, Nova Descoberta, Passarinho, Pau-Ferro e Vasco da Gama completam o distrito.
A localização aproxima o atendimento especializado de moradores da Zona Norte. A proposta prevê articulação com USF, equipes multiprofissionais e Centros de Atenção Psicossocial.
A Zona Norte também conta com a UPAE de Casa Amarela, voltada à assistência especializada de usuários encaminhados pela rede pública.
Acesso depende de encaminhamento pelo SISREG
O atendimento não funciona como consulta psiquiátrica de livre procura. O Conecta Recife informa que a entrada no SIM passa pelo SISREG. O fluxo exige encaminhamento prévio da rede municipal.
UBS, USF e CAPS aparecem no fluxo oficial publicado. Identificada a necessidade de acompanhamento especializado, a unidade de origem registra a solicitação no sistema. O usuário recebe a informação sobre data e horário da consulta.
No primeiro contato, a pessoa passa por avaliação multiprofissional. A equipe organiza o plano de cuidado dentro do Projeto Terapêutico Singular (PTS). O instrumento reúne necessidades clínicas, sociais e funcionais de cada usuário.
A Prefeitura informa que teleatendimentos poderão ocorrer quando houver indicação no PTS. O acompanhamento permanece articulado com outros pontos da RAPS.
Registros municipais produzidos antes desta abertura descreviam o SIM com prioridade para pessoas a partir de 18 anos. A fala do prefeito na inauguração indica atendimento para crianças e outras faixas etárias.
Os documentos públicos consultados não detalham um protocolo específico para menores nesta unidade. A rede municipal mantém serviços infantojuvenis de referência para os territórios atendidos.
Equipe reúne 36 profissionais e cuidado multiprofissional
Equipe reunida em frente ao SIM Casa Amarela.
A equipe anunciada tem 36 profissionais. O quadro informado reúne médicos, psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, farmacêuticos, profissionais de Educação Física, oficineiros e trabalhadores de apoio.
A Secretaria Municipal informou previsão mensal de 470 atendimentos médicos em Psiquiatria. A estimativa inclui 1.300 atendimentos multiprofissionais e 1.900 atividades em grupo.
Esses indicadores não devem ser somados como número de pacientes distintos. A documentação disponível não apresenta metodologia que permita essa equivalência.
“É a inauguração de mais um equipamento de saúde mental. Trata-se de um novo serviço integrado. Já temos um equipamento no Distrito Sanitário I e, agora, inauguramos este no Distrito Sanitário III. Teremos aqui cerca de 470 atendimentos médicos em Psiquiatria por mês, 1.300 atendimentos multiprofissionais e 1.900 atividades em grupo. Isso porque acreditamos que a saúde mental deve ser cuidada de forma integral”, destacou a secretária de Saúde do Recife, Luciana Albuquerque.
A gestora explicou o início do acompanhamento.
“O paciente entra pela fila de Psiquiatria e todas as suas necessidades relacionadas à saúde mental são avaliadas e atendidas”, afirmou.
SIM Casa Amarela: atendimento inclui oficinas, visitas e ações nos bairros
Os serviços anunciados abrangem acolhimento individual e em grupo, consultas psiquiátricas, acompanhamento psicológico, terapia ocupacional e serviço social. Oficinas terapêuticas, visitas domiciliares e ações territoriais completam o escopo informado pela gestão.
O novo espaço dispõe de salas de atendimento, ambientes para oficinas, sala de multimídia, farmácia, áreas administrativas e espaço externo de convivência.
A estrutura prevê atendimento remoto quando houver indicação no plano individual. A área externa poderá receber grupos, oficinas, ações culturais e atividades comunitárias.
O trabalho chega aos territórios por meio de visitas domiciliares e discussão de casos com equipes da Atenção Primária. A Prefeitura prevê presença de profissionais junto às comunidades atendidas.
“É dessa forma que entendemos que a saúde mental pode funcionar de maneira efetiva: conseguindo olhar para o paciente de forma integral”, afirmou Luciana Albuquerque.
Luciana Albuquerque e Victor Marques em registro da inauguração do SIM Casa Amarela.
SIM e CAPS cumprem funções distintas na rede
O SIM não substitui os Centros de Atenção Psicossocial. Os dois equipamentos pertencem à rede pública, com funções distintas.
O Ministério da Saúde define os CAPS como serviços comunitários voltados ao acompanhamento contínuo de pessoas em sofrimento psíquico intenso. Essas unidades acolhem crises e prestam suporte às famílias.
Os CAPS recebem procura direta para o primeiro acolhimento. O SIM funciona por regulação, com encaminhamento da rede municipal e atendimento ambulatorial especializado.
A Atenção Primária mantém papel central nesse percurso. Unidades Básicas e equipes territoriais acompanham diversas demandas e encaminham casos que precisam de assistência especializada.
A Lei Municipal nº 19.467, publicada em dezembro de 2025, incluiu o SIM na classificação dos equipamentos municipais. A norma prevê grupos, oficinas terapêuticas, acesso regulado e articulação com a rede.
A diferença entre os serviços ajuda o morador a procurar o ponto adequado. O SIM recebe pessoas encaminhadas para acompanhamento programado e especializado.
Área interna do SIM Casa Amarela recebe usuários encaminhados pela rede municipal para atendimento especializado.
Recife passa a operar duas unidades do modelo
O primeiro Serviço Integrado foi inaugurado em 4 de julho de 2024, na Rua das Ninfas, na Boa Vista. O Relatório Anual de Gestão daquele ano registra investimento superior a R$ 422 mil.
A unidade pioneira na rede municipal começou com 34 profissionais. A capacidade anunciada na época era de aproximadamente 220 atendimentos mensais.
Uma publicação municipal de maio de 2026 previa a entrega da nova estrutura para julho. A inauguração ocorreu em setembro. Os documentos públicos localizados não apresentam justificativa para a mudança no cronograma.
A gestão municipal apresenta o formato recifense como pioneiro no país. A Prefeitura afirma que a experiência despertou interesse de outros estados e do Ministério da Saúde.
A apuração do Portal Nova Pauta não localizou reconhecimento formal do governo federal que confirme essa classificação.
Um Plano Estadual do Paraná publicado em 2016 registra um Serviço Integrado de Saúde Mental chamado SIMPR. O desenho paranaense reúne estruturas ligadas ao cuidado relacionado ao uso de álcool e outras drogas.
A configuração é diferente da adotada no Recife. O registro recomenda cautela na utilização da expressão “pioneiro no Brasil” sem uma comparação nacional dos modelos.
Novo serviço amplia acesso especializado na Zona Norte
Para moradores dos Distritos III e VII, a mudança prática está na criação de um novo ponto especializado próximo dos bairros de referência.
O acesso começa na rede municipal, passa pela regulação e segue com um plano definido pela equipe responsável.
A efetividade da expansão poderá ser medida por dados de produção, tempo de espera, usuários acompanhados e continuidade do cuidado. Esses indicadores ajudarão a dimensionar o alcance do novo equipamento na rede pública do Recife.
Serviço — unidade da Zona Norte
Endereço:Rua Major Nereu Guerra, 105, Casa Amarela, Recife.
Funcionamento:segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Acesso:encaminhamento pela rede municipal com marcação no SISREG.
Abrangência:moradores dos Distritos Sanitários III e VII.
A síndrome de Cockayne tipo II é uma doença genética ultrarrara que compromete processos ligados ao reparo do DNA e atinge vários sistemas do organismo. A forma grave pode dar sinais desde o nascimento, afetar crescimento, desenvolvimento neurológico, visão, audição e pele. O quadro costuma evoluir de forma progressiva e exige acompanhamento por diferentes especialidades. A ciência busca compreender por que alterações em apenas dois genes conseguem produzir efeitos tão amplos no corpo.
A raridade ajuda a explicar por que a síndrome segue pouco conhecida fora dos centros especializados. O MedlinePlus estima de dois a três casos para cada milhão de recém-nascidos nos Estados Unidos e na Europa. Esse número abrange o espectro da doença, não apenas o tipo II. Não há estimativa brasileira consolidada capaz de mostrar quantas pessoas vivem com a condição no país.
O interesse científico ganhou um novo capítulo em 2026. Uma criança que apareceu no Portal Nova Pauta após o diagnóstico, recebeu uma terapia gênica experimental nos Estados Unidos. O procedimento abriu uma nova etapa de pesquisa, sem representar cura comprovada nem tratamento disponível para a população.
1. O que é a síndrome de Cockayne tipo II?
A Síndrome de Cockayne integra um grupo de doenças genéticas ligadas a falhas em processos celulares que respondem a danos no DNA. Os genes mais associados são ERCC6, chamado CSB, e ERCC8, conhecido como CSA. Eles participam de mecanismos que ajudam a célula a lidar com lesões geradas pela atividade normal do organismo e pela radiação ultravioleta.
A classificação tradicional divide a síndrome em tipos I, II e III. Pesquisadores tratam esses grupos com cautela diante da formação de um espectro contínuo. O tipo I representa a apresentação clássica, com alterações que aparecem nos primeiros anos. Já o tipo III tende a surgir mais tarde e apresenta curso menos grave. No tipo II, predominam manifestações precoces e maior comprometimento.
No tipo II, falhas de crescimento podem estar presentes ao nascimento. O desenvolvimento neurológico no período pós-natal pode ser pequeno. Cataratas congênitas, alterações estruturais dos olhos e contraturas da coluna e das articulações aparecem nas descrições clínicas. A forma grave se sobrepõe parcialmente ao espectro cerebro-oculo-facio-esquelético, conhecido pela sigla COFS.
A gravidade não transforma todos os pacientes em casos idênticos. Variantes genéticas, extensão das alterações e características individuais influenciam o quadro. A classificação serve como referência clínica; não funciona como previsão exata da evolução de cada criança.
2. Quais são os sintomas da síndrome de Cockayne?
Os sinais podem atingir diferentes partes do organismo. Microcefalia, dificuldade para ganhar peso, baixa estatura e atraso do desenvolvimento aparecem entre as características descritas com frequência. Alterações neurológicas podem avançar com o tempo e comprometer mobilidade, coordenação, fala e autonomia.
A fotossensibilidade é outro sinal conhecido. Pequenas exposições ao sol podem provocar queimaduras intensas e bolhas em algumas pessoas. Perda auditiva, redução da visão, cáries graves, alterações ósseas e mudanças identificáveis em exames do cérebro fazem parte do espectro.
A síndrome pode afetar fígado, rins, pressão arterial, alimentação e desenvolvimento musculoesquelético. O acompanhamento clínico precisa observar o conjunto de manifestações, não apenas um órgão. O GeneReviews recomenda avaliações periódicas de crescimento, nutrição, neurologia, olhos, audição, função renal, função hepática e pressão arterial.
A doença pode produzir traços descritos como progeroides, ligados a características que lembram envelhecimento precoce. Essa descrição não significa que Cockayne seja a mesma condição conhecida como progeria de Hutchinson-Gilford. As causas genéticas, os mecanismos celulares e a evolução clínica são diferentes.
3. Por que a catarata pode aparecer tão cedo?
Os olhos ocupam um lugar importante na investigação da síndrome de Cockayne. Catarata congênita, retinopatia e perda progressiva da visão estão descritas no espectro clínico. No tipo II, cataratas presentes desde o nascimento aparecem em parte dos pacientes e podem surgir com outras alterações oculares.
Um estudo de história natural com 102 pessoas, citado pelo MedlinePlus, ajudou a organizar recomendações de acompanhamento e reforçou a relevância das alterações visuais. O cuidado oftalmológico entra na rotina de vigilância desde a infância, com atenção para catarata e retinopatia.
Catarata precoce pode aparecer no espectro da doença – Imagem: Fernando Capetillo/Pexels
A ligação com a história publicada pelo Portal Nova Pauta aparece nesse ponto. Em outubro de 2025, o portal contou o caso de Riaan, cuja investigação ganhou força com a descoberta de catarata na infância. O diagnóstico posterior revelou Síndrome de Cockayne tipo II.
A catarata infantil tem várias causas e não indica, sozinha, síndrome de Cockayne. A presença desse achado precisa ser analisada dentro do conjunto clínico. Crescimento, desenvolvimento, sensibilidade ao sol, audição, sinais neurológicos e histórico familiar ajudam a orientar a investigação médica.
4. O que causa a síndrome de Cockayne?
ERCC6 e ERCC8 fornecem instruções para proteínas envolvidas em processos celulares ligados ao reparo de DNA danificado. Uma das vias mais relacionadas à síndrome recebe o nome de reparo por excisão de nucleotídeos acoplado à transcrição. Ela entra em ação quando uma lesão interfere na leitura de uma região ativa do DNA.
Quando esse sistema falha, a célula encontra maior dificuldade para lidar com determinados danos. Parte das células deixa de funcionar adequadamente e pode morrer. Esse mecanismo ajuda a explicar a fotossensibilidade. A origem de todas as manifestações neurológicas, metabólicas e de crescimento permanece mais complexa. As proteínas CSA e CSB participam de funções celulares que seguem sob estudo.
Um paradoxo chama atenção. Falhas de reparo de DNA lembram doenças que elevam o risco de câncer de pele, como o xeroderma pigmentoso. A síndrome de Cockayne segue um padrão diferente. Um estudo nos Estados Unidos analisou células de pacientes. A pesquisa não encontrou aumento de mutações induzidas por radiação ultravioleta no padrão do xeroderma pigmentoso.
A descoberta ajuda a explicar por que o câncer não aparece como característica típica de Cockayne, mesmo diante da fotossensibilidade. A comparação mostra que “falha no reparo do DNA” não descreve um mecanismo único. Vias distintas podem gerar consequências biológicas profundamente diferentes.
5. Como a síndrome de Cockayne é herdada?
A síndrome apresenta herança autossômica recessiva. A pessoa afetada recebe duas cópias alteradas do gene relacionado à doença, uma de cada progenitor. Pais portadores costumam não apresentar sinais clínicos por possuírem uma cópia funcional do gene.
Quando pai e mãe carregam variantes patogênicas relacionadas à mesma condição, cada gestação tem 25% de chance de gerar uma criança afetada. Existe chance de 50% de a criança ser portadora assintomática. A probabilidade de não herdar a combinação associada à doença fica em 25%. Esses percentuais se aplicam a cada gestação de forma independente.
O aconselhamento genético ajuda a família a compreender a forma de transmissão, o risco de recorrência e as possibilidades de investigação disponíveis. A identificação das variantes familiares pode permitir testes em parentes com risco aumentado e planejamento reprodutivo acompanhado por profissionais especializados.
A genética ajuda a evitar conclusões apressadas. Ter parentes sem sintomas não elimina a possibilidade de uma doença recessiva. Portadores podem atravessar toda a vida sem manifestações e transmitir a variante para os filhos.
6. Como é feito o diagnóstico?
A suspeita nasce da combinação de sinais clínicos, histórico de desenvolvimento, exame físico e achados de imagem. O diagnóstico molecular é estabelecido quando testes identificam variantes patogênicas bialélicas em um dos genes ERCC6 e ERCC8.
A investigação pode incluir avaliação neurológica, ressonância do cérebro, exame oftalmológico, audiometria, análise da pele, avaliação odontológica e exames de função renal e hepática. O conjunto ajuda a mapear o impacto da doença e a organizar o acompanhamento.
A literatura brasileira registra pacientes com a síndrome. Um relato publicado em 1999 nos Arquivos de Neuro-Psiquiatria descreveu uma criança com manifestações compatíveis e discutiu critérios de diagnósticos usados naquela época. Em 2023, uma monografia da Universidade Federal de Sergipe registrou um adolescente de 14 anos, de Aracaju, com confirmação por teste genético.
Os dois registros ajudam a enxergar a evolução dos recursos diagnósticos no país. A confirmação molecular ganhou espaço e permite definir com maior precisão a alteração genética associada ao quadro. O acesso depende da rede disponível, da avaliação especializada e da indicação clínica.
Não existe, nas fontes públicas consultadas, um número consolidado de pacientes com síndrome de Cockayne em Pernambuco. A ausência de um total confiável impede estimativas locais seguras. O dado mais útil para o leitor pernambucano está na estrutura estadual voltada às doenças raras, abordada no fim desta reportagem.
7. Síndrome de Cockayne tem cura?
Não existe cura aprovada para a síndrome de Cockayne. O cuidado busca reduzir complicações, preservar funções e melhorar qualidade de vida. Nutrição, fisioterapia, oftalmologia, audiologia, neurologia, odontologia e acompanhamento de órgãos afetados podem integrar o plano assistencial.
Cataratas recebem avaliação oftalmológica específica. Perda auditiva pode exigir aparelhos auditivos e, em casos selecionados, implante coclear. A fotossensibilidade pede proteção contra exposição solar excessiva. Dificuldades alimentares podem demandar suporte nutricional e estratégias para garantir ingestão adequada.
Um alerta merece atenção especial: o metronidazol. O MedlinePlus registra risco de reação grave em pessoas com Cockayne, com possibilidade de insuficiência hepática potencialmente fatal. O GeneReviews orienta evitar esse medicamento em pacientes com a síndrome.
Esse dado não deve levar ninguém a alterar uma prescrição por conta própria. Pessoas diagnosticadas e familiares precisam informar a condição aos profissionais responsáveis pelo atendimento. Decisões sobre medicamentos pertencem à equipe de saúde que conhece o quadro clínico.
O acompanhamento contínuo tem valor mesmo sem terapia curativa aprovada. Problemas de visão, audição, nutrição, mobilidade, pressão arterial, rins e fígado podem exigir intervenção específica. A abordagem multidisciplinar tenta antecipar riscos e reduzir perdas funcionais evitáveis.
8. Qual é a expectativa de vida na síndrome de Cockayne tipo II?
A pergunta sobre expectativa de vida aparece entre as mais delicadas para as famílias que recebem o diagnóstico. No tipo II, séries clínicas históricas descrevem evolução grave e morte geralmente por volta dos cinco anos. Esse dado representa grupos de pacientes, não um prazo individual para cada criança.
A síndrome apresenta grande diversidade de manifestações. Pessoas classificadas em outras partes do espectro podem viver por mais tempo. O GeneReviews registra morte típica antes do fim da segunda década no tipo I e relatos de sobrevivência em idades posteriores, principalmente nos fenótipos menos graves.
A medicina não usa uma média populacional como calendário para uma pessoa específica. Complicações respiratórias, estado nutricional, função neurológica, comprometimento de órgãos e acesso ao cuidado influenciam a evolução. Novas estratégias experimentais precisam mostrar, em humanos, se conseguem alterar a história natural da doença.
A precisão nessa abordagem evita dois extremos. O primeiro seria esconder a gravidade. Outro extremo seria transformar estatísticas em sentença individual. Famílias precisam de informação clara, acompanhamento clínico e espaço para discutir prognóstico com profissionais que conhecem o paciente.
9. O que se sabe sobre a terapia gênica para síndrome de Cockayne?
A pesquisa entrou em uma fase inédita em 2026. A Riaan Research Initiative informou que Riaan Singh Digeorge, de seis anos, recebeu em 21 de abril uma terapia gênica experimental para Cockayne. O procedimento ocorreu no NewYork-Presbyterian Komansky Children’sHospital, em Nova York. A organização ligada à família apresenta Riaan como o primeiro paciente a receber essa estratégia.
A abordagem utiliza um vetor AAV9 projetado para levar uma cópia funcional de ERCC8, gene que produz a proteína CSA. O objetivo experimental é entregar essa informação genética às células e restaurar parte da função perdida. A aplicação humana representa um passo de pesquisa; não comprova benefício clínico, segurança de longo prazo e nem cura.
O estudo pré-clínico publicado em 2026 no Journal of Clinical Investigation testou AAV9-CSA em camundongos com um modelo grave da síndrome. A mediana de sobrevida passou de 22 para 189 dias, aumento de cerca de 8,5 vezes. Os pesquisadores observaram distribuição da proteína CSA no cérebro e no coração.
Os resultados mostraram limites. Os animais tratados mantiveram alterações neurológicas, com hipomielinização, astrogliose e microgliose. Mudanças no fígado e disfunção renal no estágio final indicaram que a correção ficou incompleta.
A diferença entre experimento animal e tratamento humano precisa permanecer clara. Resultados em camundongos ajudam a justificar novas pesquisas; não permitem prever a resposta de uma criança. O acompanhamento do primeiro paciente e futuros estudos serão decisivos para avaliar riscos, duração do efeito e impacto clínico.
A história de Riaan cria uma continuidade rara para o próprio Portal Nova Pauta. Em 2025, o portal relatou o caminho até o diagnóstico. Em 2026, a mesma criança passou a ocupar o centro de uma tentativa pioneira de terapia genética para a condição. O avanço científico convive com incertezas que exigem tempo e evidências.
10. Onde buscar atendimento para doenças raras em Pernambuco?
Pernambuco possui serviços habilitados pelo Ministério da Saúde na rede de doenças raras. A lista federal atualizada em setembro de 2026 inclui cinco unidades pernambucanas. São elas: Hospital Maria Lucinda, IMIP, Hospital Regional Inácio de Sá, HC-UFPE e Real Hospital Português. A presença na relação não significa que todas essas unidades acompanhem especificamente síndrome de Cockayne. Cada serviço possui habilitações próprias e fluxos de acesso.
A rede brasileira reúne 60 serviços habilitados em 15 unidades da Federação. Dez possuem habilitação para realização de terapia gênica no SUS. O IMIP, no Recife, aparece entre as unidades habilitadas nessa modalidade.
11.Pernambuco amplia rede de doenças raras e terapia gênica
O instituto realizou em 23 de dezembro de 2025 um procedimento de terapia gênica em paciente com atrofia muscular espinhal. O caso mostra que terapias baseadas em genes fazem parte da assistência pernambucana para indicações específicas. Essa experiência não tem relação direta com o protocolo experimental usado para Cockayne. Cada doença exige produto, critérios, autorização e acompanhamento próprios.
O Hospital Maria Lucinda mantém o Rarus, serviço voltado a doenças raras com atendimento pelo SUS. A unidade informa capacidade para cerca de 500usuários por mês, com mais da metade dos atendimentos destinados a moradores do interior de Pernambuco. O primeiro acesso depende de encaminhamento médico pelo SUS e regulação estadual.
O Hospital das Clínicas da UFPE recebeu habilitação como Serviço de Referência em Doenças Raras em 2026. A medida ampliou a estrutura especializada no estado.
12. Diagnóstico exige acompanhamento integrado
Para famílias diante de sinais compatíveis com uma doença genética rara, o caminho começa pela avaliação médica e pela rede de referência. A rede de saúde do Recife também vem incorporando estratégias voltadas ao atendimento de públicos com necessidades específicas. Na Policlínica Lessa de Andrade, por exemplo, a vacinação com realidade virtual busca tornar a imunização mais acessível para pessoas neurodivergentes. Um diagnóstico como Cockayne exige integração entre genética, neurologia, oftalmologia, audição, nutrição e outras áreas conforme as manifestações presentes.
A raridade não diminui o impacto da doença na vida de quem recebe o diagnóstico. A síndrome de Cockayne tipo II mostra como uma alteração microscópica pode repercutir em crescimento, cérebro, visão e vários órgãos. Expõe o tamanho do desafio científico quando existem poucos pacientes, poucas evidências e nenhuma cura aprovada.
A pesquisa de 2026 abriu uma fronteira que precisa ser acompanhada com rigor. A rede pernambucana oferece um ponto concreto de orientação para doenças raras, sem transformar um experimento pioneiro em promessa. Para cada família, a informação correta pode encurtar caminhos, melhorar o diálogo com profissionais e reduzir o peso de enfrentar uma condição pouco conhecida.
13. Entre avanços científicos, o cuidado permanece no centro
Por trás de cada diagnóstico existe uma rotina marcada por consultas, exames, adaptações e decisões difíceis. Também existem vínculos, afetos, pequenas conquistas e a busca diária por qualidade de vida. Em doenças ultrarraras, ciência e cuidado caminham lado a lado. Cada avanço amplia o conhecimento disponível e mantém aberta a possibilidade de respostas mais precisas para quem convive com a síndrome.
Dar visibilidade a condições como a síndrome de Cockayne também ajuda a romper um problema frequente nas doenças raras: o desconhecimento. Para as famílias, ser ouvido, receber orientação qualificada e encontrar uma rede preparada pode fazer diferença em toda a trajetória do cuidado.
A vacinação com realidade virtual passou a integrar o atendimento a crianças neurodivergentes na Policlínica Lessa de Andrade, na Madalena, no Recife. A sala usa óculos com animação em 3D durante a aplicação das vacinas. A proposta busca reduzir medo, ansiedade e tensão causados pela agulha.
A sala, chamada “Vacina Divertida com Realidade Virtual”, recebe crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, TOD e Síndrome de Down. Durante o atendimento, a criança acompanha uma atividade virtual inspirada no Parque da Tamarineira. A brincadeira propõe a montagem de um coração. A equipe prepara a imunização durante a experiência.
A Prefeitura do Recife informa que a unidade recebe cerca de 50 crianças neurodivergentes por mês para atualização da caderneta. Esse número representa a procura pela Policlínica Lessa de Andrade. Ele não corresponde ao total de usuários que já utilizaram os óculos. A gestão municipal não divulgou quantas crianças passaram pela experiência desde a implantação.
Experiência em 3D busca reduzir medo da agulha
O prefeito do Recife, Victor Marques, visitou a Policlínica Lessa de Andrade para conhecer o serviço. A unidade concentra vacinação, distribuição de medicamentos e atendimento especializado. O local também abriga o Centro TEA – Núcleo de Desenvolvimento Integral.
“A Policlínica Lessa de Andrade é um ponto muito importante da cidade em relação à vacinação, distribuição de medicamentos e outros serviços fundamentais na saúde do município, como o “Vacina Divertida”, que é simples e muito eficaz. Aqui tem um espaço específico onde as crianças neurodivergentes podem usar óculos de realidade virtual, que mostra o Parque Tamarineira e tem uma brincadeira para montar um coração. Enquanto ela vai se distraindo, os profissionais da saúde vão fazendo a preparação para o processo de vacinação, tornando muito menos doloroso para a criança e emocionalmente muito melhor para a família”, explicou o prefeito do Recife. “É você cuidar de cada ponto específico para que a criança participe desse processo com mais tranquilidade. Dá muito orgulho saber que essa atenção também é pensada dentro da nossa rede de saúde”, declarou Victor Marques.
Criança experimenta os óculos usados durante a vacinação.
Estudos apontam redução de medo, dor e ansiedade
A proposta usa distração imersiva durante um procedimento que costuma provocar tensão em parte do público infantil. Uma revisão sistemática publicada em 2024 reuniu 21 estudos com 2.663 crianças e adolescentes submetidos a procedimentos com agulhas.
Os resultados favoreceram o uso da realidade virtual na redução de dor, medo e ansiedade. Os pesquisadores registraram variação relevante entre os estudos. O trabalho também apontou a necessidade de pesquisas mais padronizadas.
A evidência científica ajuda a explicar a lógica da estratégia. Os estudos não permitem afirmar que os óculos elevam, sozinhos, a cobertura vacinal do Recife.
A Prefeitura apresenta o recurso como ferramenta para facilitar a adesão e reduzir barreiras durante a aplicação. Não foram divulgados indicadores locais sobre recusas, aplicações interrompidas, crises e atendimentos concluídos em períodos comparáveis.
Unidade recebe cerca de 50 crianças por mês
A média mensal divulgada pela gestão municipal ajuda a dimensionar a procura pela vacinação na Lessa de Andrade. Cerca de 50 crianças neurodivergentes chegam à unidade para conferir a caderneta e receber as doses indicadas.
O dado não representa, de forma comprovada, 50 atendimentos mensais com realidade virtual.
A secretária de Saúde do Recife, Luciana Albuquerque, afirma que a iniciativa busca ampliar a proteção das crianças em um ambiente mais acolhedor.
“É mais um equipamento que a saúde do Recife usa para ampliar as coberturas vacinais, agora com um recurso lúdico para crianças neurodivergentes, para melhor acolher e para que essa criança não deixe de ser vacinada. A gente aproveita para fazer um apelo aos pais e responsáveis para trazerem suas crianças. É uma sala de vacinação bastante tradicional aqui no Lessa de Andrade e também temos um Centro TEA, então é mais um recurso para ampliar as coberturas vacinais e para que nenhuma criança deixe de ser vacinada”, afirmou a gestora.
Atividade reúne profissionais na Policlínica Lessa de Andrade.
A escolha da policlínica está ligada ao movimento da vacinação e à presença do Centro TEA/NDI. O espaço de reabilitação integrado à Lessa de Andrade foi ampliado em janeiro de 2025.
A rede especializada do Recife também passa por expansão com a construção da UPAE de Casa Amarela, prevista para ampliar a oferta de consultas, exames e procedimentos na cidade.
A estrutura passou a contar com 11 consultórios, sala de integração sensorial, ginásios de fisioterapia e áreas para atividades em grupo.
O acesso aos óculos não depende de vínculo prévio com o Centro TEA. Esse ponto facilita a procura de famílias interessadas na atualização da caderneta.
Atendimento funciona sem agendamento
Vacinação com realidade virtual: a sala recebe demanda espontânea. A família não precisa marcar horário nem ter cadastro em um Centro TEA do Recife.
Na chegada, deve informar a condição da criança e apresentar documento com foto e caderneta de vacinação.
O espaço disponibiliza os imunizantes previstos no calendário vacinal. A recepção e a sala receberam ilustrações voltadas ao público infantil. Os profissionais passaram por treinamento para operar o equipamento e conduzir o atendimento.
A publicação oficial não informa horário exclusivo da experiência. Também não apresenta faixa etária máxima, número de aparelhos disponíveis nem protocolo específico de higienização.
O texto institucional não traz um valor individual para implantação do projeto. A animação em 3D foi produzida em parceria com a Empresa Municipal de Informática, a Emprel.
Para quem pretende levar uma criança, as orientações principais são objetivas. Não há agendamento. A caderneta deve acompanhar a família. A condição da criança precisa ser informada na unidade.
Criança usa óculos imersivos em ambiente adaptado.
Família relata menos estresse durante a vacinação
A experiência tem peso especial para famílias que já enfrentaram episódios de grande estresse durante a imunização. Shyrlene Barros é mãe de Dyllan, de 4 anos, diagnosticado com TEA, TOD e TDAH.
Ela relatou dificuldades anteriores durante a vacinação.
“É super maravilhoso porque, antes, era o maior aperreio com a criança, a gente tinha que segurar, prender ela a acabava machucando. Dyllan já teve uma crise e convulsionou no meio da vacinação. Hoje em dia ele sozinho vai sentar, vai assistir e nem vai sentir que está tomando a vacina, sendo protegido. Agora sim vai ser um momento de diversão para eles e com muito menos estresse”, disse.
O relato descreve uma experiência vivida pela família. Ele não estabelece a causa entre a vacina e a convulsão mencionada. Essa distinção separa a vivência pessoal de uma conclusão médica.
Recife já testou realidade virtual em vacinação
O uso de óculos imersivos em vacinação não é inédito na cidade. Em outubro de 2025, a Secretaria de Saúde levou a tecnologia ao Rec’n’Play, no Bairro do Recife.
Crianças, adolescentes e jovens receberam vacinas assistindo a um vídeo imersivo durante a aplicação.
A experiência de 2025 ocorreu dentro da programação temporária do evento. A estrutura atual da Lessa de Andrade está instalada em uma unidade de saúde.
A Prefeitura apresenta o espaço como pioneiro em Pernambuco no atendimento com esse formato.
Não foi localizada comprovação independente suficiente para tratar a iniciativa como a primeira do Estado em qualquer modalidade de vacinação com realidade virtual.
A diferença mais clara está na forma de atendimento. A ação do Rec’n’Play teve duração limitada e público ligado à programação do festival.
Na Madalena, a tecnologia integra a rotina de uma policlínica. A unidade recebe crianças neurodivergentes para vacinação e mantém um Centro TEA/NDI.
Estudos sobre procedimentos com agulhas indicam que a realidade virtual pode ajudar a reduzir medo, ansiedade e dor em crianças. O recurso funciona como apoio de distração.
Ele não substitui avaliação clínica, indicação das vacinas e acompanhamento da equipe de saúde.
Para muitas famílias, a diferença pode estar em algo simples: chegar para uma vacina sem transformar o momento em uma experiência de medo e tensão. Um ambiente preparado, profissionais capacitados e recursos de distração podem tornar a passagem pela sala de imunização mais tranquila para a criança e para quem a acompanha.
A consolidação do projeto dependerá de resultados que ainda precisam ser medidos pela rede municipal. Número de atendimentos, conclusão das aplicações e adesão das famílias poderão mostrar o alcance da iniciativa ao longo do tempo. Até lá, a experiência da Lessa de Andrade já coloca em evidência um princípio essencial da saúde pública: o cuidado também passa pela forma como cada pessoa é recebida.
Crédito para todas as imagens: Hélia Scheppa/Prefeitura do Recife.
A UPAE de Casa Amarela está em construção na Avenida Norte, nº 5.600, na Zona Norte do Recife, com entrega prevista para 2027. O equipamento será a quarta Unidade Pública de Atendimento Especializado da cidade e terá perfil voltado ao cuidado oncológico.
A Prefeitura do Recife informa que a obra recebe investimento superior a R$ 14 milhões, com recursos do Governo Federal. A capacidade estimada chega a cerca de 30 mil atendimentos mensais, reunindo consultas, exames, procedimentos ambulatoriais e suporte multiprofissional.
O prefeito Victor Marques vistoriou o canteiro nesta terça-feira (8). A agenda acompanhou o estágio das fundações, etapa que antecede a montagem da estrutura principal do prédio.
Gestores acompanham andamento da obra – Foto: Hélia Scheppa/Prefeitura do Recife
A nova unidade terá atendimento para usuários a partir de 14 anos. O funcionamento está previsto de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, após a inauguração.
Na vistoria, Victor Marques afirmou que o equipamento pretende ampliar a oferta municipal para pessoas que enfrentam demora no diagnóstico e no cuidado. A gestão relaciona o projeto ao fortalecimento da assistência especializada no Recife.
“Tratamento de câncer é sempre um desafio na saúde pública em todo o Brasil. Por isso, o Recife dá um passo inovador com uma UPAE dedicada ao diagnóstico e ao tratamento oncológico. Este equipamento terá capacidade para realizar mais de 30 mil atendimentos, além de ampliar o atendimento de pessoas que, hoje, enfrentam longas filas para conseguir diagnóstico e tratamento, inclusive na rede estadual. A Prefeitura do Recife está assumindo essa responsabilidade junto ao Governo Federal, ampliando a oferta de serviços e fortalecendo a saúde pública. Tenho certeza de que este será um grande equipamento para saúde pública de Pernambuco”, destacou o prefeito.
Obra entra na fase de fundações em Casa Amarela
Os serviços começaram em março deste ano. As equipes trabalham na movimentação de terra, execução da infraestrutura e consolidação das fundações.
A previsão municipal indica conclusão das sapatas isoladas durante setembro. Em outubro, as equipes devem iniciar a instalação de pilares e vigas. A superestrutura deve avançar até o fim do ano.
Construção está na etapa de fundações – Foto: Hélia Scheppa/Prefeitura do Recife
A superestrutura será formada por elementos pré-fabricados de concreto. Essa etapa dará forma aos principais volumes do edifício e permitirá o avanço das áreas internas planejadas para assistência especializada.
O cronograma apresentado pela gestão municipal prevê entrega no primeiro semestre de 2027. A obra ocupa um terreno na Avenida Norte, via que concentra grande circulação entre bairros da Zona Norte.
O endereço sediará a quarta UPAE do Recife após a entrega prevista para 2027.
UPAE de Casa Amarela: unidade terá diagnóstico, biópsias e pequenas cirurgias
O principal diferencial da UPAE de Casa Amarela será o perfil oncológico. A ampliação da estrutura ocorre em um cenário de reforço das estratégias de rastreamento do câncer pelo SUS, com foco na identificação precoce da doença.
A Secretaria de Saúde cita atenção para casos de câncer de mama, útero, pele e trato gastrointestinal. O objetivo informado é agilizar o diagnóstico, o estadiamento e a realização de pequenas cirurgias dentro da linha de cuidado oncológico.
Perspectiva da futura unidade – Imagem: Prefeitura do Recife
O prédio contará com duas salas cirúrgicas e uma sala de recuperação. A estimativa divulgada pela gestão municipal prevê até 800 cirurgias, dentro da capacidade planejada para o serviço.
A unidade também terá exames diagnósticos e atendimento multiprofissional. Esse conjunto busca ampliar a capacidade municipal de identificar casos suspeitos e acelerar etapas necessárias antes da continuidade do cuidado.
A Prefeitura não informou a oferta de quimioterapia nem radioterapia entre os serviços previstos para a unidade. Entre os serviços previstos estão diagnóstico, estadiamento, procedimentos ambulatoriais, biópsias e pequenas cirurgias.
Luciana Albuquerque, secretária de Saúde do Recife, informou que a unidade foi planejada para reforçar o diagnóstico, estadiamento e pequenas cirurgias. A pasta espera atender uma demanda que ainda não conta com esse formato especializado na rede municipal.
“É mais um grande equipamento que a Saúde do Recife entrega à população. Esta é a nossa quarta UPAE, com capacidade para realizar 5 mil consultas médicas e não médicas, exames e 800 cirurgias. São duas salas cirúrgicas e uma sala de recuperação. A ideia é ampliar e agilizar, principalmente, o diagnóstico, o estadiamento e a realização de pequenas cirurgias para os principais tipos de câncer, como os de mama, útero, pele e do trato gastrointestinal. Vamos atender uma demanda que, até então, Recife não tinha e que, agora, passa a contar com esse serviço especializado na UPAE”, contou.
Estrutura terá 15 especialidades e área de 3,7 mil m²
A UPAE terá 3.702,50 m² de área construída e consultas em 15 especialidades médicas. O serviço será destinado a pacientes com idade a partir de 14 anos.
O térreo concentrará consultórios, farmácia, exames de imagem e espaços para profissionais de diferentes áreas. O primeiro andar reunirá exames especializados, teleconsulta, setor administrativo e bloco cirúrgico.
Projeto da unidade em Casa Amarela – Imagem: Prefeitura do Recife
A capacidade mensal anunciada chega a cerca de 30 mil atendimentos. A Secretaria de Saúde também cita 5 mil consultas médicas e não médicas dentro da programação assistencial apresentada.
A distribuição dos ambientes foi planejada para concentrar diferentes etapas do atendimento especializado no mesmo endereço. O projeto reúne áreas clínicas, exames e procedimentos em uma estrutura dedicada à assistência especializada.
O equipamento terá papel complementar na rede municipal. A estrutura não substitui as unidades de atenção básica, que continuam como ponto de entrada para encaminhamentos regulados.
Os ambientes previstos no projeto buscam reunir etapas clínicas no mesmo prédio. A organização inclui áreas de consulta, diagnóstico, recuperação e apoio administrativo, com circulação planejada para pacientes e equipes.
UPAE de Casa Amarela: atendimento dependerá de encaminhamento pela rede municipal
O acesso aos serviços será feito pela Central de Regulação do Recife. O paciente precisará passar pela Atenção Básica e receber encaminhamento para a assistência especializada.
Esse fluxo significa que a UPAE não funcionará como serviço de livre procura. A vaga dependerá da indicação clínica e da regulação dentro da rede pública municipal.
Para chegar ao atendimento especializado, o usuário deverá iniciar o percurso pela rede básica. A equipe fará a avaliação clínica e encaminhará o caso para regulação quando houver indicação para consultas, exames e procedimentos na UPAE.
Recife já conta com UPAEs no Ibura, Arruda e Mustardinha. A unidade de Casa Amarela ampliará esse conjunto com uma proposta concentrada na linha de cuidado oncológico.
A gestão municipal afirma que a nova estrutura busca ampliar a detecção precoce de diferentes tipos de câncer. Consultas, exames, biópsias e procedimentos estarão reunidos no mesmo equipamento.
A expectativa apresentada pela Prefeitura é ampliar a oferta especializada e agilizar o diagnóstico de pacientes encaminhados pela rede. A operação dependerá da conclusão da obra, da montagem das equipes e da integração com a regulação.
A Prefeitura mantém a previsão de entrega para o primeiro semestre de 2027. Até lá, o cronograma seguirá com fundações, pilares, vigas, superestrutura e implantação dos ambientes internos previstos no projeto.
Os Sintomas do câncer colorretal podem incluir sangue nas fezes, mudança persistente no funcionamento do intestino, dor abdominal, anemia, fraqueza e perda de peso sem causa aparente. Esses sinais não confirmam a presença de um tumor. Eles merecem atenção quando persistem, se repetem ou surgem junto de outras alterações do organismo.
O câncer colorretal, também chamado de câncer de cólon e reto ou câncer de intestino, está entre os tumores mais frequentes no Brasil. A doença pode se desenvolver sem manifestações claras nas fases iniciais. Essa característica reforça a importância do rastreamento e da avaliação médica diante de mudanças que fogem do padrão habitual.
Em 2026, o Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou o teste imunoquímico fecal, conhecido pela sigla FIT, ao rastreamento de pessoas assintomáticas de 50 a 75 anos. O exame busca sangue oculto nas fezes e pode indicar a necessidade de investigação complementar.
Este guia reúne os principais sinais de alerta, fatores de risco, formas de prevenção, exames usados na investigação e dados atualizados de Pernambuco e Recife.
Quais são os principais sintomas do câncer colorretal
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) relaciona manifestações que exigem atenção quando persistem. Entre elas estão sangue nas fezes, diarreia ou prisão de ventre prolongadas, mudança do hábito intestinal, dor ou desconforto abdominal, fraqueza, anemia, perda de peso sem motivo aparente, alteração no formato das fezes, sensação de evacuação incompleta e aumento do volume abdominal.
Nem todo sangramento anal indica doença oncológica. Hemorroidas, fissuras e doenças inflamatórias intestinais também podem provocar sangue nas fezes. A persistência do quadro e a associação com outras mudanças ajudam a definir a necessidade de avaliação profissional.
A mudança do hábito intestinal significa perceber que o intestino passou a funcionar de forma diferente do padrão habitual. A pessoa pode ter episódios frequentes de diarreia, prisão de ventre ou alternância entre os dois quadros. Uma alteração contínua merece investigação.
O que é câncer colorretal
A doença se desenvolve no cólon ou no reto, estruturas que fazem parte do intestino grosso. O cólon corresponde à maior porção desse segmento. O reto ocupa a parte final do tubo digestivo antes do canal anal.
Muitos tumores surgem a partir de pólipos, pequenas formações que crescem na parede intestinal. Nem todo pólipo se transforma em lesão maligna. Certos tipos podem sofrer alterações ao longo do tempo e dar origem a um tumor.
Esse processo pode levar anos. A identificação e a retirada de lesões precursoras reduzem o risco de progressão em parte dos casos.
Anatomia do cólon e do reto
Anatomia do cólon e do reto – Imagem: Servier Medical Art / CC BY 4.0
A imagem mostra a localização do cólon e do reto, facilitando a compreensão dos exames e sintomas citados na reportagem.
A doença pode não dar sintomas no início
Uma pessoa pode apresentar lesões ou um tumor em fase inicial sem perceber mudanças claras no organismo. A ausência de sintomas não significa ausência de risco.
O rastreamento procura alterações em pessoas que se sentem bem e não apresentam sinais da doença. A investigação diagnóstica atende quem já apresenta sintomas ou suspeita clínica.
A diferença pode ser resumida de forma simples:
Sem sintomas: rastreamento. Com sintomas: investigação diagnóstica.
Quem percebe sangue nas fezes, anemia sem causa definida, dor persistente ou mudança intestinal prolongada não deve esperar atingir a idade prevista no programa de rastreamento para procurar atendimento.
Sintomas do câncer colorretal: quem apresenta maior risco
A idade é um dos fatores associados ao aumento do risco. Histórico familiar, doenças inflamatórias intestinais e determinadas síndromes hereditárias também elevam a atenção necessária.
Excesso de peso, inatividade física, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e alimentação com alta presença de carnes processadas aparecem entre os fatores modificáveis relacionados à doença.
Pessoas com histórico pessoal de pólipos intestinais que exigem acompanhamento podem precisar de vigilância específica, definida pela equipe de saúde. O intervalo e o tipo de exame dependem do perfil clínico.
Ter um fator de risco não significa que a pessoa desenvolverá um tumor. A presença desses elementos indica maior probabilidade e pode justificar acompanhamento mais atento.
Como reduzir o risco
A prevenção passa por hábitos que favorecem a saúde intestinal e reduzem fatores associados ao adoecimento. O INCA recomenda alimentação com frutas, verduras, legumes, feijões, cereais integrais, sementes e outros alimentos ricos em fibras.
Carnes processadas, como presunto, salame, salsicha e linguiça, devem ser evitadas. A orientação técnica recomenda limitar o consumo de carne vermelha a até 500 gramas de carne cozida por semana.
Manter peso corporal adequado e praticar atividade física com regularidade fazem parte das medidas de proteção. Não fumar e reduzir o consumo de álcool também diminuem fatores de risco.
Nenhuma medida oferece proteção absoluta. A prevenção reduz probabilidades e deve caminhar junto da atenção aos sintomas e do rastreamento quando indicado.
Sintomas do câncer colorretal: como funciona o rastreamento
O rastreamento procura alterações em pessoas sem sintomas. A estratégia busca identificar sangue oculto, pólipos ou outras mudanças que justifiquem uma avaliação mais detalhada.
Em 2026, o SUS passou a adotar o FIT no rastreamento de homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos, com repetição a cada dois anos. A faixa etária vale apenas para o programa. Quem já apresenta sinais segue outro fluxo de investigação.
O teste não confirma diagnóstico. Ele funciona como ferramenta de triagem para selecionar quem precisa de investigação complementar.
O que é o teste FIT
O teste imunoquímico fecal utiliza anticorpos específicos para identificar pequenas quantidades de sangue humano nas fezes. O material pode ser coletado em casa e levado para análise laboratorial.
O exame dispensa preparo intestinal e dieta restritiva. Uma única amostra é suficiente no protocolo adotado pelo SUS, o que reduz barreiras práticas e pode facilitar a adesão.
Um resultado positivo mostra que houve detecção de sangue oculto. A causa precisa de investigação. Sangramentos também podem ocorrer em condições benignas.
Análise laboratorial no rastreamento – Imagem: Pexels
A imagem ilustra uma etapa de análise laboratorial relacionada à investigação de alterações de saúde. Ela não representa, de forma específica, a execução de um exame FIT.
FIT positivo significa câncer?
Não. Um resultado positivo indica presença de sangue oculto na amostra. Esse achado exige avaliação complementar e não determina a causa do sangramento.
A colonoscopia pode ser indicada para visualizar o interior do cólon e do reto, identificar lesões e retirar pólipos durante o procedimento. O exame também permite coletar tecido quando existe uma área suspeita.
A confirmação de um tumor depende da análise anatomopatológica do material obtido por biópsia. Essa etapa identifica as características das células e orienta a definição diagnóstica.
Qual é o papel da colonoscopia
A colonoscopia permite examinar diretamente a parede interna do intestino grosso. O médico consegue observar alterações, localizar pólipos, avaliar áreas suspeitas e realizar procedimentos durante o exame.
FIT e colonoscopia cumprem funções diferentes. O primeiro atua como método de rastreamento para o público definido pelo SUS. A colonoscopia pode participar da investigação após um teste alterado e da avaliação de sintomas ou perfis de risco.
A indicação considera idade, sintomas, histórico familiar, resultados anteriores e condições clínicas. A decisão cabe à equipe responsável pelo acompanhamento.
Como é feito o diagnóstico
Sintomas do câncer colorretal: A investigação começa pela avaliação clínica. O profissional reúne informações sobre sintomas, duração das alterações, histórico familiar, doenças prévias e fatores de risco.
Exames laboratoriais, colonoscopia e métodos de imagem podem integrar essa etapa. A escolha depende do quadro apresentado e das hipóteses levantadas na consulta.
Quando uma lesão suspeita é encontrada, a equipe pode obter uma amostra de tecido. A análise anatomopatológica confirma ou descarta a presença de células malignas.
Após a confirmação, o paciente passa pelo estadiamento, processo que avalia a extensão da doença e ajuda a definir a estratégia terapêutica.
Como é feito o tratamento
O tratamento depende da localização do tumor, do estágio da doença e das condições clínicas do paciente. A cirurgia tem papel central em muitos casos com possibilidade de tratamento curativo.
Quimioterapia, radioterapia e outras estratégias oncológicas podem integrar o plano terapêutico. A combinação depende do tipo de lesão, da extensão do quadro e da resposta esperada.
A equipe multiprofissional pode acompanhar alimentação, controle de sintomas, recuperação após procedimentos e necessidades de suporte durante o tratamento.
Câncer colorretal tem cura?
Sim, existem casos curáveis. As possibilidades de sucesso aumentam quando a doença é identificada em estágio inicial e pode ser tratada antes de uma disseminação mais extensa.
Não existe uma porcentagem única de cura válida para todas as pessoas. O prognóstico depende do estágio, da localização, das características biológicas do tumor, da resposta ao tratamento e das condições gerais de saúde.
A detecção precoce amplia as opções terapêuticas. Esse é um dos motivos para investigar sintomas persistentes e aderir ao rastreamento quando a pessoa faz parte do público indicado.
Pernambuco tem estimativa de 1.460 casos em 2026
Dados do INCA projetam 1.460 novos casos de câncer de cólon e reto em Pernambuco em 2026. A estimativa reúne 640 ocorrências em homens e 820 em mulheres.
A taxa bruta projetada para o estado é de 15,24 casos por 100 mil habitantes. O número representa uma estimativa epidemiológica e não uma contagem de diagnósticos já confirmados.
Essas projeções ajudam gestores de saúde a planejar prevenção, diagnóstico, tratamento e capacidade assistencial. Para o público, os dados mostram o peso da doença no cenário estadual.
Recife tem estimativa de 380 novos casos
O INCA projeta 380 novos casos no Recife em 2026, com 160 ocorrências em homens e 220 em mulheres. A taxa bruta estimada chega a 23,35 casos por 100 mil habitantes.
A projeção específica para Recife permite dimensionar a presença da doença na cidade, sem substituir os registros de diagnósticos confirmados.
Onde buscar atendimento em Pernambuco
Quem percebe sinais persistentes pode iniciar a busca por atendimento na rede de saúde. A atenção básica consegue avaliar sintomas, solicitar exames iniciais e encaminhar o paciente quando há necessidade de investigação especializada.
Pernambuco possui unidades habilitadas para atendimento oncológico em diferentes regiões. O acesso a esses serviços segue regras de regulação e encaminhamento do SUS.
A orientação mais segura é procurar avaliação clínica em vez de escolher diretamente um hospital de referência. O fluxo adequado direciona o paciente ao serviço compatível com sua necessidade.
Perguntas frequentes sobre sintomas e rastreamento
Sintomas do câncer colorretal: quais são os primeiros sinais?
Sangue nas fezes, mudanças persistentes no hábito intestinal, desconforto abdominal, anemia, fraqueza e perda de peso podem aparecer entre os sinais iniciais. A presença isolada de um sintoma não confirma diagnóstico.
A doença pode ser silenciosa?
Sim. Lesões e tumores iniciais podem existir sem manifestações perceptíveis. O rastreamento procura identificar alterações nesse período assintomático.
Sangue nas fezes sempre indica tumor?
Não. Hemorroidas, fissuras e outras condições também podem causar sangramento. Persistência, recorrência ou associação com outros sintomas exigem avaliação.
Qual é a idade do rastreamento pelo SUS?
O programa adotado em 2026 utiliza o FIT em homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos, com repetição bienal. Pessoas com sintomas seguem investigação diagnóstica, independentemente dessa faixa.
FIT positivo confirma a doença?
Não. O resultado aponta sangue oculto na amostra e indica necessidade de investigação complementar.
Sintomas do câncer colorretal: quando procurar atendimento?
Alterações persistentes no intestino, sangue nas fezes, anemia sem explicação, dor abdominal frequente, perda de peso sem causa aparente: esses sinais justificam uma avaliação profissional. O objetivo é reduzir atrasos diante de sinais que merecem investigação.
Reconhecer os sinais do corpo envolve perceber quando uma mudança merece atenção. Sangue nas fezes, alterações persistentes no funcionamento do intestino, dor abdominal frequente e perda de peso sem explicação exigem avaliação de um profissional de saúde.
A prevenção também passa por hábitos saudáveis e pela participação no rastreamento quando houver indicação. O diagnóstico precoce amplia as possibilidades de tratamento e pode fazer diferença no percurso do paciente.
Informação de qualidade ajuda a reduzir o medo e evita que sintomas importantes sejam ignorados. Diante de uma alteração persistente, o caminho mais seguro é buscar atendimento e esclarecer a causa com acompanhamento profissional.
O Teste FIT no SUS passa a integrar a tabela de procedimentos da rede pública para ampliar o rastreamento do câncer colorretal. O SUS destinará o exame a homens e mulheres de 50 a 75 anos sem sintomas, com repetição a cada dois anos. Uma portaria publicada no Diário Oficial da União formalizou a inclusão nesta segunda-feira (10).
O procedimento identifica pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, invisíveis a olho nu. Sangue oculto pode ser sinal de pólipos, lesões pré-cancerígenas e câncer intestinal. Anticorpos específicos permitem identificar sangue humano e aumentam a precisão em comparação com exames anteriores de sangue oculto nas fezes.
O paciente recebe um kit para coletar uma amostra em casa, que segue para análise laboratorial. O Ministério da Saúde informa que o FIT não exige preparo intestinal nem dieta restritiva antes da coleta. Uma única amostra é suficiente para a realização do exame.
Um resultado positivo não confirma câncer. A presença de sangue oculto indica a necessidade de exames complementares para investigar a causa. A colonoscopia continua como principal método de avaliação do cólon e do reto e permite visualizar o intestino e retirar pólipos durante o procedimento.
O protocolo define um uso específico para o exame. A medida reserva o FIT ao rastreamento e exclui seu uso na investigação diagnóstica de pessoas com sintomas ou suspeita clínica de câncer. Esses pacientes precisam de avaliação médica e de uma investigação definida conforme o quadro clínico.
Teste FIT no SUS: Dados apresentados pelo Ministério da Saúde apontam sensibilidade entre 85% e 92% para o FIT identificar possíveis alterações. A estratégia pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e à detecção precoce da doença.
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 53,8 mil novos casos de câncer colorretal por ano no Brasil entre 2026 e 2028. A doença está entre os tipos de câncer mais frequentes no país.
Em Pernambuco, a estimativa oficial para 2026 é de 1.460 novos casos de câncer de cólon e reto. O número reúne 640 diagnósticos estimados em homens e 820 em mulheres, com taxa bruta de 15,24 casos por 100 mil habitantes. No Recife, o INCA projeta 380 novos casos neste ano.
A inclusão do FIT na tabela do SUS transforma em procedimento da rede a estratégia que o Ministério da Saúde anunciou em maio. A medida busca ampliar o rastreamento de pessoas sem sintomas e favorecer a identificação de alterações antes do avanço da doença.
O Agosto Dourado 2026 mantém a amamentação em evidência durante todo o mês. A campanha brasileira busca ampliar a informação, a proteção e o apoio às famílias. Em 2026, o debate ganhou reforço internacional com a Semana Mundial do Aleitamento Materno, realizada de 1º a 7 de agosto.
A mobilização não termina com o encerramento da semana mundial. No Brasil, a Lei nº 13.435/2017 instituiu agosto como Mês do Aleitamento Materno e prevê ações de conscientização ao longo dos 31 dias. Pernambuco mantém bancos de leite humano, postos de coleta e serviços de orientação para quem precisa de apoio.
A reportagem reúne recomendações oficiais, dados nacionais, benefícios, dificuldades comuns e locais onde buscar atendimento no Recife e em outras cidades pernambucanas.
O que é o Agosto Dourado?
O Agosto Dourado é o período dedicado à promoção, proteção e apoio à amamentação no Brasil. A Lei nº 13.435, sancionada em 2017, oficializou o Mês do Aleitamento Materno. O texto prevê palestras, divulgação em mídias, reuniões comunitárias e ações em espaços públicos. A norma prevê iluminação de locais na cor dourada. A decoração de espaços nessa tonalidade integra as ações previstas.
A escolha da cor faz referência ao chamado “padrão ouro” de qualidade do leite humano. O Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz, utiliza essa associação ao explicar a identidade da campanha.
A mobilização brasileira está ligada à Semana Mundial do Aleitamento Materno. A iniciativa internacional ocorre todos os anos, entre 1º e 7 de agosto, e concentra ações de promoção, proteção e apoio à prática.
Qual é o tema do Agosto Dourado em 2026?
A Semana Mundial do Aleitamento Materno de 2026 adotou o tema “Breastfeeding for a sustainable start in life: strengthen what works”. A Fiocruz apresenta a formulação em português como “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortalecer o que funciona”.
A proposta deste ano concentra atenção em estratégias que já apresentam resultados. A Organização Mundial da Saúde (OMS) defende o acompanhamento de indicadores, a avaliação de impacto e a ampliação de iniciativas eficazes. As ações abrangem sistemas de saúde, ambientes de trabalho e comunidades.
O fim da semana mundial, em 7 de agosto, não encerra a mobilização brasileira. A legislação mantém as ações de conscientização durante todo o mês.
Até quando a amamentação é recomendada?
O Ministério da Saúde recomenda amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida. A amamentação exclusiva prevê leite materno como único alimento nos primeiros seis meses de vida.
A alimentação complementar começa a partir dos seis meses, com alimentos adequados à idade e ao desenvolvimento da criança. A amamentação pode se estender para além dos dois anos de idade.
O termo “exclusiva” possui significado específico. O termo indica que o bebê recebe somente leite materno nos primeiros seis meses. Medicamentos, vitaminas e sais de reidratação entram apenas quando houver indicação profissional.
Essas orientações funcionam como referência de saúde pública. Dor persistente, dificuldade de pega, condições clínicas da mulher ou do bebê e outras intercorrências exigem avaliação individual por profissionais de saúde.
Quais são os benefícios da amamentação?
Benefícios para o bebê
Agosto Dourado 2026: o Ministério da Saúde informa que o leite materno ajuda na proteção contra diarreias, infecções respiratórias e alergias. O órgão também relaciona a prática à redução do risco de hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade ao longo da vida.
O alimento fornece nutrientes importantes para o crescimento e contribui para a proteção imunológica da criança. A prática também está associada ao desenvolvimento cognitivo e ao fortalecimento do vínculo entre o bebê e quem amamenta.
Benefícios para a mulher
A amamentação também traz benefícios para a saúde da mulher. O Ministério da Saúde aponta redução do risco de hemorragia no pós-parto e de câncer de mama e ovário.
O processo pode fortalecer o vínculo com o bebê, mas isso não significa ausência de dificuldades. Problemas podem surgir no início ou ao longo da prática. O apoio profissional e uma rede familiar acolhedora podem contribuir para sua continuidade.
Aleitamento exclusivo chegou a 45,8% no Brasil no ENANI-2019
O Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019) estimou em 45,8% a prevalência de aleitamento exclusivo entre crianças brasileiras menores de seis meses. No Nordeste, a estimativa alcançou 39%.
O levantamento não identificou diferença estatisticamente significativa entre as macrorregiões nesse indicador. Os números precisam ser interpretados com a referência temporal correta: representam dados da edição de 2019 e não retratam o cenário de 2026.
O relatório de 2019 permanece como base consolidada disponível para esse indicador na página oficial do estudo até esta publicação. Dados de edições posteriores poderão atualizar o cenário quando houver divulgação oficial dos resultados correspondentes.
Amamentar pode apresentar dificuldades
Atendimento em saúde reforça a rede de apoio às famílias – Imagem: Magnific
A amamentação pode exigir um período de adaptação. Materiais do Ministério da Saúde abordam problemas como pega inadequada, mamilos doloridos, fissuras, ingurgitamento mamário e sucção fraca.
Dor persistente, lesões ou outros problemas não devem ser tratados apenas com orientações encontradas na internet. A avaliação em uma unidade de saúde ou banco de leite pode ajudar a identificar a causa e indicar o cuidado adequado.
A pega e o posicionamento do bebê têm papel importante na prevenção de dificuldades. O retorno ao trabalho também pode afetar a continuidade da prática e exige organização compatível com a rotina familiar.
O apoio não precisa ficar restrito a quem amamenta. Familiares, profissionais de saúde, empregadores e comunidade integram uma rede capaz de favorecer a continuidade. O fortalecimento dessas estruturas está entre os focos da campanha internacional de 2026.
Bancos de leite também oferecem apoio à amamentação
Agosto Dourado 2026: um Banco de Leite Humano não atua somente no recebimento de doações. A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano atribui a essas unidades ações de promoção, proteção e apoio à amamentação. Os serviços também coletam, processam e distribuem as doações conforme critérios sanitários.
Pessoas com dúvidas ou dificuldades podem procurar orientação nessas unidades. A rede também contribui para o atendimento de recém-nascidos hospitalizados que necessitam de leite humano doado.
A Rede Brasileira informa que a doadora deve estar em fase de lactação e amamentar o próprio bebê. Ela precisa apresentar boas condições de saúde e não utilizar medicamentos incompatíveis com a doação. A equipe responsável avalia os critérios antes do cadastramento.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) mantém uma relação pública de Bancos de Leite Humano e Postos de Coleta. A página consultada em agosto de 2026 reúne 11 bancos e quatro postos de coleta em Pernambuco.
No Recife, a lista inclui serviços em Casa Amarela, Iputinga, Encruzilhada, Cidade Universitária, Boa Vista, Afogados e Curado. A rede estadual também possui unidades em outros municípios, como Caruaru e Petrolina.
Bancos de leite no Recife
Unidade
Bairro
Telefone
Hospital Agamenon Magalhães
Casa Amarela
(81) 3184-1690
Hospital Barão de Lucena
Iputinga
(81) 3184-6552
CISAM/UPE
Encruzilhada
(81) 3182-7720
Hospital das Clínicas de Pernambuco
Cidade Universitária
(81) 2126-3831
IMIP
Boa Vista
(81) 2122-4719
Maternidade Professor Bandeira Filho
Afogados
(81) 3355-2235
Hospital da Mulher do Recife
Curado
(81) 2011-0100
Os contatos constam na relação oficial mantida pela SES-PE.
A Prefeitura do Recife oferece orientação presencial sobre amamentação, coleta e armazenamento para doação. O atendimento está disponível na Maternidade Bandeira Filho, na Policlínica e Maternidade Professor Arnaldo Marques e na Policlínica e Maternidade Professor Barros Lima.
O Conecta Recife informa que o atendimento presencial exige RG e Cartão SUS. Telefones, horários e fluxos podem sofrer alterações. A recomendação é confirmar o funcionamento da unidade antes do deslocamento.
Como funciona a doação de leite humano?
Agosto Dourado 2026 destaca a doação de leite humano – Imagem: Magnific
As doações abastecem serviços que atendem recém-nascidos, especialmente prematuros ou bebês de baixo peso internados em unidades neonatais.
A mulher interessada deve entrar em contato com um banco ou posto de coleta. A equipe avalia os critérios para doação e fornece orientações sobre retirada, armazenamento e entrega.
A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano mantém instruções específicas para as doadoras. O acompanhamento da equipe ajuda a preservar a segurança do processo, desde a coleta até o destino do alimento.
Perguntas frequentes sobre o Agosto Dourado
O que é a campanha Agosto Dourado?
É uma mobilização realizada durante o mês de agosto para promover, proteger e apoiar a amamentação. No Brasil, o período ganhou reconhecimento legal com a Lei nº 13.435/2017.
Por que surgiu o Agosto Dourado?
A campanha amplia a conscientização sobre a importância da amamentação e fortalece ações de apoio às famílias. A mobilização brasileira se relaciona à Semana Mundial do Aleitamento Materno e às políticas nacionais de incentivo à prática.
Qual é o Dia Mundial do Aleitamento Materno?
A referência internacional utilizada pela OMS é a Semana Mundial do Aleitamento Materno, realizada anualmente entre 1º e 7 de agosto. A edição de 2026 ocorreu nesse período.
Qual é o símbolo do Agosto Dourado?
A cor dourada identifica a mobilização e faz referência ao chamado “padrão ouro” de qualidade do leite humano.
Até quando vai o Agosto Dourado?
A campanha segue até 31 de agosto. A Semana Mundial terminou no dia 7, mas as ações brasileiras de conscientização continuam durante todo o mês.
Informação e apoio fazem parte da campanha
O Agosto Dourado coloca a amamentação no centro de uma agenda de saúde, proteção e apoio às famílias. O tema de 2026 reforça a necessidade de ampliar estratégias que já apresentam resultados.
Em Pernambuco, bancos de leite, postos de coleta e maternidades oferecem caminhos para orientação. Quem enfrenta dificuldades ou pretende fazer uma doação pode procurar esses serviços para receber avaliação e instruções adequadas.
Medicamentos vencidos não devem ir para o lixo comum, para a pia ou para o vaso sanitário. Farmácias, drogarias e outros estabelecimentos participantes mantêm coletores próprios para receber esses produtos.
Ouça o resumo completo da matéria
Os coletores recebem remédios fora da validade e produtos que sobraram de tratamentos. A entrega em pontos de coleta reduz o risco de contato acidental dentro de casa. O descarte correto impede que substâncias farmacêuticas alcancem o lixo doméstico ou a rede de esgoto.
Separar esses materiais leva poucos minutos e contribui para proteger pessoas, animais e o meio ambiente.
Por que medicamentos não devem ir para o lixo comum?
Um medicamento vencido continua contendo princípios ativos e outras substâncias químicas. O término da validade não transforma o produto em um resíduo doméstico comum.
Crianças, animais, catadores e trabalhadores da limpeza urbana, podem entrar em contato com comprimidos, líquidos, pomadas e cápsulas jogados na lixeira.
Frascos quebrados e embalagens abertas aumentam o risco de vazamentos, o que pode gerar contaminação para outros materiais nas etapas de coleta, transporte e processamento dos resíduos.
A pia e o vaso sanitário também não oferecem uma solução segura. Esse tipo de descarte leva o medicamento para a rede de esgoto, e parte das substâncias pode chegar ao solo, aos rios e a outros recursos hídricos.
Órgãos públicos recomendam a entrega dos remédios em coletores específicos, nunca em lixeiras, sanitários, rios ou córregos. O consumidor deve procurar um coletor específico.
No Recife, a plataforma Recife Limpa indica que farmácias e unidades de saúde com estrutura adequada podem receber esse tipo de resíduo.
A existência de um estabelecimento no bairro não garante a presença do coletor. O morador precisa consultar o serviço e confirmar a disponibilidade antes do deslocamento.
LogMed ajuda a localizar unidades coletoras
O Programa Setorial LogMed mantém um localizador nacional de pontos de descarte. A pesquisa pode ser feita pela localização do aparelho, pelo município, pelo endereço ou pelo CEP.
O usuário deve seguir estas etapas:
acessar a página “Onde descartar”;
autorizar o uso da localização ou digitar um endereço;
consultar as unidades apresentadas no mapa;
escolher o ponto mais próximo;
conferir os dados do estabelecimento.
A base pode receber novas unidades, alterações de endereço e exclusões. Uma relação fixa publicada na reportagem poderia perder validade com o passar do tempo.
Uma consulta realizada no dia da entrega apresenta informações mais recentes. O consumidor também pode telefonar para o estabelecimento e perguntar se o coletor está disponível.
Essa verificação evita deslocamentos desnecessários, principalmente em cidades com poucos pontos cadastrados.
Quais materiais o coletor recebe?
Medicamentos vencidos: os pontos do LogMed recebem medicamentos domiciliares de uso humano vencidos ou sem utilização. A regra abrange produtos industrializados, manipulados e suas respectivas embalagens.
Confira os principais materiais:
Material
O coletor do LogMed recebe?
Medicamentos vencidos
Sim
Medicamentos sem uso
Sim
Caixas de remédios
Sim
Recipientes vazios de medicamentos
Sim
Agulhas
Não
Termômetros
Não
Gaze
Não
Produtos químicos domésticos
Não
Radiografias
Não
Pilhas e baterias
Não
Máscaras
Não
Exames e testes
Não
O recipiente não funciona como coletor geral de resíduos de saúde. Agulhas, seringas, termômetros, pilhas e produtos químicos exigem sistemas próprios de recebimento.
Materiais perfurocortantes precisam seguir as regras adotadas pelo município. Uma unidade de saúde pode informar o procedimento correto.
Agulhas e seringas nunca devem ficar soltas em sacolas, caixas ou lixeiras. Esses itens podem causar acidentes durante o manuseio dos resíduos.
Como preparar os medicamentos para o descarte
Cápsulas não devem ser abertas. Comprimidos precisam permanecer inteiros, e xaropes não devem ser despejados em pias ou recipientes improvisados.
Mantenha os comprimidos nas cartelas e feche os frascos de líquidos com firmeza. Pomadas, cremes e outros produtos precisam permanecer em embalagens que evitem vazamentos.
A embalagem original facilita a identificação do medicamento e da data de validade. Ela também protege o conteúdo durante o transporte até o ponto de coleta.
Uma sacola resistente ou uma caixa pode acomodar os produtos. O recipiente deve permanecer longe de crianças e animais durante o trajeto.
Frascos de vidro precisam de proteção contra impactos. Remédios não devem ser transportados junto com alimentos, roupas ou objetos pessoais.
Leia as instruções apresentadas no ponto de descarte. Algumas estações possuem compartimentos próprios para caixas, embalagens e medicamentos.
Um coletor cheio não deve receber novos produtos. Procure um funcionário do estabelecimento e peça orientação sobre outra unidade disponível.
Medicamentos vencidos: caixas e bulas podem ir para a reciclagem?
O LogMed recebe caixas de remédios e recipientes vazios nos pontos participantes. O consumidor pode entregar essas embalagens junto com os produtos vencidos ou sem uso.
Bulas e caixas de papel limpas podem seguir para a coleta seletiva local, desde que não apresentem resíduos de medicamentos.
Cartelas, bisnagas, potes e frascos que tiveram contato direto com o produto precisam acompanhar a logística reversa.
A separação evita a mistura de embalagens contaminadas com materiais recicláveis comuns.
Etiquetas de atendimento podem apresentar nome, CPF, endereço, número de cadastro ou outras informações pessoais. Esses dados devem ser retirados ou inutilizados no momento do descarte.
A identificação do medicamento precisa permanecer visível durante o armazenamento doméstico. Nome, dosagem e validade ajudam a evitar trocas e usos inadequados.
A farmácia ou a drogaria participante guarda os produtos em um recipiente específico. O material permanece protegido até o recolhimento.
Distribuidores transportam os resíduos para estruturas de armazenamento secundário. Fabricantes e importadores assumem as demais etapas do processo.
Empresas licenciadas recebem os materiais para tratamento e destinação ambientalmente adequada.
O Decreto Federal nº 10.388/2020 estabelece esta ordem de prioridade:
incineração;
coprocessamento;
aterro sanitário de classe I destinado a resíduos perigosos.
O sistema recebe o nome de logística reversa porque devolve os resíduos à cadeia responsável pelo tratamento.
Cada participante cumpre uma função. A farmácia recebe os produtos, o distribuidor realiza o recolhimento e as empresas responsáveis encaminham o material para a destinação final.
A entrega feita pelo consumidor inicia esse fluxo. O usuário não precisa escolher o tratamento aplicado aos resíduos.
Como descartar medicamentos em Pernambuco
Descarte seguro de medicamentos vencidos em ambiente hospitalar – Imagem: Magnific
Moradores do Recife, de Olinda, de Paulista, de Jaboatão dos Guararapes, de Caruaru e de outros municípios podem usar o localizador nacional.
A quantidade de unidades varia entre as cidades. Regiões mais populosas podem concentrar um número maior de estabelecimentos participantes.
A busca pelo CEP ajuda a encontrar opções próximas. O mapa permite ampliar a pesquisa para outros bairros ou municípios vizinhos.
No Recife, a prefeitura orienta a entrega em farmácias ou unidades de saúde que possuam coletores apropriados.
Qualquer balcão ou recepção não serve como ponto de descarte. A unidade precisa integrar o sistema ou manter uma estrutura própria para o recebimento.
O Portal Nova Pauta recomenda a consulta direta ao LogMed. A ferramenta atende leitores de Pernambuco e de outras regiões brasileiras.
Medicamento vencido há poucos dias pode ser usado?
A data de validade indica o período em que o fabricante garante as características previstas para o produto. Essa garantia depende do armazenamento correto.
O consumidor não deve usar um remédio vencido por conta própria. A recomendação vale para produtos cujo prazo terminou há poucos dias.
Doses maiores não compensam uma possível perda de efeito. Essa prática pode provocar riscos e prejudicar o tratamento.
Calor, umidade e exposição à luz podem afetar medicamentos que ainda estão dentro da validade. Banheiros e áreas próximas de pias não oferecem condições adequadas de armazenamento.
Alterações na cor, no cheiro, na textura ou na embalagem exigem atenção. O produto suspeito deve ser separado.
A pessoa que ainda precisa do tratamento deve procurar orientação profissional. Um medicamento comprometido não deve continuar em uso.
Medicamentos vencidos: como evitar o acúmulo de remédios em casa
Cartelas de medicamentos separadas para descarte correto – Imagem: Magnific
Uma revisão periódica ajuda a identificar produtos vencidos ou esquecidos. A organização pode ocorrer a cada três ou seis meses.
A conferência dos itens disponíveis evita compras repetidas. Essa prática reduz gastos e diminui o volume de resíduos.
Grandes estoques domésticos aumentam o risco de vencimento. A compra deve atender à necessidade real do tratamento.
A interrupção de uma medicação prescrita exige orientação profissional. A decisão não deve se basear apenas no desaparecimento dos sintomas.
Sobras de tratamentos não devem ser entregues a parentes, amigos ou vizinhos. Cada pessoa possui necessidades clínicas diferentes.
Um medicamento adequado para um paciente pode representar risco para outro. Dosagem, duração e acompanhamento variam entre os usuários.
Checklist para revisar a farmacinha doméstica
Use esta lista durante a organização:
confira a validade de caixas, cartelas, frascos e bisnagas;
separe os medicamentos fora do prazo;
identifique produtos que não terão mais uso;
observe vazamentos e danos nas embalagens;
procure itens sem nome ou dosagem visível;
avalie as condições do local de armazenamento;
mantenha os produtos longe de crianças e animais;
consulte o ponto de coleta mais próximo;
proteja os medicamentos durante o transporte;
reorganize os itens que permanecerão em uso.
A revisão leva poucos minutos e reduz o risco de consumo acidental. A prática facilita a identificação dos medicamentos mantidos em casa.
Perguntas frequentes
O LogMed funciona somente nas capitais?
Não. A plataforma reúne unidades coletoras em municípios de diferentes regiões brasileiras. A disponibilidade depende dos estabelecimentos cadastrados em cada cidade.
Posso descartar um medicamento dentro da validade?
Sim. Os coletores aceitam medicamentos sem uso, mesmo que o prazo de validade ainda não tenha terminado.
Toda farmácia recebe medicamentos vencidos?
Não. A entrega deve ocorrer em estabelecimentos que possuem coletores próprios e participam do sistema. Consulte o localizador antes do deslocamento.
Posso colocar agulhas no mesmo recipiente?
Não. O coletor do LogMed não recebe agulhas. Procure uma unidade de saúde para conhecer a orientação adotada pelo município.
Posso entregar medicamentos veterinários?
O sistema regulamentado pelo Decreto nº 10.388/2020 abrange medicamentos domiciliares de uso humano. Produtos veterinários exigem orientação específica do fabricante, da clínica ou do estabelecimento responsável.
Preciso retirar os comprimidos das cartelas?
Não. Os comprimidos devem permanecer nas embalagens. A cartela protege o conteúdo e facilita a identificação do medicamento.
O descarte tem custo?
O consumidor não paga para entregar os produtos nos pontos participantes. As empresas da cadeia farmacêutica assumem as etapas previstas na logística reversa.
O descarte correto exige uma ação simples: separar os produtos, localizar uma unidade e entregar os materiais no recipiente indicado. Esse cuidado protege o ambiente doméstico, os profissionais que trabalham com resíduos e o meio ambiente.
Saúde da mulher: a Carreta da Mulher Pernambucana já percorreu os 184 municípios do estado. O programa mantém quatro unidades móveis em circulação para ampliar o acesso a exames e consultas especializados, com foco na prevenção e no diagnóstico precoce dos cânceres de mama e do colo do útero.
As unidades móveis integram o programa Cuida PE Mulher. Ao longo dos últimos meses, a estrutura passou por cidades da Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste e Sertão. A proposta é descentralizar parte dos atendimentos e facilitar o diagnóstico precoce de doenças que exigem acompanhamento contínuo.
A expansão ocorreu de forma gradual. Em setembro de 2025, o programa contabilizava 25.245 atendimentos em 31 municípios. Em janeiro de 2026, já eram 60.850 procedimentos em mais de 100 cidades. No balanço divulgado em junho, a iniciativa superava 106 mil atendimentos e alcançava 155 municípios. Desde então, as unidades completaram a passagem pelas 184 cidades pernambucanas.
Exames e consultas chegam mais perto das pacientes
A Carreta da MulherPernambucana oferece serviços voltados à prevenção e à investigação de alterações na saúde feminina. Entre os atendimentos disponíveis estão mamografias, ultrassonografias das mamas, consultas com ginecologista e teleconsultas com mastologista.
A estrutura também permite realizar procedimentos complementares. A lista inclui colposcopia, biópsia de mama guiada por ultrassonografia e biópsia de lesão no colo do útero. Esses exames ajudam a dar continuidade ao cuidado quando a paciente apresenta alguma alteração em avaliações anteriores.
A mamografia ocupa uma posição central no serviço. O exame auxilia na identificação precoce do câncer de mama e pode contribuir para o início mais rápido do tratamento quando existe alguma suspeita clínica.
Em janeiro deste ano, o programa já acumulava 33.080 mamografias, 12.143 ultrassonografias das mamas e 11.892 consultas ginecológicas. Os números mais recentes divulgados pela SES-PE indicam que o volume total de atendimentos continuou crescendo durante os meses seguintes.
Saúde da mulher: interiorização amplia o acesso à prevenção
A passagem das unidades por diferentes municípios reduz a necessidade de deslocamentos longos para parte das pacientes. Em cidades menores, o acesso a determinados exames pode exigir viagens para centros regionais ou espera por vagas na rede pública.
A estratégia itinerante não substitui o acompanhamento realizado nas unidades de saúde. O objetivo é reforçar a oferta existente, aproximar serviços especializados e acelerar etapas importantes da investigação clínica.
Após alcançar todos os municípios pernambucanos, as carretas continuam retornando a diferentes localidades conforme a programação estadual. A agenda muda durante o ano e pode incluir mais de uma unidade em funcionamento simultâneo.
Saúde da mulher: Como acessar os serviços
As mulheres interessadas devem acompanhar os canais oficiais da prefeitura do município onde residem e procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. A agenda das carretas varia conforme a cidade atendida.
Em divulgações anteriores, o programa informou a necessidade de apresentar documento oficial com foto, Cartão do SUS e comprovante de residência. Alguns exames dependem de encaminhamento médico ou indicação clínica com base em resultados anteriores.
Serviço ao leitor
Antes de comparecer ao local de atendimento, a paciente deve confirmar:
os dias e horários de funcionamento da carreta;
o endereço atualizado;
a necessidade de agendamento prévio;
os documentos exigidos;
a apresentação de encaminhamento médico para exames específicos.
Carretas atendem no Recife e em Buíque
Nesta etapa, três unidades atendem no Recife e uma está em Buíque, no Agreste. A programação segue até quarta-feira (30), das 8h às 17h.
Na capital, os pontos ficam na Avenida Brasília Formosa, em Brasília Teimosa; na Praça Salazar, em Jardim São Paulo; e na Avenida Central, no Coque, ao lado da estação Joana Bezerra. Em Buíque, a unidade funciona na Praça de Eventos, no Centro.
Para atendimento, é necessário apresentar documento oficial com foto, Cartão do SUS e comprovante de residência. Biópsias, colposcopia e ultrassonografia dependem de indicação profissional conforme o procedimento.
Cobertura chega a todo Pernambuco
A passagem pelos 184 municípios encerra uma etapa de expansão territorial da Carreta da Mulher Pernambucana. A continuidade do programa passa agora pelos retornos às cidades e pela manutenção da oferta de exames especializados em diferentes regiões do estado.
Para as pacientes, a orientação permanece válida: acompanhar a programação local e confirmar as regras de atendimento antes de procurar a unidade móvel. O acompanhamento pela rede de saúde continua necessário após exames que indiquem investigação complementar.
Reforma Hospital Agamenon: o Hospital Agamenon Magalhães (HAM), uma das principais unidades da rede estadual no Recife, passa por obras de requalificação. Durante visita ao local, o Portal Nova Pauta registrou ferrugem, infiltrações, tubulações expostas e desgaste em áreas externas da unidade.
A equipe fez as imagens durante visita ao local. Nos registros, aparecem trechos do prédio com desgaste avançado, cabos aparentes, marcas de umidade, estruturas metálicas enferrujadas e uma escavação aberta próxima à lateral da unidade.
As intervenções avançaram desde os registros feitos pelo Portal Nova Pauta. Em 30 de setembro, o Governo de Pernambuco entregou a Emergência Cardiológica requalificada, uma das etapas das obras realizadas na unidade.
Obra começou em novembro, segundo relato no local
Segundo informações obtidas pela reportagem dentro do hospital, as intervenções começaram em novembro de 2025. Na visita realizada em maio, trabalhadores citaram conclusão total em outubro. Novas informações divulgadas em 6 de outubro mostram que existem etapas com prazo previsto até janeiro de 2027.
Um funcionário que atua na obra disse ao Portal Nova Pauta que as equipes executam pintura de alas da unidade e troca de aparelhos de ar-condicionado.
Desde aquela visita, diferentes setores receberam entregas. A Emergência Cardiológica foi apresentada pelo Governo do Estado em 30 de setembro após requalificação da estrutura e ampliação da capacidade de atendimento.
Reportagem anterior já apontava requalificação
O Portal Nova Pauta já havia noticiado, em abril, que o Governo de Pernambuco abriu licitação para requalificar a fachada do Hospital Agamenon Magalhães. A matéria informou investimento previsto de cerca de R$ 18,5 milhões, com serviços em aproximadamente 15,8 mil metros quadrados da edificação.
Na ocasião, o projeto previa recuperação da fachada, renovação da cobertura, substituição de esquadrias, nova pintura, troca de revestimentos e implantação de nova identidade visual para o prédio. A CEHAB conduz o processo, em parceria com áreas do Governo de Pernambuco e da Secretaria Estadual de Saúde.
O novo registro feito pela equipe do Portal Nova Pauta, atualiza esse acompanhamento. As imagens mostram que a unidade segue em obras, mas também revelam áreas externas ainda marcadas por ferrugem, infiltrações, tubulações expostas e sinais aparentes de deterioração.
Emergência Cardiológica passa de 27 para 45 leitos
A nova Emergência Cardiológica ampliou a capacidade de 27 para 45 leitos. A estrutura ganhou 18 vagas e passou por mudanças nos espaços destinados ao atendimento de pacientes com diferentes níveis de gravidade. A intervenção alcançou cerca de mil metros quadrados, com reorganização dos fluxos, áreas de isolamento, banheiros acessíveis, postos de enfermagem, equipamentos e mobiliário renovados.
Segundo o Governo de Pernambuco, o investimento de R$ 6,9 milhões corresponde à terceira etapa das intervenções conduzidas pela CEHAB. O valor também contempla a Emergência de Otorrinolaringologia e os repousos destinados aos profissionais das emergências.
Emergência Obstétrica tem conclusão prevista para janeiro
Outra frente permanece em andamento no Hospital Agamenon Magalhães. Nesta terça-feira (6/10), a governadora Raquel Lyra vistoriou a reforma e ampliação da Emergência Obstétrica durante visita à unidade.
A intervenção recebe investimento de R$ 1,18 milhão e tem conclusão prevista para janeiro de 2027. Com a obra, a capacidade do setor deve passar de dois para oito leitos.
A nova previsão amplia o horizonte das intervenções identificadas no hospital. O prazo também atualiza o cronograma relatado ao Portal Nova Pauta durante a visita realizada em maio, quando trabalhadores citaram conclusão geral em outubro de 2026.
Reforma Hospital Agamenon: Ferrugem, infiltrações e tubulações expostas
As fotos mostram marcas escuras nas paredes, ferrugem em estruturas metálicas, janelas antigas, equipamentos de ar-condicionado em áreas externas e tubulações visivelmente desgastadas.
Em outro ponto, a equipe registrou uma escavação aberta, presença de água e trabalhadores atuando no local. O cenário aparenta relação com serviços hidráulicos, drenagem, esgoto ou rede subterrânea.
Sem laudo técnico, não é possível afirmar que exista risco estrutural. Ainda assim, a condição visual das áreas registradas chama atenção e exige esclarecimento oficial.
Estrutura externa do HAM no Recife. Foto: Portal Nova Pauta
Área externa do HAM apresenta desgaste visível. Foto: Portal Nova Pauta
Obras em andamento no HAM. Foto: Portal Nova Pauta
Área isolada para obras no HAM. Foto: Portal Nova Pauta
Intervenção hidráulica no HAM. Foto: Portal Nova Pauta
SES recebeu pedido de posicionamento
O Portal Nova Pauta enviou pedido de posicionamento à Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco. A reportagem questionou o valor da obra, os setores contemplados, as áreas já entregues, o cronograma e a situação dos pontos com ferrugem, infiltração e desgaste.
A equipe também perguntou se existe avaliação técnica sobre as condições estruturais das áreas registradas e qual serviço motivou a escavação vista nas imagens.
O Portal Nova Pauta anexou fotos ao pedido para contextualizar a demanda.
Além do e-mail, a reportagem registrou manifestação formal na Ouvidoria do Governo de Pernambuco. O sistema gerou o protocolo nº 202666884.
Ouvidoria encaminhou demanda ao hospital
Em resposta parcial enviada à reportagem, a Ouvidoria da Secretaria Estadual de Saúde informou que encaminhou a solicitação à Ouvidoria do Hospital Agamenon Magalhães para providências.
A mensagem também informa prazo de até 20 dias para resposta, com possibilidade de prorrogação por mais 10 dias, conforme a Lei Estadual nº 16.420/2018.
Até a publicação desta reportagem, a Secretaria Estadual de Saúde ainda não respondeu de forma conclusiva aos questionamentos enviados pelo Portal Nova Pauta sobre obra, cronograma e condições das áreas registradas.
Atualização de 6 de outubro de 2026: após a entrega da Emergência Cardiológica, o Governo de Pernambuco informou que a reforma da Emergência Obstétrica permanece em andamento. O setor deve passar de dois para oito leitos, com investimento de R$ 1,18 milhão e conclusão prevista para janeiro de 2027. As novas informações detalham outra etapa das intervenções, mas não respondem especificamente aos questionamentos do Portal sobre os pontos de ferrugem, infiltração e desgaste registrados em maio.
Reforma Hospital Agamenon: Repercussão nas redes sociais
Após vídeos publicados nas redes sociais do Portal Nova Pauta, internautas passaram a relatar outros supostos problemas enfrentados na unidade.
Em um dos comentários, uma seguidora afirmou que o hospital estaria há cerca de dois anos sem reagentes para exames hormonais. Segundo ela, pacientes precisariam buscar exames na rede particular.
A Secretaria Estadual de Saúde não confirmou oficialmente o relato até o fechamento desta publicação. O Portal Nova Pauta trata a informação como manifestação de usuária e pode ampliar essa apuração.
Por que o caso importa
O Hospital Agamenon Magalhães atende pacientes da rede pública e tem papel estratégico na assistência em saúde no Recife. A presença simultânea de melhorias em andamento e áreas visivelmente deterioradas cria contraste e exige transparência sobre prazos, investimentos e prioridades.
As entregas realizadas desde maio mostram avanço nas intervenções da unidade. O acompanhamento das áreas externas registradas pelo Portal permanece necessário porque as obras seguem em andamento e os pontos observados na apuração ainda não receberam resposta conclusiva.
Reforma Hospital Agamenon: serviço ao leitor
Usuários, pacientes, acompanhantes ou servidores que tenham relatos sobre a situação do Hospital Agamenon Magalhães, podem procurar os canais oficiais da Secretaria Estadual de Saúde ou da Ouvidoria do Governo de Pernambuco.
O Portal Nova Pauta também segue recebendo relatos, imagens e informações que ajudem a ampliar a apuração jornalística. A atualização desta terça-feira acrescenta informação concreta ao acompanhamento iniciado pelo próprio Portal: a obra não se encerra em outubro, pois a Emergência Obstétrica possui um novo prazo estendido. Durante a visita de 6 de outubro, o Estado também confirmou que esse setor passará de dois para oito leitos.